A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A S TA CASA DA MISERICORDIA 379 auo-mento, empre a cendente de popula_ção emigrada, 4,eterminou um con ideravel accrescimo de despeias, facto- este que mais ou menos, como era de esperar, reproduziu-se em todos os serviços a cargo da Santa Ca a. O governo, em excellentes condiçõe financeira , aügmentou uccessivamente .os subsidies annuaes da Misericordia, mas ' contra este accrescimos de receita luctavam com grande vantagens a verbas da despeza. Para atalhar seme– lhante estado de cousas, 6. existia um recurso extremo, deshu– mano e cruel,· que não podia er posto em pratica sem manifesta infracção dos estatuto : fechar as portas aos enfermos indigentes que excede em um numero prefixado. A con ulta ao quadros do movimento financeiro da socie– dade,' demon tra que até 189 5, ainda que com muito trabalho, oscillava a despeza sem graves alcance • com a rec~ita ; d'ahi, po– rém, em diante, agg ravou-se a situação da Misericordia, devido ao desequilíbrio economico, com especialidade nos hospitaes do govei;-no. Dependendo q.uasi que exclu ivamente dos subsídios; porquanto os ben patrimoniae , representativos, é verdade, de uma grande importancia, em sua maior parte sem rendimentos, os outros auxílios não podiam competir com os gastos avultados, ur– o-entes e inevitaveis. A subvenção· annual do Hospital da Caridade, que em 1893 era de 50.000 ooo réis, e no anno subsequente de _ 85 .000 ooo, foi elevada em r 89 5, a r 0 0 .000 ooo, con ervando-se d'ahi em diante ne ta cifra, apesar do augmento prog re sivamente a om– broso do cu t io do ho pital. Consequencia log ica d'e te desequi– líbrio outra não podia er senão o appar cimento e a persistencia do deficit, nos varios ramos do s rviços : a Santa Casa, sem r - cursos sufficientes, sem fontes de receita com as quaes lhe fos e possível exting uir os seu cdm1 romi sos, viu augmentar o seu passivo, e com i to advirem g rave embaraço ao desemp nho corr cto dos eus dev r s.
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