A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
368 A SANTA CASA DA MISERICORDIA vida civil. A refe rida fazenda dispõe de uma legua de t rra d primeira ordem, e fi ca a distancia tal da populaçõe visinha , qu o receio que estas po sam temer do contag io, não tem fun damento serio perante a sciencia » . 1 Infeliz.mente as condições do erario publico não permittiram executar este plano, e teve o govern o do Estado de redu ir os seus bons desejos á execução de concertos urgentes e inadiaveis. Dando conta ao cong resso leg islativo dos melhoramentos in– troduzidos, disse o Dr. Aug u to Montenegro, na sua ultima men– sagem : « Em outra ordem de idéas, minha attenção fo i chamada para a penuria de alguns serviços da assistencia que o Estado actualménte mantem. O p rimeiro para o qual voltei as minha vis– tas fo i si de assistencia aos ali enados. Não podia ser mais penosa a impressão que tive, ao vis itar o edifi cio onde ess"es infelizes estão albergados. Apesar do meticuloso cuidado, da limpesa absoluta, do carinho e trat9 empregados com elles, por parte da admin is– tração da Santa Casa, via-se ao primeiro exame que o predio não offerecia as condições precisas para um tratamento methodico das molestias cerebraes. Por uma sing ular· combinação, no edificio fo – ram creadas condições taes, que, longe de favo recer a cura, apres– savam o triste desfecho, pela intercorrencia de morbus diversos. Por outro lado, a falta de apparelhos impedi~ a applicação dos mais rudimentares processos curativos, tendo-se convertido o hos– picio, pela carencia de eleinentos, em simples deposito de loucos. « Resolvi, apesar das nossas actuaes condições fin anceiras, i~– tervir com energ ia e de prompto realisar o que de longa data tem sido reçonhecido como necessario e indispensavel. Mandei demo– li r a casa dos banhos q ue, collocada no -~ eio do edificio, tornou-se 1 R elatorio apresentado ao governador do Estado E x.mo Sr. Dr. Augusto M0ntenegro, pelo Dr. J osé Paes de C~rvalho, ao deixar a administração em r.º de fevereiro de 190 1.-Belem, Imprensa Official, 190 1.-Pag. 39· •
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