A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
t 316 A SANTA CASA DA MISERICORDI melhoramento. Coadjuvado pelo habil pharmaceutico bel Au– gusto Cesar de Arauj o, o_provedor Dr. F reita locou a pharm~cia na casa cóntigua ao hospital, inaug urou-a m 1 .º de Jan iro de 1 880, tendo gasto na acqui siç~o d va ilhame, utensilios dro~a , r 2.0 38 2 r 5 réis. Depois continuou o proj ecto do prolongam nto a r uma justificada aspiração de todos · á falta da verbas addiou- e conti– nuamente o assumpto. Caminhava, entretanto, o hospital para o seu prim iro ·cent - nario ; approximava-se o anno d 188 7, em que e compl tariam cem annos depois que D. F rei Caetano Brandão lançára no solo paraense a semente fecunda da caridade, transformada ntão m fro ndosa arvore, cuja sombra protectora acolhera muitos milhar s de infelizes. Naturalmente a idéa de commemorar uma data tão notavel nos annaes da instituição, não passaria desapercebida ; expontaneos appl ausos de resp,eito e g ratidão existi am em todos os corações pelos brilhantes feitos do modesto fundador, dig nos de um solennissimo e perdurador testimunho publico. Comtudo se no olvido não fi cou este centesimo anniversario, a commemoraçã':) fo i assaz modesta para as virtudes e fe itos que lhe cumpria exal– çar; a obra do venerando frade era, sem duvida, merecedora de alg uma cousa de mais vulto. 1 No dia 24 ·de Julho d'aquelle anno, realisou-se ás sete e meia da noite, no proprio hospital do Senhor Bom Jesus dos Po– bres, uma sessão solenne e commemorativa. Estiveram presentes o conselheiro F rancisco José Cardoso Junior, que então chefiav a a x A mesquinha vida que a M'lsericordia paraensc arra tou desde a sua fun dação até os fi ns do seculo xv11r, motivou o olvido em que a deixaram os nossos chroni tas, e d'ahi proveiu um erro muito vulgarisado, mesmo cm actos da irmandade : a referencia do estabelecimen to do b'ospital do Senhor Bom J esus dos Pobres como fund ação da Santa Casa cio Pará, quando foram dois factos disti~ctos, com 13 7 annos de permeio. Nas notitias dos jornaes, nos convites, nos dis– cursos fala-se em ce ntenario da Santa Ca a, quando se tratava apenas do centenario do hospital.
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