A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

A S NTA CASA DA MI ERICOR DJA 2 99 epidemi as d~ febre ;Únarell a em I 850, e do cholera-morbus em I 855, e a mortalidade di ari a, mpr cresc nte comq con equen– cia do aug mento da popul ação, mostraram a in uffic iencia da a réa escolhida, ainda mais limitada pelos quatro pequenos cemi– tcri os que tomaram-Ih os ang ul os. J á nos r latori os do prov dor P reira Guimarães se encontram referencias a isto, porém, s6 em 1865, tratou o p rovedor Manoel R odrig ues de Almeida Pinto, de pôr em pratica a idéa de uma nova necropole, pois a Meza pro– pendia para este alvitre ma is econornico, attentas as indemnisa– ções que seri a pr ·ci o faze r para alargar a superficie do cemiterio existente. P or intermed io do presidente da provín cia, alcançou a Miseri cordi a uma conce são da camara municipal com respeito ao terr no comprehendido entre as travessas de . Vicente de Fóra e S. Matheus, a e trada da Constituicão e a rua dos 1Iund u- , rucús, concessão es ta acceita pela Meza em 19 de D ezembro cl'aquelle anno. Este projecto nã~ fo i adiante; o provedores, porque julgas– sem improprio ou ele curtas dimensões o terreno, e pouco instados · pela necessidade ainda adiavel de novo cemiteriÔ, deixaram de lado a empreza por varios anno . Em r 8 7 2, reappareceu o pro– j ecto e um novo pedido á camara de cem braça quadradas, d'esta vez infructiferamente porque declarou a corporação municipal não posstii r terreno com tal medida, que se prestasse ao fim. Á vista cl'esta resposta e das recl amaçõ s dos provedores, a assembléa provincial incluiu no artigo I o.º da lei n.º 796 de 1 2 de etembro d e 18 ;i 3, que orçou a receita e fixou a despeza ela Santa Ca a no ann o compromissal de I 87 3, a indispensav~l auctorisação para adquirir a irmandade po r compra o terreno de qu.e pr cisava, e a Meza commissionou ao procurador João D iogo Clemente lVIal– cher, a tarefa de escolher comprar a terras. Ao tenente-coronel João \ 1 ilkens de Mattos comprou elle qua renta braças de terreno, com os fundos competentes, sita na

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