A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

A A KTA CA. DA MT 'ER TCOR DL\ 297 transferin lo-s para elle o . te loucos que n\ 1am recl usos no ho. pital da Cari'dade. l\/Ie mo levando em conta os reparos fe itos no predio pelo gov rno, o serviço devia resentir-se .elas pessimas condições .da in ta ll ação, de prezados os princípios hygi enicos, como fo ram. Os esforços dos provedores e dos mordomos dos hospi tac não lograriam remo\- r tão grandes obstaculos, sem gro SOS . cabcdaes que a l\ [iscri co rd ia não poc;lia tirar dos seus rendimentos annuaes e mui to menos do seu patrimon io. E mbora s impl admini tradora do hospício dos laza.ros, como era, bem c"clo, em vista da in uffic iente verba de dois conto. de réi annuaes, votada no · orçamentos da provi ri cia e destinada ao ustento, vis– tuario e curati o lo enfe rmos, viu- e a Santa Casa obrig ada a soccorrer os infi lizes alienados com recursos eus. Instantes reclamaçõe levaram posteriormente a assembléa provincial a augmentar os recur o pecuniari os com que subsi– d iava o hos1 ici o, mas o numero de enfermos tambem cresceu e continuou ass im o eles quilibrio ent re a receita e a despeza. To– cumcl uba que desde I 8 r 4, era um extremo e pungente refugi o para os desgraçados morpheticos, que horrorisava pela sua desor– gan isação, p las infe riores condições do eu di fic io, pela penuria do~ soccori:os que lhe p re. tavam os gov rnos, pela promi cuidade que fi zéra d'elle uma , erdadeira colonia de infeccionados, ficava com aquelle appendice que ia rivalisar com elle na d sordem e na infelicidade. Não . e p6dc culpar neste a sumpto p rovedore ·, mordomos e Mezas; os seus relatori os todos, sem excepção de um unico, descrevem sempre, continuamente, per ist -ntemente, os horro res do Tocumduba, e impetram affl ictivamente verba para melhorarem a sorte dos infi li zes ; os presidentes, por sua vez, faz em-se nos seus discur os, na. uas falias, nos seu relatorio , échos vibrantes d' stas reclama ,oes, ao passo que as .a embléas ouvem-nos, promettem e dormem. Jamais, no período que hi to– namos, recebeu a i\[isericordia um auxili o capaz de permittir a

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