A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

A ANTA A ~. D . )[I E RICORDI 2 49 grand onda de povo que forma\ a a cauda d'aquella sin i tra ser– p nte_. em logar marcado na procis ão, doi irmão da Misericor– dia apre enta am aqui e ali, aos populares accola de panno preto e upplicavam um obulo: «Para a mi a do irmão penitente». Como derradeira nota .d'aq uella luo-ubre procissão, quatro escravo da anta Ca a, v stido de preto, ca~regavam ao hombro a grand tumba do pobr s negro ca ixão abahulado, com enorme cruz branca obre a tampa, que de\ ia tran portar o corpo do enforcado para a ob cura pultura, de onde, volvidos quatro annos, a irman– dade arrancar-lhe-ia o o so , com tamanha pompa e solennes ce– rimonias, quasi eq uivalentes a uma posthuma homenagem. Sahindo do oratorio, dirio-ia-se o cortejo para uma egreja proxima, em g ral a de Santo lexandre, onde um padre aguar– dava o padecente; emquanto a força de cavallaria e a irmandade tacionavam na praça, o frad , carrascos e meirinho , ajoelha– vam com o condemnado á porta do templo e o sacerdote dava com ço a missa. Quando o officiante preparava-se para erguer a hostia, levantavam-se todos, encorporavam- e de novo e retomavam a marcha ; a campa retinia, dominando om as vozes do pregoeiro e dos irmãos p tlintes o rumor do populacho; e, guardando a mesma ordem, o cort jo eh gava por fim a praça, onde havia a forca. 1 Um g rande quad rado de infanteria, estrellejava aos raios ardentes do sol, formando uma for te muralha que devia proteger o instrumento do supplicio da maré popular. A irmandade penetrava no interior do quad rado, alinhava-se pela faces do estrado; o padecente, um dos frade e os carra - cos subiam á plataforma. Reinava um grande sus urro, a popu– laça formigava á procura de loo-a_res, irriquieta, g esticulando, dis- forca e teve armada em Yarios ponto da cidade : no Bagé, no largo do Quartel, hoje praça Saldanha Marinho, no largo de ão J o é e no lnrgo da P olvora. Algumas vezc armou- e tambem· forc:is pro,•isoria , parn que o réo soffre se o castigo no proprio legar do crime.

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