A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
_\ SA TA .OA MISERICORDIA 2 47 O plantão junto lo crirnin o o ex1<Yia cinco irmão · qu e reve– savarn d accôrdo com urna tal lla organ i ada pelo ·mordomo nobre dos pre o , a qu rn competia fiscalisar todo. o erviços da Ii ri co rdia ao entenci ado. a madru;ada do dia la execução, uma turma de negros e cravos examin a a a fo rca, xperimentava a trave da qual devia pend r o nforcado, ui tituia a taboas do tablado, com fortes rnartellada · qu mai · reboavam no ilencio da noite. Ainda mal tingiam o céo os primeiros clarõe do crepusculo matutino, e já o homem elo balandráo azu l percorria as ruas por onde devia pas– sar o prestito, badalando a campa e repetindo de espaço a e paço, com , voz profunda lenta : « Orai pelo nosso irmão padecente ». D pois a cidade acordava como em dia de festa; o rumor do povo que caminhava em trajos domin?"ueiros, enchia todas a ruas; o nobre como o plcble:u, o rico como o pobre, corriam a pre en– ciar a trist scena; desde muito c"'do, as janellas regorg itavam de espectadores, em cujos ro to não s via nenhum constrangimento, antes a al g ria curio a de quem e pera um espectaculo sensacional. Tambem para os 01 primidos havia alg uma cousa de bom naquella derradeira agonia : era o meio dia de liberdade que goza– vam, os di cipulos longe da fe rrula do mes tre escola, os esj'.ravo longe do vergalho e do supplicio , os caixeiros longe das mana– pulas e dos pés dos patrõe ·; todos, dispensados a pretexto de ,·ercm no castigo infling id ao crimino o um exemplo s~lutar, não cafavam as suas impr ssões, em meio da massa popular que ap– pbudia ou apupava. Ás oito hora da m;:inha estàva o prestito organisado e em caminho: rompia a marcha uma força de cavall aria, de espada desembainhada , que aperta a para os lados a chu ma do e p - tadore ·, varrendo as rua . A nota brilhante e garbosa dos uni– formes era logo apagada pelo aspecto lugubre da irmandade da i\lisericordia: o homem de bala.ndráo azul sacudia a campa r~-
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