A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A SANTA CASA DA MISERlCORDIA quand o nenhuns elementos prophylaticos ex1st1am, quando J hy– giene publica jaz ia completamente abandonada; os documentos rt1a– nuscriptos de varias épocas são contestes em affi rmar que o maior estrago verificára-se nos indios, entre os quaes a mortalidade attin– gia cruel percentagem; os batalhões de milicianos, quasi que totalmente compostos de indigenas cathequisados e de indivíduos provindos de crusamentos com os índio , soffreram desfal 1ues consideraveis nas suas fil eiras. Pelos esforços do Conde de \ illa-1 ·1or, o emprego da vacc ina fez-se no Pará relativamente cedo, poi ·, tendo Jen ner publicado a sua memoria em r 798, praticaram-se as primeiras inoculações da lympha durante o contagio de 1819 . Em 1 849 a febre amarella declarou-se com caracter cpide– mico na Bahia, atacando de preferencia os homens do mar; entre– tanto o diagnostico da moles tia não foi logo feito, pois, apczar da intensidade do mal e do avultado numero de victimas, alguns medicos habeis cl assificaram como passageiras as feb res, dando á irregularidade da estação a causa' da mortalidade. 1 Consequente– mente não se acautellaram as demais províncias; Pernambuco teve logo o seu porto infeccionado; e o proprio Rio de Janeiro, onde · suspeitas de que o mal que g rassava na Bahia fosse a febre amarella, leváram as auctoridades competentes á prescripção de quarentenas para as embarcações vindas da província fl agellada, em fins de 1849 contou os primeiros casos de infecção, e a 1 S de Mãrço do anno seguinte registrou a mortalidade maxima de no- 1venta victimas diarias da peste. Em princípios de r 850 igno rava-se completamente no Pará que houvesse febre amarella em Pernambuco e Rio de Janeiro ; sabia-se que esta epidemia devastava a Bahia. Deste modo, ao entrar cm 24 de Janeiro a barca dinamarqueza, Pollux, vinda de 1 R clatoriu du l mpcriu. Visconde de l\lonle-Alcgre. 1850. J:'ag. 9. •
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