A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
; 158 A SANTA CA A DA TI ERICORDTA lin o Manoel Perdigão, que de lono-os anno vinham prestand bons serviços á causa santa da in stituição, não era cliffic il res– ponder áque1lâs perg unta. . .A fazenda do Pinheiro, com a ilhas Caratatul a e Jutuba, a da Caviana, a elo Bom Je ·us, 1 em ,farajó, varios terrenos na capital, cobertos J e matto ou encravados na fl oresta, com outros bens de somenos importancia, fo rmavam a parte impro fi cua do patr imonio; o melhor empr go a dar ao dinheiro que se obti ve.· e das vendas, attentas as co n-dições da província e da admini tração da irmandade, outro não podia ser além ela compra de predios bem construidos e de apolices da dividá publi ca; ao terc iro quesito cabia a reforma do compromi so, já auctorisada, porém ainda por faz r, pois d'ella manaria a regulam_entação dos diversos serviços. Nestes termos resolveram os mezario fi xar editaes po r espaço de trez mezes, para tornar effectivas as vendas proj ecta las; entre– tanto os serviços urgentes da gestão do hospitaes e a indispen– savel troca de officios com a presidencia da provín cia, protelaram a causa por muitos mezes. E m todo o ca o, por ter a i\Ieza obtido quasi completa reeleição a fi m de continuar a servir no anno com– promissal de 184.5 a 1846, a d mora não trouxe desarranj o ao plano assen tado. Em 7 de ovembro de 184 s· terminaram o. editaes rece– beu o conselho apenas trez propostas de compra da Caviana, sendo duas d s fazendeiros i\fanoel Vicente Fôro e Mano -1 Theodoro Ferreira Ribeiro, com do capitalista Vicent dezeseis contos. o lanço de quinze contos de réis, e a terceira Antonio de Miranda, pela irnportancia d Acceito este maior offerecimen to, firmaram entre si, a i\ [ise- , Tambem fôra arrendada, pela quantia minima d 80 ouo réis annuaes, mas, ao termi– nar o contracto conta\'a apenas vinte e poncas cabeças de gado.
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