A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
12 A SANTA CA A DA MISERICORDIA em r.º de N~vembro, ?ia de Todos os antos, para ncorporad s acompanharem a procissão dos ossos do padecentes; , ainda a ~ 1 do mesm? mez, dia de ão Marti_nho, ~ara o .ahimento pelo irmãos fallec1dos, e, fin almente, na quinta-feira de E ndoença . . ~ . . , . para a vistosa proassao dos Jogaréos, que v1s1tava a noite O santo sepul- chro nas diversas egrejas de Belem. A administração da Misericordia competia a um conselho . El . ou J. unta composta de Definidores e e1tores; os primeiro fi o-u ' .::, ravam sempre em maior numero e só trabalhavam com a ,feza quando havia necessidade de resolver casos extrao rdinarios, não prescri– ptos no compromisso; os segundos formavam a ifeza, i to é, 0 corpo propriamente admini ttativo que, em geral, se compunha d . o provedor, dos mordomos dos hospitaes e dos pre1.o , dos th zou- reiros e mais funccionarios de alta categoria. D efinidores e Eleitores, uma vez reunidos em sessão o-osav . ' b am de extensos poderes e attribuições, tinham a faculdade de inter pre- tar o compromisso, e até a de alt~ral-o em ponto essenciaes. 2 Ao provedor competia a supenntendencia de todos os ne 0 _ cios da Misericordia; deviam-lhe os irmãos obediencia, e as s!as ordens não podiam soffrer contestação, nem .deixarem de ser fiel- A d t ·t . _ ela Santa Casa de Misericor<lia de Lisboa, os cadav~res d . 1 ntes a cons I u1çao · ' ,. . . ' os Jns- t . d li • 1 os tos ·'L gula dos passaras e dos caes vadios ; frei Mi «uel d C iça os 1cavam rnsepu tos e exp ' . " e on. b • . 0 da época um gnto de protesto e alcançou 1 treiras levantou contra este bar an sm . . . _ 0 ª vará de 2 ºtt" a á caridosa 111st1tmçao dar sepultura aos corpos d de Novembro de 1498, que perm 1 h . . . • . os execu- . . . . 'd enceu O tracltcwnal e 1gnom 1110 o costume, mas a intol . tados. A rnAue □c1a do rnst1tu1 or v . . eranc1a . os cadaveres de cnmrnosos descauçassem nos d reli criosa da época não consentlll que · . d . ª ros e nas "' egreja, mesmo depois a morte, trnba escrupulos e ,. . capellas das egrejas e conventos; ª á t d d 6 . ·• 0 • 10 n1ve- 1pre campo par e, e on e, ap s o pen ado da d lava as condições· para elles houve sen . eco111po. ' . o-sos como que purificados, para de""osital os _ s· - lb M' ·cord1a os ~ ' t' - ent-io n içao, arrancava- es a isen d te todo o período colonial e · ' os tempfos. No P ará o mesmo se obser vou uran ' ' posteriormente, até a abolição da pena de morte. lJ d abranoia apenas alguns pontos julgados capitaes ' · 2 A restricção d'esta facu ª e ' º . - d · h 'b' . ' como o . des ara adm1ssao os soc10s, e pro 1 ta sómente em numero fixo de irmãos, as forma!Lcla ~omntação de legado, e enterrar como irmão d :: st ~r os dinheiros da Casa, solicitar do papa ª isen- cordia quem não o fosse.
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