A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
I" A SANTA D )fI ERIC RDI 1 3i stavam na maior desordem e incuria possiv is a ponto de serem pela falta de as cio, erclacleiro fóco de infecções ; os bombar– d ios da esquadra, isando de preferencià. os lagares fortificados da cidade, foram tenazes obre o forte do Ca tello, collocado no flanco da egreja de anto Al -xandre, que apresentava nos telhados e nas parede tristes con equencia d e tá perigosa visinhança; os escravo em sua maioria tinham-se aproveitado do cataclysma, fazendo causa commum com os cabanas ou fugindo para quilom– bos ou sítios ignorado ; o predio resentiam-se dos damnos ge– raes que os proprietarios deploravam; dos inquilinos uns fugiram, abandonando as casa , outro conservaram-se nellas, porém não pagaram os alugueis. Na fazenda de gado da Caviana introduzira-se um tal I fanoel Agostinho, nomeado administrador por ebastião José da Silva, e a seu bel prazer forn ecera de muito o-ado Macapá e a capital, anni– quilára a cavalhada e por ultimo retirára- e 'para Chaves, levando comsigo o batelão de transporte, ob o pretexto de lhe pertencer. Nas outras fazendas não era mais lisongeiro o quadro das· delapi– dações; por toda a parte o rasto verm~lho da lucta fratrecida dei– xúra manchas indeleveis. A província inteira deplorava a perda de vidas preciosas, cho– ravam as familias grandes desgostos, e incalculaveis pr juízos ma~ teriaes patenteavam os horrores dos mais cannibaes attentados contra a propriedade particular; depoi dos rebeldes, das suas de– vastações, dos seus crimes, veiu a legalidade r stabelecer a paz, não sem um cortejo de novas e atrozes violencias, fatalmente ine– vitaveis. Facil é comprehender quão melindrosa se apresentava .a situação da Santa Casa : antes dos horríveis factos de 1835 , já o deficit minava-lhe os orçamentos, ao mesmo tempo que g randes e indispensaveis despezas cresciam desoladoramente com o addia– mento forçado da falta de verba; imag ine-se, pois, o que seriam as •
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