A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

.. A SA T CA A DA MISEI ICORDIA 1 35 o tenente coronel d milicia · Felix Antonio Clem nte Malcher. Da . acclamação illegal d'esta auctoridade in trusa lavrou-se uma acta, que recebeu quatrocentas e trin ta e uma a ig naturas, muitas das quaes de pe soa g radas e con iderada umas adversarias, outras adeptas do governo, que na ve p ra ainda aufe riam o proventos do poder. N e:;sa tri te pagina da guerra civil estão as ig nado o pro– v dor Ig nacio José Pe tana, o mordomo Manoel da. Silva eves, os conselheiros João Antonio Corrêa de Bulhão, Marcellino Per– di ão. e out ros m mbros da l\ Ieza da Misericordia; elles affi rma– ram com os outros, que « te temunharam o ac to de acclamação de Ialcher, por /allecimeulo do ex-P residente Bernardo Lobo d Sou– za, a quem já estavam cançados de offrer por causa da prepoten– cia e f rbitrariedades que sempre praticou em todos os actos do seu governo ». Coube mesmo a Corrêa de Bulhão di rig ir, na qua– lidade de p residente interino da Camara Municipal, o acto de jura– mento do novo pre idente, ao qual tambem assistiu Perdigão, na qualidade de vogal. D 'este modo a Miseri cordia, que go ára no 1 .º semestre do , seu anno compromissal de I 834 a I 83 5, as bôas g raças de Lobo de Souza, aufe ria no 2 .º semestre a protecção dos rebeldes. Ainda assim não fo i mais possivel reunir a Meza; seguiram-se as desaven– ças entre Malcher e Vinagre, os sang uinolentos encont ros dos par– tidari os de um e outro; todos os ramos da administração desor– ganisaram-se prof~ndamente ; todos os di reitos civis dos cidadãos fo ram conspurcados e violado . Cada qual tratou da sua segurança individual e feliz se considerou quando o fez com exito. Os negocios da Misericordia estiveram em mãos de Sebastião José da Silva, a quem nomeára o pr sidente intruso para adminis– tral-os, até I 4 de Agosto de I 83 5, e d' ta data até a reoccupa– ção da cidade pelas forças legaes, a cargo do enfermeiro m6r Carlos dos Reis Magos, que voluntariamente tomou a si esta m~ cumbencia.

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