A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

A SANTA A 'A DA l\11 ºERICORDL\ Posto que no ub qu nt · ex rc1c10 fo s m apparecendo bon aldo não melhoraram as cond ições financeiras ao ponto lesejado. ind a :1. 1m empr h nd u a anta Lasa o es tabelecimento d um no o ho pi tal, reclamado d longa data pela h) g iene pu– blicJ, e que lh e ficou pezando no orçamentos como carga superior ás suas força . Queremo-no referir ao hospital dos Jazams. Desde os primeiros tempo da colonisa ão, ·a morphéa, transplantada le Portugal para o vali do mazona , d senvolvera-se bastante, en– contrando nas condi õe clirnaterica , na vida nutritiva dos habi– tantes e quiçá na ab oluta communidade em que viveram sempre contaminados bon , lem ntos de grande propagação. Apesar da fr equencia elos ca os, jamais s preoccupou o governo colonial com esta mole tia; as manifi stações l ntas do mal, a sua marcha demo– radr1, permittinclo ao doente cuidr1r . elas suas obrigações, e viver algumas vezes por longos annos, não pod iam influir no espirito dos administradores como a infecção parasitaria da varíola, cujos estragos eram muito conh ciclos na capitan ia. 1 Nos principies do seculo :x 1x achava-se Bel m minada dele– prosos; em todas as camadas sociacs tinha o baccillus ~e Hansen argo numero de víctimas, umas que davam•lhe combate com as medidas hyg ien.icas proporcionadas pelos bens de fo rtuna, out ras 1ue apresentav.am toda a hecliondez ·da enfermidade saciada na falta de recursos e de asseio. Eram os morph eticos indigentes, a quem tudo faltava, os que reclamavam instant mente os soccorros publ icos. Levada por a ltruisticos sentimentos ·de caridade e ele interesse pela saúde publica, levantou a Santa Casa o projecto do estabele– cimento de um hospicio, onde devia ser mantida a obrigatoriedade r V. do A . L igeiras notas sobre as t-ptilemias da v ariola e f ebre mnarclla no Pará. Publ. no « Pará-Medico •• orgão da Sociedade .Mcdico-Pharmacculico do Pará. Anno I n.º 2 • •

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0