A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

106 A SANTA CA A DA i\ ff ºERICORD IA Isto teve seus graves inconveni entes para a anta Ca. a, pois esteve ella até 1806, sem receber os rendimento que, uma vez nas suas mãos, lhe teria dado a fazenda. Por fim D . João, á vista de uma avaliação da junta da real faze nda, mandou entregar á Misericordia doí preclios que havia pertencido aos mercenarios, e I .2 71 ooo réis em dinheiro. ' ~ma das casas principiava na_travessa da Misericordia, con-. tiguas as de Pedro Lameira, com dezesete braças e tres palmos de fr ente até o canto, e voltando a mesma frente pela rua do Açougue, 2 com oito braças e sete palmos, até á casa de João Fer– rei ra Touquinho ; a outra fi cava no fim da rua das · Iercê , com tres braças de frente, entre os predios de Francisco Antonio dos Reis e Domingos Dias Pinto. o in ventario fe ito por occasião <lo se– quest ro, a p rimeira fôra avaliada em r .600 ooo réis, e a segunda em 3 50 ooo réis, produzindo, entretanto, pouco depoi , quando se metteu em ar retação os bens mercenarios, na fo rma da carta regia de 1 I de Maio de I 798, mais 450 ooo réis sol re tal estimativa, 3 de modo que a Santa Casa veiu a recebei-as por 2-4Óo ooo réis, que juntos a 1. 29 7 ooo réis em dinheiro, prefiz e~ ram a importancia total de 3.671 \'ooo réis, valor e·m que foi esti– mada a· faz enda \Tal- de-Cães. 4 Ê curioso notar a má vontade da metropole nesta transacção: como se não ba tasse o prejuízo da sua despotica ordem sobr.e a faz enda, ainda se procurou faze r uma idemnisação pouco séria, tomando por base o valor de \ al-de-Cães, não no acto de a dei- J P rovisITo d e 8 de Outub ro de 1805. SEC<,:,i.o DE M,\ NUSCRlPTOS DA D!JJLIOTHECA E AR ClllVO P UBLI CO. Collecpfo de alvarás, car tas 1·1'gias e daúves. 2 H oje da In d ust.ria. Chamou-se do Açougue porque nella e leve por muitos an nos um talh o de carn e verde, que a camara municipal estabelecera em 1 726. 3 Não foram então acceilos e te; lance. , por se pensar em entregar as casas á irmandade. 4 O fficio do con tador da J unta dn R eal F azenda, F ranci~co Caldeira Coutin ho do Cou to, ao governador <lo E· t:,do, cm 19 clc J aneiro ele 1806. Jl,fi11mscripto per tencente ao arch i'110 dfl Santa Co .ça_

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