A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
' .\. ·.\;-.;TA .\, .\. D \ ~IL E l:U OH. D ! 7 10 o da au tori dad elo eu a lto carg o, o ufficiente para que o amôr prop rio offi nd ido não lhe deixa e perdoar a mais leve contrad ita á ua orden , vimol-o torcer a verdaàe, adulterar os fac to , quando levou a r I pre en a 'um form idavel li bello de re i tencia á d ci õ ré ia , contra a i\ Iisericordia, cuj a culpa unica fôra não be lec r, s m prévios escla recimentos, a uma inti– ma~ão meno ju~tificada . 1\Iui ta veze. , quando al ·um embaraço ou opposição estorva– va- lhe o modo de ao-ir, removia-a em preoccupar-se com as infra– cçõe manada do eus acto : fo i as im que, sendo de pré;lxe, si bem que não e. tipu lado na fo rma de 1 786, eleger-se annualmente o conselho admin i trati\ o da onfra ria da Caridade, de maneira a consti tu il-o com ei secular ·, e seis eccle iastícos, manejou o bi po a st1a in flu encia para alijar elo corpo de officiaes os que não lhe deviam obed iencia hierarchica. E ta cabala teve por effeito a concent ração dos negocios da confraria ao seu exclusivo mando; de protector do p io estabelecimento, pa sou o bispo a ser presi– dente, d irector e consel ho ao mesmo tempo. Revelam os documentos da época as questões em que andou o prelado envolvido e empenhado, e não foram poucas, pois secu– lares e ecclesiasticos ti veram de tomar a defeza propria nós as– sumptos dos seus interes es; resumbra das palavras do pastor a impetuos i lade do seu genio, verte ac rimonía censuravel e, á mais das· vezes, extempo ranea. \ ib ra ag itadissima a sua penna em longas reclamações, quasi semp re emphaticas e desnecessarias, nas qua s não poupa os seus desaffectos. Pendiam de solução na côrte não poucos recuses e protestos contra os actos -de D. Ma– noel ; representavam contra ll es · auctorid ad s civis, mili tares e ecclesiasticas, cidadãos e sacerdotes. Respondendo ás info~mações do g overnador sobre esta mate– ria, dizia o rn 1111stro D . R odrigo de Souza Çoutinho : . « S. A. R. fico u muito satisfe ito com o que V. S.ª expoem no officio N.º 30,
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