A Ilha dos amores

Oh! Que faminto s beijos na floresta, E que mimoso chôro que soava! Que afagos tam suaves, que-ira honesta, Que em risinhos alegres se tornava! O que mais passam na manhã e na sesta, Que V énus com prazeres inf!amava, Melhor é experimentá-lo que julgá-lo; Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo. Desta arte, emfim, conformes já as formosas Ninfas co'os seus amados navegantes, Os ornam de capelas deleitosas De louro e de ouro e flores abundantes. As mãos alvas lhe davam como espôsas; Com palavras formais e estipulantes, Se prometem eterna companhia, Em vida e morte, de honra e alegria. U ma delas, maior, a quem se humilha Todo o côro das ninfas e obedece, Que dizem ser de Celo e Vesta filha, O que no gesto belo se parece, Enchendo a terra e o mar de maravilha, O Capitão ilustre, qtte o merece, Recebe ali com pompa honesta e régia, Mostrando-se senhora grande e egrégia.

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