A Ilha dos amores

Porém a Deusa Cípria, que ornadá Era, para favor dos Lusitanos, Do Padre Eterno, e por bom génio dada, Que sempre oj guia já de longos anos, A glória por trabalhos alcançada, Satisfação de bem sofridos danos, Lhe andava já ordenando, e pretendia Dar-lhe nos mares tristes alegria. D epois de ter um pouco revolvido Na mente o largo mar que navegaram, Os trabalhos que pelo Deus nascido Nas Anfióneas Tebas se causaram, Já trazia de longe no sentido, Para prémio de quanto mal passaram, Buscar-lhe algum deleite, algum descanso, No Reino de cristal, líquido e manso;

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