Mensagem apresentada ao Congresso Legislativo do Pará ; em sessão solenne de abertura
O valor officia l da borracha exportad:1 soffreu uma differença para menos, entre 1925 e 1928, que attingiu á consideravel somma de 21 . 197:000$000, visto corno, em 1925 foi de 29.456:000$000 contra 8.259:0006000, em 1928, como se verifica do quadro a seguir, relativo ao ultimo quatri~nnio : VALOR OFFICIAL DA BORRACHA EXPORTADA (EM CONTOS DE RÉIS) Dillerença em 1928 . I925 r926 1927 r928 contra 1925 Borracha: Fina defumada. ········ ··· ·· 14 .629 7.926 6.492 2.399 12.230 Fina beneficiada .. 782 1 .005 2.389 1.319 + 537 E/fina defum..da .. ..... . .... . 378 410 115 7 371 Semamby: Beneficiado . ········ ··· ···· · 2.114 98-! 1.í34 1.122 9\)2 Commum .............. .. .... 2.166 1.176 1.273 238 1.928 s . 1.394 398 366 218 1.176 U]O ... .. ....... ... ... .... .. Caucho: Commum .. .... ... . .. .. 7.993 3.694 5.561 1.761 6.232 Beneficiado . ... . ...... . ....... 564 + 564 Bala/a ·· •··· ···· ·· ··· ·· ··· 121 817 631 + 631 --- Total .. ················ 29.456 15.714 18.747 8 .259 - 21.1!)7 f!ORRACHA CRÉPE~Quando se fez sent ir no mundo _a c~ncor- . renc_1a orienta l e a bo rracha a ppa r eceu em quantidade suy e n o r as ne– cessidades communs, a d eprec iação consequen te d e term_1~o u no~ c_e n– t~os de producção, 1:ão só um a leg islação estimula1:te de in :lu stn a ~i sa– çao lo.cal do producto, como a creação d e es tabel ec imentos 10dustn aes destinados a beneficial -o para effeito de exportação . . . . . Esse movimento de defesa economica e comme rcwl foi incenti – vado entre nós por varias leis ct.. 1 União e do Estado, concedendo fa – vores e van taoens aos fund ad 0 res das uzinas de refin ação ou benefi- . n . c1amento , ou, ainda , de producção de a rtefactos . D e sorte que vanas empresas, com esta fina lidade, se o rgan isaram no Estado, e, desde a l– guns annos, tres im portantes uzin as vêm ex po rta ndo em larga escala a borracha crépE: e usufruindo 05 r es ultados de ,melh ores cotações . 1 ão obstante con t inuou, parai le iame nte , a exportação de borracha e~ 1 bruto , suje ita es ta, como o typo crépe, á mesma taxa d e ex por ta– çao. Ao assumi rmos o governo, procurando estudar a si tu ação dessas empresas em suas re lacües com a Fazenda P ubli ca, enco ntrámo l -as todas fl oresce ntes e log ,'.ámos constata r qu e se não estudara a questão da~ pautas conve ni e11te111ente e de modo a qu e , a pa r dos favo res á expansão ele~s e surto ele tr..1balho industria l, fosse m consultados d e mais perto os i nteres es fi ·cc1es do Estado. Dessa ve rifi ca cão ve iú-n os a ce rteza de que a pauta de ex portação sob re 8 borracha e ra ca lcu ladc1 sobre o valor elas cotações da borracha em brut'o no no sso mercado de V'en_lla, Otllle a borrê.1 cha crépe não encon tra comp rado res, não é offerecida ou co t8d,.1 ; de ma ne ira qu e, se, em relação á borracha cm bruto o calculo era v erdadeiru e baseadc nas cotações ela nossa prnça, c m re lação á bcrr,1cha crépe era fi cticio, ab rjndo margem ao arbí tri o 58 • •
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0