Mensagem apresentada ao Congresso Legislativo do Pará ; em sessão solenne de abertura
BORRACHA - Este produ cto, que até o anno de r927 vinha man tendo a vantagem do r . 0 laga r _sobre os dema is proJu ctos rxportad os pelo Estad o, passou , em 1928, a occupar o 3.º laga r, com 8.25 9:280$000 , ou se jam 8, 79% do valor officia l dos ge neros. Cont ri buiu com 942:262$4 12 para o Esta•Jo , ou 16,47 96 da contribui ção global e que corres ponde Lambem ao 3. 0 laga r na renda par:i. os co– fres do Thesouro . Noutras épocas, qu ando se tratâva da situaçã o econo rui ca do Pará, a prime ira idéa que occo rria era a da borracha, o expoe.nte maximo da re nda do Estad o, o seu prin cipal produc to de expo rtação . D e fac to, era esse o prod ucto mais impo r· tante da nossa exportação. Todo o cÓ'mmerci o, a industri a, a la voura e e erari o publi ·.:o de pen9iam do maior ou menor preço da bor racha. Co mo se ve rifi ca no quadro . da exportação, 11 05 «A1111rx oJ» , a producção e conseguente expo rtação baixou de 7.891 toneladas , em 19 19, para 5.628 to □ ela ~ das, no a.nno seguinte, e pa ra 3.292, .em 192 1, quan J o os preços cada \'ez baixa– vam mats. Entret anto, em 1925 , quando os preços esti ve ram em alta, a exportação subiu para 5. 1r 2 ton eladas, ou s'é! jam 53 r tone la das a mais da produzida em 1924, quando fo ra m exponadas 4. 58 r ton eladas . Antes da crise da borracha, não se cogitava do dese nvol vimento el e ou tras industri as, fossem extrac ti vas , fabrís ou agricolas, A riq ueza do inte rior do Es– tado e ra constit uída, prin ci pal me nte, de seringaes. Por essa occasiàc, fo ram ad– qui ridos gra nd es latifunJ ios qu e, sem se rem demarcad os, eram exp lorados. Não ha razões para esmorecer de,111te da queda do µreço da borracha. De– vemos vo lve r nossos olhos para os va ri as out ros productos extractivos em qu e é rica e tertil a Amazonia . Do quadro estatí stico que vae nos «A11r.exos » se evi d.e ncia que a ma ior ex– portação J a borrac ha do Pa,á fo i em r906, quando attiog iu a r1 .748 to neladas . Desse anno para cá , a nossa he,·ea não alca nçou mais agu ell e al ga ri smo e, na proporção dec resce nte, com algumas alterm,tiv.1 s, vr. iu dec lin ando at é o anno passado, qu ando a expo rtação fo i, apenas, de 3.3 94 ton eladas . A stgui 11 te rese nha <l a ex po rtação du ra nte os ul timas trin ta e cin co a nnos, di vididos em quinqu ennios, mostra bem claro o dec rescimo a que allud1rnos : Quinguennio de 1894 a 1898 44. 238 .5 or kilos )) )) 1899 )) 1903 50.9 58.5 ':,1 3 )) )) )) 1904 )) 1908 55 .94 1. 796 )) )) ~ 1909 l) ·19 I 3 54.229 .000 )) )) » 19 r4 » 191 8 4 1. 697 .805 )) )) )) 19 r9 )) r9 23 26. 319.8 ~6 )) )) )) 1924 > 1928 22 .827 .8 55 li Compara ndo os primeiros semestres de 1928 e 1929, verifica-se have r urn a d ifferença de 336.7 5 1 ki los, para menos, des te para agL,ell e. No primeiro semes– tre de 1928 a ex portação fo i de 1. 669.070 kil os e no primeiro deste anno. actuJ l a<l ruinist ração, não attingiu senão r.332 .31 9 kilos. 53
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