Mensagem apresentada ao Congresso Legislativo do Pará ; em sessão solenne de abertura
Os illustres visitantes foram hospedes do Estado durante a sua curta permanenci a nesta capital e receberam as provas mais inequivocas da nossa respeitosg admi ração. Não passo_u despercebido ao Sr. Ministro da M arinha o j ubil o da nossa popul ação, que enthusi~sti camente se associou ás manifes tacões officiaes. Ti vemos nessa occas1ào a solidari edade de todas as autoridades federaes, es taduaes e muni cipaes, como tambem de t odas as cl asses so.ci aes e conservadoras, figura ndo em destaque pela sua coll abo raçãó para o brilho e distincção de tão signi ficativo acontecimento o Municipi o de Belem, o alt o commercip bancari a, exportador, armador- ~ industri al, va ri as associações, classe opera ri a, classe marí ti ma, o corpo consul ar, companhi as de navegação e a sociedade paraen e no que ell a possue de mais elegante. A v isita do Sr. M in istro da Marinha se nos afigurou de uma impor– tancia capital para es ta zon a do extremo norte, porq ue S. Exc., v ul to de grande valor na admini straç1o da Republica, conh cendo as necessi dades da região amazonica no tocante ás particul ari dades do seu mini steri o, cer– tamente v indo observa r in loco os va rios prob lemas navaes da Pl anici e, solucionará todos os nossos j ustos ance ios sobre a navegação fluv ial e marítima, apparelhamento dos nossos es tabelecimentos navaes, balisamento da barra, obras do porto e remodelação do nosso tradi cional A rsenal de Marinha, concorrendo, ass im, para uma nova phase do nosso intercamb io commercial com o res to do paiz, com a Europa e a America . A ninguem escapa que a Amazonia não logra rá promover o seu engrandecimento economi co sem re..sol ver prev iam nte o max imo probl e– ma do transporte e as soluções jamais poderão ser procuradas fóra do amb ito das cogitações officiaes do Mi ni steri o da M arinha. Por outro lado, a defesa nacional está a ex igir que o Pdrá, ponto de concentração de vul– tosos interesses nactonaes e col locado ás po~tas da portento a região ama– zoni ca, po r sua situação geograph ica e pelo seu systema potamographico, está fadado a ser de fut uro uma base naval destinada a es tas duas men – ci onadas fun cções . No grande banquete que o governo offe receu a S. Exc. e á sua com iti va no Theatro da Paz, por occasi ão de dirigirmos as nos ns saudações ao di gno marinheiro brasi leiro, fi zemos allusões á significação de sua v isita, demonstra ndo os proveitos que a Nação e o nosso Estado vão colher de tão auspicioso acontecimento. T ra n crevemos abaixo algun s trechos do di curso que então profe– rimos e que nos parece t raduze!n as asp irações do nosso Estado: ···•······ ·· ···· ····· ····· ·· ····· ··· ······ ··· ·········· ··· ············· ··········· ··· · ··· ·· ···· ··· ··· . .. . ····· ··· ·· ··· ·· ....... , .. ... . ·· ···· ·· ········· · ····· · ····· ···· · ···· ·· ·· ····· ··· ····· ·· ···· ··· ... ·· ·· ······· · ····· ··· ··· ·· ····· ······ ······ ·· ······· · M as, nós outros parae;;ses, nós outros habita11 tes deste rin cão mi racul oso do Brasil, com po suirmos es e sentimento ancestral temol-o cada ·,ez mais apurado pela infl uencia de um segundo facto / que bem poderemos de11 0111inal-o d gcographico, e 111 pcrmittem ~ expre ão. Culmin ou cm nó o trato a olhedor pela nossa f inalidade histori ca, decorrente da circ11111stancia d csta rni o plantados á porta da portentosa Amazonia, por uma predestina ão, tal vez, para d f n– del-a no passado contra as incursões de invasor s avidos de riquezas 11
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