Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará

5 66 ANNAES DA B1BLIOTHECA E ARCHIVO PUBLICO o insuccesso de I4 de Abril, em vez de arrefecer ou apagar o desejo da independencia, contribuiu para augmentar o movimento, e os homisiados de Muaná o demonstraram logo no dia 28 de Maio seguinte, reunin– do-se ao proprietario José Pedro de Azevedo, que, á frente de 200 homens, proclamou a independencia do Brasil sob D. Pedro I. Para apagar este movimento seguiu o Major Fran– cisco José Ribeiro, que depois de um tiroteio de quatro horas conseguiu abafar a revolta e prender diversos, entre outros, Pedro de Azevedo, os quaes foram recolhi– dos á cadeia publica, no meio de apupos dos partidarios da sujeição a Portugal, alguns dos quaes exibiram nas janellas palmatorias e chicotes . Para proceder contra os patriota5 a Junta Proviso– ria do Governo enviou a Muaná o ouvidor Vieira de Mello. { Vide BARÃO DO GUAJARA-Motins Políticos ). A adhesão do Pará á indepcndencia veiu depois anniquillar a acção perseguidora iniciada . Conservou Muaná a sua categoria de povoado ainda por dez annos. Nas celebres sessões do Conselho do Governo da Provincia do Pará, de 10 a I7 de Maio de 1833, foi ele– vada a villa, e por acto de 5 de Junho do mesmo anno, determinada a sua installação, que teve logar a 2 de Dezembro seguinte, havendo sido, pelo presidente da Camara Munici!)al de Cachoeira BeneJicto Pedro da Sil– veira Frade, juramentada a sua primeira Camara, con– stituída por Manoel Antonio Cardoso Amanajás, presi– dente; vereadores, Angelo Antonio de Mattos, Ignncio José da Fonseca, Frnncisco da Silva, Manoel Pedro dcs Anjos, Sabino Antonio de J\raujo e Antonio de Deus Coelho. No quatriennio !>eguinte ( 1837-1840 ) serviram, Ma-

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