Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará
486 ANNAES DA BlBLIOTHECA E ARCHIVO PUBLICO panhou com vehemente enthu,iasmo as idéas liber~es. Por outro lado os conservadores nã8 ficarnm !lla· ctivos, e muito embora gu ,1nl.1ssern pnra o dia 15 d ~ Janeiro a sua reunião, á qu,11 cump,irecerarn o coronel • Manoel Vulente Flexa, Jeronymo da Silrn Lo 1go. José Luciano do Carmo Barriga, João Lopes da Cunha e Belchior Medina, elegeram parn presidente o primeiro. O desenvolvimento destes fa ctos conduziu a urna dualidade de camnr8s, cadn qunl communirnndo l·om o presidente da provir.eia e íunccion,rndo em local sepa– rado, a primeira no eclificio (l[: Cam,1ra e a se 6 u11d ,1 em casa parlicu'ar; a segunda possuindo o archivo munici– pal, a primeira sem os livros c,ffici.1es para proseguir no dese1vol\'imento e and.1111entn da vid,1 m11nicip;i l. A situação que governava a provincia em libernl, de sorte que aos conservnclores de Mnzngão não rest,1va esperança alium::i de apoio no sentido de ser m,rntiJa a su,1 cnm;:ira. De facto, em officio de 27 de Janeiro o presidente da província approvou a eleição procedida pela camnra liberal , e d esél pprovou, cm officio de 3 de Fevereiro, a da camarn conservadora. E' impossivel ao histori;:iclor estudar minuciosa– mente esta situação do município mazaganista. A defi– ciencia de docume11tos é notalvel e o criterio exacto não pode ser firmndo. Renovar,11n-se ns luctas partidarins com incremento notavel. A canwra liberal exigiu ,1 entregn do archivo municipal 00s vereadores do pàrtido conservador, repre– sentados pelo coronel Flexn, apresentnn<lo o offi"io de reconhecimento, e em terminante neto marcou-lhes a ses~ão de 10 de Fevereiro para os apresentarem. Decisiva resposta tiveram do coronc.:1 Valente Flexa que declarou não reconhecer na camar'-1 liberal compc·
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