Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará

/ 472 ANNAES DA BIBLIOTHECA E ARCHIVO PUBLICO quer perturbar, quasi sem consequenci as, po r mot ivos, ás v ezes fut e is, a viela admi n is t rativa el as Ca ma ras Mu– nicipaes, dando lagar, em muito s casos a verdadeiras crises , utilis:1ncl o .,;empre a influe ncia particla ri a , q ue, em. ca so ele vé ncida , o s protegia e ampa rnva. Foi o cnso do ex-prJ curado r Pedroso , que durante sele mezes co r. seguiu trnze r a deso rdem no f uncciona– mento el a Communa Mazaga nista. A ' situação liberal que então domin ava a provín– cia nã o parec eu bem o predominio dos conservado res em Mazagão. Não podendo alijar a Carnara, já vict o riosa em uma primeira luc la , collocou em todo s os cargo s de no– meação provinc ial age nt es tirados do se io do seu pa r– t ido , impla ntando no muni cípio rn :1zag~111ista a di scordia e a lu c ta, rnanif0stadas so b todos os aspec tos. Não pe rdi am os pa rticl ,1ri os, Llc lado a lado, op– p o rtunidade a lg uma ,de , no cx e rc icio dos seus ca rgos, despresti g iar os actos dos ad,·c rsJrios politico s . Entre os lib c ra es ma is exaltados de Mazagão con– ta va -se o ca pitão Custodi o Dua rte da Silva , subdelegado de po li c ia , influ e ntl! e mt;ito co ns id erado no municípi o e s ummament e presti g iado pe lo seu partid o. Di spo ndo da for ça de um entã o impo rtant e ca rgo , sali entou-se e ntre todo s nas luctas po lít ica s, cm que , de pnrt e a parte, não falt a ram as vi o le nc ias. T o rn ava-se, po is, ao e leme nto co nse rvado r, de u r– gente necessidade annull a r o es forço d esse age nte. des– tituindo-o Ll o ca rgo de aucto ridade po li c ia l, pa ra o qu e não co nta v<J com O apo io do go ve rno provinci a l. Multipli caram-se as reuniões f' tn casa do s che fes po liti cos. A miudad,1s que ixas e ram , po r che ft.: s Jibe ra es e conse r va do res, le vadas no pres idente da província, sem

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