Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará

,,,.. .\IUN I<:JPIO DE MAZAGÃO A vida social de Mazagão abalou-se profundamente em 1781 com o apparecimento de terrível c0ntagio que flagellou os seus habitantes. Não descrevem os documen– tos da epócha a natureza da epidemia, que pelo alarme que produziu parece ter sido ·uma especie de peste. O Senado da Camara, o c0mmandante da villa e o governa– dor Tello ele Menezes envidaram todos os esforços para extinguir o mal. De Macapá seguiu com farta ambulan– cia ,o alferes Antonio Mourão de Macedo e de Bclem foi enviado o licenciado José de Seixas, um dos mais babeis facultativos da cidade, que cornsigo levou o boticario João Baptista Neves, e uma ambulancia á custa da Fazenda Real. O mal só ficou clebellado r,o anno seguinte, não constando dos manuscriptos existentes a sua natureza. Voltou Mazagão á sua actividade normal, recon – stituindo-se ele novo todos os sen·iços e industrias. paralysaclos com a epidemia . Emquanto durou a epiclemi,1 estiveram na presiden– cia do Senado da Camarn, em 1780 Thomé Barretto de Almeida Coutinho. e Francisco de Pinho ele Castilho, em 1781. A estes dous juízes ordinarios. que empregaram grande somma ele zelo, deve o município não se ter alastrado pelo interior o mal epidemico, muito embora tivessem exercido sobre o povo uma certa ç repotencin auctoritaria no sentido de impedir a sahida dos rnor,l– dores da \"ilia. Em 1784 o Senado ela Camara eleito era constituído pelo juiz ordinario presidente Salvador Rodrigues do Coutto, vereadores Bartholomeu de Macedo, Antonio Gil Lobato e procurador José Pinto de Almeida e Silva. Salientou-se esta Cnmarn pelos esforços que empre– gou para desenvolver no município as industrias agri-

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