Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará
408 ANNAI!5 DA BIBlIOTHECA E ARCHIVO PUBLICO A pri;neira turma de sete familias mazaganistas chegou á nova villa em 7 de Junho de 1771. Po::.suindo Mazagão desde Janeiro de 1770, a ca– tegoria de villa, precisava o governo da capitania pro– videnciar sobre a sua installação, uma vez que os seus habitantes já estavam sendo localisados. Na antiga organização administrativa do Grão– Pará,• o município era representado por um Senado da Camara, composto nas villas de dous juízes ordinarios, tres vereadores e um procurador; corpo administrativo de uma acção muito limitada, e d~ mandato annual. No sexto transporte de familias para Mazagão, se– guiu com sua familia João Fróes ele Britto, que logo ao chegar vaticinou o futuro da sua nova patrin em signi– ficativas expressões. dirigidas a A thayde Teive ( 34 ). Pertenceu a uma das importantes familias da praça de Maiagão da A frica, onde nasceu em 1720 e passou a sua mocidade. Aos vinte e quatro annos de idade en– trou para o serviço real das milícias, na arma de caval– laria, chegando a se·,·vir no seu regimento como adail cabo-m:ijor e tendo-se feito notar entre os seus pares como disciplinador energico. Era de gcnio muito altivo e de caracter dado a luctas, e muito cioso do principio de auctoridade, em cujo exercício por vezes se tornava vio– lento. Distinguiu-se no cerco de Mazagão por uma bra– vura arrojada, ostentando cicatrizes gloriosas para fazer realçar o seu merito pessoal. (31 ) ChPgado em 9 de Setembro d r 1 771, assim escrrveu a Athayd e Tc·ive: .-NP~ta formosa villa Nova <le Mazagão, que assim se po1lc cl1a111ar; pl'la sua situação como pda s ua grandeza tjUC ficando completa he melhor que a cidade ti o Pará as casas sam mais fcrtes ' e be111 repartida~, se assim forem att': 0 fim se pode chamar cidade... Jls. Ju Ardi. J>ul,/ . do i'arú,
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