Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará

' .\IUNICIPIO DE .\IAZAGÃO o ajudante-engenheiro Domingos Sambuceti , que, depois de <rnma feliz viagem de quatorze µias ,> lá aportou em r r de Março de 1770. Do resultado da sua commissão, na parte relativa ao exame do terreno , informou o governador, dizendo: « ... e logo examinei o terreno que achei descoberto e sufficientemente limpo, nelle observei suas inegualida– des que de necessicL:ide devem de alguma fórma alterar a rigorosa execução da planta proj ettada, isto he, em– quanto a sua figura de um quadrilongo. Como, porem, o terreno he sufficiente e nwis que bastante para o fim destinado as sobreditas inegualida.des ou defeitos do terreno, se me fazem afastar da figura geometricn do projecto,> ( 27 ). Desta carta infere-se que o pçojecto da villa de Mazagão é do capitão Moraes Sarmento, e a sua modifi– cação e execução de Sambuceti ( 28 ). Decorreu grande parte do anno de 1770 no nive– lamento do terreno e alinhamento dos quarteirões, exi– gindo o progresso dos trabalhos que principiassem as construcções das casas. Como estes serviços , que eram custeados pela fazenda real, traziap1 sempre um movi– mento importante, os capitães-gcneraes em taes casos, organizavam, para o seu melhor desenvolvimento, com– missões militares, chefiadas por um sargento-mór e constituidas por mais de tres ou quatro officiaes e er.– genheiros. Accumulava o chefe o cargo de comman– dante militar do Jogar. ( 27) Carta a Athayde Te ivc, em 13 d e :Março d e 1770. i\!11. cfo Arch . /lubl. do l'ará. ( 2 8 ) Ern corrr nte, cm vari os trabalhos sobre Maza gfLO se o pód e verific ar, a affirmativa d e que o p roj cct o e delin eame nto desse logar havia s ido frito pelo sar!{ento-múr Gama Lo!Jo. Com ess a carta es ta– lJclece-sc a verdade hbtorica . 1

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