Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará
;\WNICIPIO DE MAZAGÃO 401 integrante e principal, ergueu o fidalgo portuguez D. Diogo de Azambuja, no reinado de D Manoel Q Ven– turoso ( 14g5-1521 ), o castello real do mesmo nome, cujas muralhas resistentes e allanehas, lavadas pelo Mediterraneo, assentavam seus solidos alicerces na cos- ta occidental da Mauritania, junto á praça de Mogador. Quatro poderosos baluartes o guarneciam em unidade constitui tiva: S. Sebastião ao norte, Santo Espirita ao • sul, Santiago ao oriente e S. Pedro ao occidente ( 25 ). Centro e base de operações portuguezas na Africa, era Mazagão o escopo importante dos ataques da mouraria africana, convencida de que, anniquillado naquelle por- to de mar fortissimo o domínio de Portugal, pouco restaria a fazer para expellir o conquistador audacios'o e valente das plagas africanas., Em 1562, na menoridade de D. Sebastião, sob a regencia do cardial D. llenrique ( 1561-67 ), sustentou o forte de Mazagão, então sob o commanclu de Ruy de Souza Carvalho, memoravel cerco de Molle Aqdalah, rei de Marrocos, Fez, Miquenez, Sus, Dara, Tafilete, Trudante e outras provincias da Africa. Apczar da superioridade numerica dos infieis aco– bertados pelas muralhas resistentes, minadas para uma emergencia extrema de derrota, os valentes defenso– res do pavilhão elas Quinas repellirnm o inimigo, ins– crevendo na historia Ja conquista portuguew uma epo– péa gloriosa de fcitcs heroicos e sanguinolentos. Em– bora derrotado, o mourc não deixou, de quando em vez, de .inquietar o dominio portuguez. A dominação hespanhol~ ( 1580-1640 ), sobrevin<la ao desastre de Alcacerquibir e ::io reinado cphemero do cardial rei: não impediu, nem diminuiu o ardor ( 25 ) fi \VY oR MENDONjA- Histnria do cerco de Jla:ag,10 pag-. 29.
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