Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará
384 ANNAES O.\ BIBLIOTHECA E ARCHI\'O PUBLICO A's pertinazes e insistentes incursões dos ,1vcntu– reiros daqucllas nações deve o P~u-á, em grnmle parte, o apressamento da sua colonisação, pois, impcllirnm mais rapidamente os portuguezes á exploração das ter– ras que lhes tocurnm pelo tratado de Tordezillas, aban– donadas durnnte o seculo XVI. A vinda de Jeronymo de Albuquerque para expul– sar os francezes do Maranhão conduziu Castello Branco ao Pará. Os portuguezes, pela natural disposiçüo tL1 gco– graphia do Pará, entraram pela bnllia de M,1rnjo, ou pelo estuario do Tocantins, 110 passo que os hollandczcs e in– glczcs penetniram pela fóz do rio A masonns. Quando em 1616 Castcllo Branco lançou os fun– d:1mentos chi grandiosa r,1inha do vallc amnsonico, já o delta do rio das Amasonns havh1 sido e ainda em sul,:ado por c.liversns náos de aventureiros, a busca de conquistas tcrritoriacs na bacia do grande rio. A Ilistoria 11:lo conseguiu ainda registn1r com nrn– plitudc nns suas grandes paginas todas essas tcntntivas. E' certo que C'm 1010 os hollnndezes possuíam fci: torias em tcrritorio par,1cnse. Attingir,1111 elles o rio Xingú. f~1ndararn postos de fortific11ção entrL' os quacs os dos Tucujús, Orange e Nassnu u entrctivcrnm relnçc)es com os selv::>gcns. Cornquanto exista incerteza sohrc- o local preciso que possuiu o nome de Tucujús, n opiniêi<> mais accci– üivcl, a que mais se coadu11:1 ~om a 11;1h1rnl tlrsposiç:io lh g<'ogr.1phi;1, :11liadn ús rl'11IÍ11iscL"11ci:1s dt'ixndas pelo tempo, t'lll rC'l.1çiio ao mais í:1cil iti,wrnrio d.is e:qwdi– çõcs que vi11han1 do norte, o collor,1 sohrl: ;i r'11:1rgcm c·squcrd:, do ric, A111ason,1s, C'ntrc M:11.: np:'I t' <1 rio Jnr~·
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