Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará

.\fü~l C!PlO D.\ CAPITAL Raymundo Nonato T ava r es, Barão da Matta Bacellar e Angelo Xavier de Briltc , que . ainda em 6 d 'aquelle mez, assignaram oríicios da Camarn para o presidente ela Pro– v1ncia. Com a proclamação da R e publica , em 1 b de No– vembro de 1889, no P ,1rá, cl;postas as autoridades da monarcbia, tratou-se d e empossar a s novas autoridades republicanas, que teriam de as umir as redeas do go– verno do E~tado, fa c to que , na falta de uma disposição legal qualque r , :iinda não existente, deveria rea lizar-se, quanto ao go,·erno do Estado, da mesma forma que era feita no regimen monarchico , isto é, a posse e jura– mentação clf>veria ser feita pela Camara ]1.unicipal de Belem. Para isto r euniu-se a Carnara no dia 18 de No– vembro ás · r 1 1 / 2 horas da manhã , sob a presidencia do vereador Antonio José ele Lemos, em sessão extraordi– naria, presentes os verea dores Feliciano Bentes , Gui. lherme de Miranda, João Grana, Nonnato Tavares, An– gelo Xavier, Bartholomeu Menezes, Lima Baratta, e Dr. Gentil Bittencourt, declarando o presidente que a sessão extrám·dinaria era convocatla para a Camara to– mar conhecimento dos acontecimentos occorridos no sul do paiz, quanto á mudança da fórma de governo, de 1 monarchica para r epublicana, facto já consumado; assim como, para apresentar um ofíicio receb ido do governo provisorio, acclamado no Pará pe lo povo, exer– cito' e arí11ada, já á testa da administração publica. Lido pelo secretario esse docum e nto , o pres idente ponderou . a i mportancia do assum pto de que tratava, porquanto, des ejando o governo provisorio pres tar juramento pe– rante a corporação elei ta pelo povo, cumpria que esta se manifestasse em prime iro loga r sobre a sua adhesão ou não adbesão á causa re publicana. Pedindo a pala vra, o Yereador Angclo Xavier dccla-

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