Annaes da Bibliotheca e Archivo Público do Pará

I'-IUJ\I C IPI O DA C APITAL l T gundo Be r redo, o ppunha- se á concessão de licença aos p adres j esuitas, q ue o P.e José de Moraes diz só terem v indo ao Pa rá , pêla pri me ira ve:;.., em 1633 , pa ra a cons– t r ucção de um- co nve nto, ac to que indica a autonomia de um có nselho, com fó ros delibe rati vos, e m Belém. O s p rime iros no ines que no s chega ram , com a histo ri a ge rol do P a rá, surgem e m 1636, no meio das ag itações deco rre ntPs da successão d o governo da capi– ta ni a, com ,, ap o i0 dado pelo Senad o da Camara ao reco nhec im~ntc de Jacome R aymundo de Noronha como capitão-ge nera l. _ J oão de 1'1ello, juiz o rdinario, como fi gura saliente do Senado da Ca ma ra , r e prese nt o u importantíssimo pa p el a po ia ndo-o, co nt ra Luiz do R ego, ve read o r, que como ene rg ico protesto, irnco m pflti ve l com o absolu– t ism o da e poca , re tiro u-se do rec into d a C amara, d ecla· rando q ue não reco nh ecia ao Se nado da Camara d e S. Lui z d o Ma ranh ão comp etenc ia para n omea r para capi– tão -genera l do Pará a l acome Noronh8. Em 16.p, qu ando João V e lho do V a lle , capitão--· mór do C~•bo do Norte , á fr e nte de 6 00 homens, e m per íodo ano rmal da v ida. coloni a l do Pará , ex i~iu do senado da Camara de Be lem qu e lhe forn ecesse man– time n t os, p res ti g iado pelas jus ti ç3s de e ntão, r e$pon– d eu- Jh e a Camarn de Be lem , com a h o mbridade de cor- oração que nada t eme, qu e não o atten d ia, muito embo ra ; 5 consequ c ncias t~e des_ordens que q ui zcsse pro vocar. E a decisão e nerg1cn foi ac@loda. Denotam t odo e~ tcs fac tos que o Senado da Ca– , ar a d e Belém já e ra uma corporação q ue intervi nha t1l < v r·da aeral da C a pitania e t inha fóros d e ex ist enc ia n a ' b r espe itada . Por um offi c io ue 29 de Abril de 1733, existente ern original no Arch i\'n P ubli co do PHrá, Vi tal Maciel

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