O Estado do Pará 06 de Fevereiro de 1936

t + A . Ed + 2 ' ANNO Xxv e e ——— Director —AFFONSO JUSTO CHERMONT ri RRASIL — PARA — BELEM — Quinta-feira, 6 CAIXA POSTAL, 28 ÃO nos pare- | ce que, tôa logica, a- inda se possa ser afastado de qualquer funcção só por ter sido baratista.Se alguem é agora victima de um acto dessa especie, ao fun- damento allegado falta sin ceridade, pelo menos.Poucas pessôas não foram baratis- | tas nesta terra, quando ver ceu a Revolução; muito pou- cas não o conseguiram ser depois, porque eram afasta- das pelo trabalho systemati- | co dos intrigantes, que pul lulavam junto ao ex-inter- — Wentor ; muitas outras — Ed os conservadores, por exem- “ plo, — só não chegaram a sél-o porque a grande op” portunidade se lhes escapou, no limiar do regimen cons- - Já foi crime nefando ser baratista: quando o sr. Ba” rata desceu do poder 2vea- dio pela colligação de amigos | seus com Os seus adversa rios, asgulos por alguns ratos velífitos de navio que sempre sam de bordo, fur- tivamente, no porto que pre “cede ao naufragio. Escoa- “ramse, porém, os dias, es- Vanecendo-se as illusões do “triumpho. * ão e gato, os e Ê dissidented é a Frente Uni- ca estimavam-se cada vez menos. Então, comecçou-se de um lado e outro a conce- ber a idéa de um entendi- mento com os líberaes. Pu- Zeram-se em campo os par” lamentares, havendo encon- áros e recontros pacíficos, dentro e fóra da cidade, en tre inimigos rubros da ves- pera. Se ninguem logrou u- ma solução satisfactoria, é o dA é mais facil apagar o gol com um sôpro de nariz em Conira a raiificação do pacto franco-sovietico leva Vo violentos protestos «as imprensas de Paris ejBerlim. Inglaterra(são accusadas pela Allemanha de es ajudando a alimentar a fogueira de Moscou 0 commercio da Carne verde JA que'se expõe França e Stalin. dictador da Russis Govíctica PARIS, clamor publico contra a ratifi- >» — E' crescente o cação. do pacto franco-sovieti- (A. B.) co. PARIS, 5 — O jornal “La Li- berté” crítica emgitermos to tes a ratificação do pacto fran- co-sovietico. (A. B.) BUDAPEST, 5 — A policia secreta daqui, desde varias se- manas constatando com repe- tidas indicações o augmento da desfe- contra a or- propaganda vermelha, chou severo golpe ganização communisia, vare- jando o quartel-general da mes- ma, conseguindo prender quin- ze principaes chefes do movi- (A. B.) mento. BERLIM, 5 — A allemã dá mostras de sobresal- prep res da Russia, que pretende de imprensa to com os arativos milita- Moscou incendiar a Europa cen- levando-lhe communista., tral, a revolução 5 Os jornaes extranham que a Inglaterra e a França não se preoccupem com a preparação bellica que, em ultima analyse encerra tanto perigo para ellas como para o resto do mundo (A. B.) “a t tripas para dar ao gato d dó que o sr. Camargo ter u- «casa, só a elle mesmo, Bara- ma louça na mão e a não [tá é que não querem, por- quebrar. - Aliás, dizia alguem que que, apesar de tudo, o ex-in” | | iterventor é uma personali” | | do sr. Barata todos querem | dade inassimilavel, que não ! os deputados federaes, que- [irá passar de commandante Fem especialmente os repre- sentantes á Assembléa, que- prestigiar aquelles que dese | rem os vereadores eleitos e diplomados,querem os votos dos adeptos do partido, in- | pois, no sentido rigoroso da | pelo gen do mais além, querem o kepí, querem a farda, que rem as botas, quirem até as |a commandado apenas para | , ijam vêlo.. em Ipamery! Hoje, ser baratista não é, palavra, crime ou peccado, digno de punição ou passi ivel de geprimenda. sms Retacção a luia tração a olfici ima — Trav. Campos Salles, 30 Muito se tem combatido pela impren.g sa local à Sociedade Cooperativa, a qual, atravez desses ataques desabridos dos que verdadeiramente ignoram vs rele vantes serviços por ella prestados á pe cuaria parsense e á população consumi dors da carne verde, tomou O faiso cara cter de instituição perigosa... E' preci so, porém, fazer justiça aos seus meritos E si ella não fizer barreira forte, com > direito que lhe assiste, em defesa da po cuaria pisense contra os que querem anniquilal.a, dentro de reduzido espaço de tempo, a elasse dos fazendeiros vol tará & situação premente em que sº achava antes, da fundação da Coopemti va E ves tempo, do qual 8º mosiram Dom saudade os que lhe abriram uma campanha desical, os fazendeiros tinham, em seu favor, despesas inferiores a 400"/* sobre as que boje pagam. Sou fazendeiro e fui marchante, posso dor Í880 mesmo, cam isenção de anímio apreciar os factos desagradavois que re estão desenrolando em torno de uma sociciade, que. não sendo inislivel nos eeus desígnios, mesmo por que errar * sa humanidade, todavia, trouxe alento à sta clatse. prostandolho optimus ser viços. E' natural que baja contentes + Cescoutentos, croiihantia ineviave” as sociedades de classe e nego em (10%a+ cias Mas, os descontentes terão moiizo Jus 1 para a sus animesidade contra a Co operativa? “Já “no meu tempo de actividade, « e ja x» vão ums bons doze annos, não havia pis. thora de gado bovino nos centros pro. ductores e a grita no sentido affirmati- vo era a memna dagora. sem que, na ver date. hontem, como hoje, houvesse plo thora de bolada capaz de exportação. Mas, admittamos que o excesso de rezas de córie é um facto... Resta saber se o nosso mercado de carne verde tem consu- «dores sufficientos para a matança des. sos excessos. Si não ha consumidores, claro é que a Cooperativa não poderá receber gado de córte além da quanti Guie consunível pela população, embo ra os descontentos pensem so contra ro, (Continua na 2a pagina) FAZENDEIRO—EX-MARCHÓANTE Preparaífivos E» a nova guerra . pr r to desejs mente depois irá elle a B lAires, (A. B.) de Fevereiro de 1936 NUM. EN NNANNNNINNRNNNOINOISN ICI Redactor-secretario-SANTAN NA r t ri - S TANNA MARQUES — Ya. Toleg, REPAPARA” nd. tamo ESTAPARA* À Russia faz preparativos nilares ara Tear reslo da Europa a revolução commumisia + Na Academia Paraense de Letras “O discurso de recepção a Paula Barros. A POSSE DO PREFEITO DE CASTA- NHAL a Vae revestir.se de brilhantismo o acto de posse do sr. Maximino Porpino no ear- go de prefeito municipal de Castanhal. A ceremonta terá Jogar no dia 11 do corrente, és 5 horas da tarde, as. sistido pelo dr. Alcindo Cacelia, 8 de Belem, tocando wna banda de beiros Municipaes, a Os canvis sportarise-ão de Belgdf em e que-sairhgde S. Braz a 1 horas da tarde. En nossa redacção estiveram hontem convidando-nos a assistir às festas os srs. Maximino Porpino, Clovis Mello Salles € Julio Vasconcellos. » e > o UROU-NOS o . Octavio Meira, lider da bancada li- * beral na Assem bléa Legislativa, para nos declarar não ser verdade que tenha confe renciado pela manhã de do- mingo ultimo, ou em qual- quer outro dia,com o sr. Sa- muel Mac-Dowell, presiden- te da mesma Assembléa. & Em nome da. Academia Paraduss é de 4 Lotras, o poeta Paula Barros foi re. “| cebido pelo acadamico Dejard de Men- donça que proferiu a seguinte oração: NO PORTICO DA FLORESTA Em baixo, sob a metta e no verdor um, pesa “ “broso, gnlgam os ceus: metalicos mas é * “eiros do oo contorsões; no enredo! dos Gy Emo É press RR, Cutaltas, remada o Eumaumeiras e timbós. des o Gigantes cumaru's, na altura Os casta, e mheiros, Paos d'arco e piquiás, acapu's € asa nen. bys, Palmeiras de tucuos e apuhymeiros Espartilhando ingás e urucuris; Da seringueira os fructos de missanga Rolam dos verdes na infindavel côr. E' o dominio das selvas, no mysterio, Na grandeza de um sonho que sonhou O cormção em festa, Do gentio que a floresta Da Minha Terra gemeou De longe, a, o olhar, e aa gs a o daded Das garças, dos nao, dos mutuns, gro Eae fuetíos, Das armpongas martellando O nyulado crystal daquelles ctos E nos esferas rutilas do espaço, (Continua na 4º pagina) COS VOSEEINANE LENHA CATRANA RO ESENENA LAMA NONE DENERANAIEARDLA SALA ENSSLLHA STATE EANaNNO RIO! eerenieeeena ronca aanaamantas O exercito francês faz manobras na & ROMA, 5 — Estão sendo al-* vo de commentarios as mano- bras de inverno do 140 corpo do Exercito francez, marcadas pa- a 11 do cor- ra o periodo de 7 rente mez, em Amis, nas altas montanhas dos Alpes, perto da fronteira italiana. (A. B.) GENERAES QUE VÃO A?BUMIR FUNCÇÕES DE ALTO COM- £ MANDO — nãIo, com deste 5 e Pomiram hoje uos differcutes, para o cumprimento de euas fumeções de alto comando, ox genorados Constancio Doschamps Caval cante, inspector do 2º Grupo de Regiões e José Osorio, commandan ada Dri gada de Infantaria, Tombom deixará | depois de amanhã o Rio, o general Lei | ão Carvalho comma adonte da Pa B gada Infantaria, (A.B Í Jor geral eleit ] jo Tribur de ' lido de cancellamento do re . ja Ate egralista os gundo informou q pr rador E f r ja afimade q tra asificicã a ru aa nsmit a Avclo Inta Hefa apre 1 a A. B.) RI — Nestes : Bim o Tri «| do pe agre que ba pouco o nutenção do rc =(A. B.) lido de miação, A Acção advogad tempo, em 1 to, EX. «n aggremiação KURT SEVERIN GRANDE REPOR. | mM né Pasmgeiro do vapor “ Anselm”, che gon, hontem de Santarem, o jornalista i SSRIOU AO RIO O “NAVEGADOR SOLITARIO” Támunão Bittenconrt em RIO, 5 — A imprensa, É PORTO (ALEGRE, 4 Acaba de festeja o mero chegar aqui o hiate “Martho”, arço Edmundo Bitt 1 it ] rando a bande a arg aos e peees tando O que le fender seus in jedo “eportman Julio Christian. Tendo VaDo E ee para de De ' E : e; n = ' epiêros representou na imprensa | Allega U 1 Acçã eahido de Buehos Aires º de j | + bars ' paiz, onde oceúpa logar de E encor A id Ê ro, o barco escalou em Montevidéo, de (A A , - ; a onde veiu dircetamente aqui de destaque, - B. gearam o haregador solitario, cendo-he um banquete. cito de alta patente, foram convidados a carreira militar, sendo outro demittido por actividades snlversivas. Segundo se alega, ligados a organisações sovíeticas, (A. B) . OCO 0<+ REA rar pr e respondente de ED Depois de um anno de prisão, da'Bolivia um: jornalista hespan , teve no tie ge * o megontino Vida Soro doe Da o , em companhia do nosso confrade o tado da Bolivia, fevereiro de 1934 a julho feet femeairo do 2954 a falo SA anna a LS a Do PR a do “Anselm” para rosa pias e a Ma- drid, o jornalista hespanhol Memoel “Villa Nova Santos, que esteve no Chaco como correspondente do Guerra, por conte da Algencia Havas. Libertouo o protomollo de Buenos Ai ros, Foi posto na fronteira do Brasil, Veio pelo Acre, que tese de varar sem recursos e sem roupa. Em Manaus a» eistia-o o consnl hospanhol, Be ordem do governo da Hespanha. Villa Nova Santos colhem nos campos (Continua na 2a pagina) um, 6 — nba emma mmarrerverermral fronteira da alia É TER INTERNACIONAL, EM BELRM tornacional Kart Severin, cujas repor ns são conhecidas mundisimente. A revisto “Carioca” tem publicado 4 rabalhos do grande reporter t Sevorin acompanhase de sua Os nossos cinilss nauticos homenr Ferer um annunci mente nai é ter um inore veto, E offere LAB.)

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