O Estado do Pará 31 Janeiro de 1936

Paraense Jarno e botas CONCLOSAO DA “0 PAGINA lucta e progride! E vence as florestas, o os rios, as brenhas “a e as E ato os ong e us caudais, E vas, sereno e bom, a esmeralda du selva lapidando, a Térra virgem edificando. em tutilantes cathodraos. o Panorama apocuiitico da vida saido filtrado através de uma sen: NRO rovinda dos ideaes que me ado os recessos, os mais in- rs importam as malsinações da na- m que nos assoberba e q complexo forgas' que impõem ao homem da ice um labútar sem termos para as i alidades da sua propria existencia e deza da Terra? Que vaidades s vêm da analyse dessas tra- silenciosas em que o caboclo pa- rio a resistencia dos seus mus- emfibratura do seu coração. vezes, o desenrolar do meu tual trazde o SA em sêdas para ameigar as ramas mururés floridos, ora se avoluma » arrêbentar os diques dos taludes arrantar os troncos na-furia ciclo- a de Sigo os têsos e os barran- si a avena E um Pia Pau onico presagiasse, no alto - das ças e dos flabélos u alegria de nma paradisiaca. E o ribombar das claras do Tocantins. vaidoso quo o crivo das pedras repolidas en- brdõa as espumas para cantar o afinar -Tapsodias. os trovões musicaes das) os campos redolentes c, escuto, no das muralhas das malhadas de. , O furor triumphal de um hym- Sist se orchestrazse nes andeira Verde da-nossa raça são (As alfombras de Maraji— . A E pirôla luminosa . entre os verdes dos rios € “e 0 Atlantico azul, 5 Cuço e vejo na contemplação — fetehistica em que me absorvo em a enchente e sóbe o assusta E doramento Je ganha o darranco acima s plaga a plaga, “xedomoinhando em turgida corrente A transborda e o campo imenso. alaga! | viageiro, “Jevando.. sobre o dorso, de roldão, à “desde a formiga ao secular madeiro, baralhados na mesma convulsão! E a agua cresce... sóbe e mais ainda e tudo o que restava e tudo o que medrou, a voragem infinda para o ignoto infindo carregou. “Tremem os espeques da palhoça, * ehora de medo uma crianca, “e o velho pae, olhando a criação » E a roça — tem um momento de desesperança. te a scena abracadrabante do ho- batido, momentancamente, pela a, abrouquelo-me na coragem e espero impassivei... ho vir do sol, de saudade, lo, á cheia, pelo igarapé, gente perde tudo—a terra e a herdado não Bqpie a fé! Pouco Tempo óútra yalhoça, outros galos cantando, w mariscar, fumo, a mandioca, o milho—a roça! ; nama noite esplendida de lua “uma viola dc ouro a pontilhar. e vós, senhores, já, haveis do a este theatro diante do toda a concey;ão saphocliniana tee, apouca. Quantos de, vós tal- ho eu já haveis abençoado cesta eruciante do misero caboclo s( * gloria de-velo depois reaffirmar. briosamente, as qualidades viris da - desmentindo aqueile atróvido e tudo é grande excepto o 166 E não vaç nisso uma sobra si- erveldade . mnuúmeros os exemplos de in- gde cultura e de pensamento, mente poetas, que, num esti O 40 patriotismo, se têm vangloria- com as desgraças da propria patria, mesmo as raias do insulto, seonheceis o “Finis Patriae” a Junqueiro, E aquelles escan- dalosos versos de Zorríla que começam: Espana” sem falar naquelle celebre poema on à negando gloria á Italia do-a leráta; “ache fosti dinna, or sei povera a ancella Chi di te parla o scrire, Che remembrando il too passato vanto ecisas a quem penetra, quoti nte, as nossas florestas em bus lo' ouro negro, ão reste, tamem naquelle que cndo tlanfêa vae subindo e gema / Jos num caminho de g14 precedentes na lotar a q * Ou ainda atentae tro que, horas a fio, as e espias, de remos « + motores e cabrestantos, vencendo nos; quasi, insnperaveis, sobra os ou & proenra quando. | & valkcante classifica como sendo o maior p dica: giá fu grande, or nom é E" possive) que, numa pesquisa acu- é quella”.| rada nas bibliothecas « arehivos, com f o tempo necessario que não me foi pos. goemos pois, estes rudissimosç sivel ter, descobrisse, para agrado de nos quaes se retempera a nossa | todos nós, alguma cousa a dizer, a mais, a dia. sobre esse insigne homem de lettra ne de energias imensas não Infelizmente, anda perdido o seu uni | | E degrios das cachoeiras para deroi cinação de uma carreira incnarrivel carreira que se desenvolve atravez dos canaes abertos, entre os pedruços e que arrepiante termina em uma especie de brinquedo de “'sautemoutton” morte. Um verdadeiro lance sobre de cara s ou corda jogando a sorte de tantas vi das, a finalidade de tantos destinos, E é certo, que em cada novo rio que = lisa ou em cada novo tapery que o par raeuse entaipa, leva, sem que em ta pense, no seu linguajar matuto, na | fé que attesta na medalhinha de Nazareth sobre o peito, na farinha que colhe, no Peixe que moqueia, no chibé com que se empanturra, na generosidade da su hospitalidade pauperrima mas since na bocea do riflo com que defende palha do seu teto—um pouquinho d Verde e Amarello em que se reconhece a soberania deste Brasil abençoado. O gaucho, que eu tanto quero e ad miro com fervoroso enthusiasmo, sabe fazer da soga um laço de-fita, uspas e domina o-lote dos bagu. senfreados, apõem em tudo isso q azul do Cruzeiro, raga, mas não supera nen na dextreza nem na bravura, O Vaqueiro marajouara Nas, meus ilustres confrades beis que não aão estas, somente, wuferimos o valor da gente paraense. cional da Terra. numa expansão de cul- tua. Ah! que de enternecimentos, na re- cordação feliz de que outrora as colum- natas deste templo e os broqueis destes scenarios vibraram á orchestração ime morredoura de vm Guarany regido pelo genio de Carlos Gomes que o creou. ANi bem proximo, naquelle belissimo Palacio Azul, mais adiante, na Cathe- dral vetusta, na Basilica. festiva, na- qmelle outro templo tambem sagrado da sciencia, o Museu Goeldi, e em todos os grandes edocandarios da nossa cida. de não haverá aquelle timbre em que afnei o ouvido para o verso, na apolo- gia do homem que “ vae sereno e bom, a esmeralda da selva iapidando, a terra virgem edificando «em rutilantes cathedraes? -Conheceis, ConEeNdES meus, 0 nume- ro de valores que se contam, is dezenas, em todas as manifestações do peusa mento. Escriptores brilhantes, poetas de al- tos vôos, prosadores emeritos, jornalis- tas de peregrino fulgor, tem feito a pro- 3, - Que Ífurias, que titans, que ciclopes | jeeção da terra no panorama das lettras Inctando | brasileiras. IREI na desagregação de um mando). Frederico Rhossard, patrono da ca. deira que tenho a honra de tomar pos. se, está, certamênte, entre os mais le- gitimos expoentes da nossa poesia. E", no dizer de Eustachio de Azevedo, um dos primeiros aedos da: Amazonia sem ser, comtudo, a nosso vêr, um poc- ta amazonico; antes, porem, de sentido universnlista cantando de preferencia a mulher e o amor. - A proposito, vale a pena aludir qe, apezar de Medeiros de Albuquerque julgar que o amor será um thcema a de- sapparecer como assumpto eminente- mente artistico, isto ha quasi trinta annos—o velho amôr continua à uppa- recer victoriosamente ma poesia de muitos poetas modernos. Hermes Fontes, a quem Povina Ca- poeta do seu tempo, den-nos em “Fonte da Matta”, um magnifico e altissimó livro de amor. Não desse amor piegas, Tlatonico de babusciras arquiboloren. tas com que,ainda, certa classe de poe- tas indigesta a humanidade, mas o amor numa forma suggestiva, como ex- pressão de um sentimento filosophico e jestetiço. Frederico Rhosstrd nasceu a 23 de a “junho de 1568, nesta cidade e falleceu no Acre, a 16 de junho de 1900. Após ter cursado as primeiras lettras no Seminario do Carmo, matriculou-se no Lyceu Paracnse, de onde sahiu, em consequencia da morte de seu pae, em 1579. Ahi já começou à amargar a agua do ecu cantaro. Menino sem pae, não mais podendo continuar os estudos, ingressou no; commercio onde exerceu as suas actividades, até 1885. Foi quando, cn. tão, abriram-se as primeiras flóradas dos seus talentos nas colaborações do “Diario do Grão Pará”, “Diário de Be. lem”, “Commercio do Pará “, sA renas” € qutros periodicos. Escrevendo depois na “Provincia: do Pará”, criticas e ehronicas, notas e polemicas, rimas e sonetos, patenteou, de um modo bri- Thante, as facetas de um espirito poli- morphico. Jornalista de alta linhagen exerceu. um trabalho apreciavel, pela excellencia, nos grandes periodicos da terra e outras provincias, Seguindo rumo do sul do Paiz, f>7. se burocrata, como ajudante de guarãu. mór da Alfandega, de Santos, Singularidades do destino: nesta mesma <idade. de Belem haveria de nascer mais tarde um outro poeta que seguiria tambem rumo do sul que se faria burocrata e seria, como elle o foi, ajudante de guarda-mór da Alfandega —que viesse, nesta hora tomar posse da cadeira de que elle é patrono, fazendo. He um elogio litterario, repassado de modestia, é certo, mas, ainda assim, temunho do merito do magnifico poet Alem do Jê nas &fitolo fin 18 jornães e revistas da epoca pouco mais tem que se se encontra sobrea biographia e a obra Ntteraria de Frederico Rhossard. co livro, deixado inedito, “Estrophes” traçado que mereceu honroso prefacio por uma prestimosa figura do seu Eido littersito au thentico « raça. Rear 0, o Martins Junior, diplomata de a Azevedo m faciando o 1 ep em sentimentalis nos Fustachio de pre Junior, do issim se ed d prossou: KR vm us pt vel to preciso para fazer d sem se de ame nt sonhudor ntasista es quem o lê um socia da sua emoção, um cumplicg dos no teleganein seberba com que cavalga o seu flête. no panache com que só elle “a fidalgvia com que atira a balcadeira,na coragem com que tópa o touro pelas de- nete o escudo heraldico da na Academin Paraense de Letras, bom sa- as orças constitutivas do indico com que Aqui está neste templo de urte, er- guido cm epoca distanciada, a certeza ea fé com que os dirigentes daqueles tempos já acugditavam na força ascen- tem o talen. o 1 descelos, no espaço de minutos, na alu- seus vôos pela gestão azul do leia os e doirados, -, A forma dos sem ondulova, u«y estrina o seu amento em vras frias e rijas, rega Umido unia ii passibilidade affectada y Alem disso, Erederico é um imitador subservica, te daquelle modelo nacional cu extrang: ro. Seus versos têm um quê plo pesso e proprio, que proclama alta "ento inspiração do autor e uma cousa versos, correcta * o ses sentar cadeias de (Rhossurd nu deste « que formula de suas wtistica= nota em todo o decorrer senão uma ou outra remiuisconca: aptidões não se do livro lengingua de lucionario portuguez. versos do poderoso revo est “NA umplidão a sorrir?” vigia sm beija-flor, vendo u Adamantina estrella yotulgin uo podessem chegar *Aquelle mundo, onde zu À. por al “Vão conteutes folgar; “Do mysteriosos hymnos coless a ni a a a RO im : nitas Í GERENCIA . y “Onde, como em zZinmorio de TELEPHONES CAMBIOS A, va “Sa de esplendor, “AbE quanta fuzodittundo aque dus estrela espaço “Azus quizera ter, azas tão Tostes, os anjos ste onosito « aria obsorvar. “a “Cude, por certo, em torno, no in A pesa ro andas Fio mania dae — tinito. Operam às melhores taxas, facilitando 24, commere io descontos é poeta confessa por Guerra Juuqjueh “Os proprios vendavues tos sobre cobraiças, mediante tarifa. especial a quem attribue um » papel me! “Têm melodias brandas e serenas veludo, no e Janeiro A 1936 LL cutemm E É. Moreira Gomes mentir A NQUEIROS. Capital e Reservas lis. 3. RS 1 pa em um nm | emana cias | IMMOVEIS E Seg | Isto prova quo em Frederico Rios À PRUSAs CRS NEAR PRA roi maço GR cera sard ha um poeta que sente por si o pgto pompa PR RE 3 x a Sete “Do uma etema manha! que por si exprime o que sente, sem se ; : E: : daixar levar por O CDES e estylo im. , E aQrMIsh gu rella festa due o dd o Comité Oigmpizo Brasi- a x É “Deus! tu, que dás meiguices 4 o coração da soringusira e o f prestados. E +, em sorriso de lagrimas, leiro ao governador A meu vêr é esto o múior uterito de : rianças Sai su Es d E d que se póde orgulhar um arlista” D “(E altivez ao condor; ds scintilla. fo) stado 7 «« - eba : “Que deste ás aguas negias do e acerescenta: “Que importa depois dis. t us gls E é : to que o antor deste livro não se apro ECA peseadulo (Bá tarde, quando -d ER aro de O ar, José Maicher, governador do sente ao publico de sua provincia e o “OU neuuphar pirissimo do amor, ; o pus Lsvado, recebeu do Comaté Oieee: achorre: y o a Sd vol Hd seu paiz, como um inovador audaz, tra. É pacuorrento, Res ca aa j Brasileiro, com sóde no Rio dio s aatir zendo no bicco da sua penna uma nova loixu que'cu vôe em br: Dt g E Tu Sá z a O seguinte officio: - D «spirae NE », PÁ j formula poctica—um novo modo de à : poderosos dc a S rr ao de Juseiro, 7 de jomeiro de dir! encarar a arte e de realizala em vei “Da doudas virações, Rides E md q ad gt Exmo: sr. govenador. o CoMIT sos de uma “allure”? extranha e venco- E. vá gosar de perto a iinda / ea ca esa dio a ad | ULYMPICO: BRASILEIRO, do q dora? EN estreha e quando uo urucur, pº N fexeia. € um dos diguissmos” vce A: qusencia deste caracter de Te pour cionario não lhe destroe o valor nem merecimento, antes accentua-as aiuda mais, porque mostra-nos neste pocta que estréa um poder emocional e men- al capaz de achar ainda nos velhos bn.- mas romanticos muitas bellozas recom- mendaveis e muitos pontos de vista originae: Dffectivamente lendo-se as producções que ficaram desse illusty> poeta paraense, sentimos que, alem da riqueza de imaginação e facilidade do versejar, a sua maneira é fina e gracio- se e, ás vezes, ironica e humoristica. poucas Este é o retrato da priminha Stella aquella primazinha que o senhor rag mas o que feito della? —A Stella, coitadinha! Pois não sabe? morrcu... — Lembro-me bem; — Olhe a mamã quando era moça ainda que rosto delicado! meu Deus! como à Paléia evapora! —Tem razão, tem razão! era bem a linda... não se perdeu a formosura infinda.. — Porque? —Por tel-a herdado a filha encantadora. Agradecida; pois acaso pensa que creio no que diz? —Não . é linda, a formosura immensa que espalha no seu rosto esse matiz de candura. louça, é a mesma belleza deslumbrante, a-altivez elegante do rosto da mamã Vamos adeante. Estes retratos... —Que typos caricatos. .. —Não diga tal! não de dois bons amigos, —Ora.. conhecidos autigos do papá; agora vou mostrar-lhe uma menina a quem um posta já chamou divina... cia aqui a Yáyá. — Realmente! que graça... que sorriso. . Mas ah! minhã senhora! entendo que não ha no paraiso graça mais sedutora, com certeza não ha mais divinal essencia!... — Que o riso de Yáyi? —Que o de vossa excellencia, —Que lisongeiro o senhor é! Conhece esta menina feia? —Feia, minha senhora? Não parece. RA é muito linda, creia; julgo-a mesmo Jindissima. Se vossencia permitte o julgamento, que innocente recato! que bellas tranças! que expressão feliz,., —Pois este é o meu retrato inda tirado em tempos infantis... Cue faz? beijalo? é muito atrevi- mento! ——iPerdão! toquei ás Lranças... €... para ser.lhe tranco, excellen- tissima, eu gosto muito de beijar creanças. Ha muita graça, uma leve e requin- tada galanteria, verve e originalidade? A seena é agil e sintetica, resaltando, desse modo, raras qualidades littera. rias. São delles estes outros vergos: Fui retratar-me; docemente quvia dentro em minh'alma, tremuio cantar um touxinol: a tua voz, Maria.. Em minha mente, rutilo, fulgia -aureo santelmo, — tou divino olhar; nos hymnos idéaes acalentado, cerebro envolto em capitosa luz, redimia-me-o peito amargurado, junto à mevrose rubra do pecca a uneção da Virgen Santa nos pés da Cruz. Neste retrato qressão pictor de lapis; ha nenhúma ex a, nem um simples tra. eim cony ba um vivo surto de CIurE € perde pel alem do planos physicos das tintas, dos debuxus não msação pensamento que se 14 espácos líricos, dos claros escuros e dos matizes. Ho, em verdade, algumas sombras mas d tristeza e de desencanto. Eu não i se o wutor ter sido tambem desenhis ta, aliás, fato commum verificado quer no oceidemte, quer no oriente-poctr igualmento pintores « pintores fazendo magníficos versos. Paris conhece bom os desenhos de Victor Hugo como, a Italia os versos de Da Viner co Japão as telas e os versos de Kose Kunsoka de Hirotaka, de Mitsonobow e nós on. tros, da eimplumada grey dos tupinin quins, poetasspintores ahi temos Vor to Alegre, Castro AÍ e Hermos Pons des sia d | esbatido não denunciando o pin tes, mas Rhossard, «Í o nro ve 181 não existe tor inato, o sorto lírico é verso tem musica, TE” simples, neo e a idéa corre com facilidade espirito agil de eritr requintada sensibilidade s Não deixarei de citar esto Dollo pos: ma CAzul orá fóra”A, gba ars mummanma!s aprimor espo ] d nuncia um ] | | “Olbia de tentações!” Mais parece fugir, A Juzir... a luzir: Falha-lhe o alento; uovas forçs 4 O debil colibri, Aureos mundos. doixando atraz) a de si. Eleva-se cjuda mais; rompe o , É z intLato, Sempre e sempre a voar.* E a estrela, Sempre e sempre a biiiiar! TA E o beija-flor a imagem de à nba Im A demhhdiE; em vão, | No vacuo interminal, Que me attraé sempre, e E's'tu”, meu Ideal! tadas de bohemia, affirmam ma, que Secabria em rosedaes de uf. fectos immorredouros. | E é J. Eustachio de Azevedo que race até a affirmação de que. or v$zes, o mago cantor attingia a formas -geniaes. Eu de mim vos confesso, à puridade, minha magua immensa em meio a ale. Os seus aottipapéi oe de beilas noi. de Fre- derico Rhossard, «que alem dos vrimo:- rosos dotes de uma inteliigencia fuigu. rante, era o dono de uma alma purissi. tania, “- Agufem fóra, a estrella scductora, cunTa E não retém à iutrepida jornada, como gu Iyviio unid d 11050, uai & Longinquo mundo, cuja luz cadiosa Fascina-a, irresistivel,da anplidão A estrella tentadora, que scintiila |, que alcançar não “posso gria da homenagem que recebo de vós! outros—e esta 6 a de, premmido poa fal- ta de dados biographicos sobre o aican- dorado' vate, tendo em mãos apenas. meia duzia de poemas, a. par dos meus parcos ientos, não poder traçar o elogio condigno do meu patricio, a me- nos que-não o enxovalhasse na emissão. ta de outros conceitos phantasistas, sem, uma, base real, vaidade ditteraria. Não,'eu não o enxovalharei na paz sagradá de seu túmulo, com a irreve- roncia da falsidade que se não just. ca. Antes procurarei honral-o na cor. teza de que o faço a um dos mais glo- riosos juctas de todos os tempos do «Pará. | Senhores, conceaciÃd por vont por fincza, mais um minuto par: demos á Academia Faraense do Let is a honra que me fez, elegendo-me dando-me posse da cadeira sobre u RE paira o espirito claro e tutejur de um dos mais autenticos poetas da maravilhosa terra do meu berço. Texra que mercê de Deus, hei de servir com todrs as véras de um affecto infinito, E assim, no dia silencioso em que eu deixsr a competição dos homens, pos. gam às mãos piedosas dos que me que: vem bem escrever cem o VOZBUIO do vas candalo, à maneira vm Eoitafio, como um symbolo de amôr que her acdi- ento à minha Terra estes meus versos de armór: y apenas por Forros a selyn Jondaria Jd Só, pelo caminho, entre no estreito da picada que o mas do alia o seringueiro passou... despreoc- x cupadamento E só, pela floresta, sem mais ninguem, Seguiu! Meijo-dia! Laivos de sol sob as copas (ren dosas estrellam, em chuvas de ouro, O verde da cioratila LUSTRES 1008000 LUSTRES 908000 LUSTRES zeiro ardem, - H entes, Ba o caboclo, à scismar, o filho rudo sideutis, porísua Comissão: Execuri > SS PoE ANA NOR Tr o assignadá, tem a elevada é SulfÃto, o Bento o arrebatou nas daquellas brenhas, de expor e solicitar de v. pncr x dobras ergue ao alto o olhar e o coração, E uitÕE dá Do sâu manto sem fim.. k DAI Tira AU Realiza se esile anuo, em B a a Elbclla voou, tocando glengio en e, sincero, Vem podeis deu! | Olympiada da cru mderna para € E pouco provas já se inscreveram as mais adro As altérosas nuvens de iartini. , JABROS antad, “ Ê C. PAULA B R as nações, memsive +) do Brasil. ; - Ee Se mais o impello 4 alto a ven | — E | As Olympiadas da nossa época não ignora o fino e culto Pv exvia., pela seção que: bre as povos, deixaram, de ha. terreno restricto das “comp E tivas, | para constiti niantal” «onde as nações - Exatemidade wiversul m cençados peles aíliletas n “nico das raças, sé não | migração e Agriculcura. ad O Bresil dotado de sólo feraz, de “sub-sólo “de incoitestaveis riquezas, não podia fugir ao destino que tive- iram as aciuaes grandes potencias, on- de sobrava-a riqueza e faltava o ho- mem. Se 4 natureza esmerou-se, dando: nos oito milhões e quinhentos mil Xi. "lometros quadrados (8.500.090 mg.) | não o! do alto valor moral que o tarte senta na organização da se as; suas mais variegadas te e as derna. mais difierentes culturas, não Os É jroporcioou o motor humano, que péla força do numero Nos divoreiasse do <cont edos outros poves, aliás “benevico ; epa “Pela necessidade du expansão, de ccononia privada de economia publis) 5 va, cada um des estados. da, federa- cão viu-se na necessidade de abrir suas portas úquelles que quizessem ujudar| na construcção do edificio do qprogres-,. “so; surgiram destarte, as correntes “immigratorias, locaizando-se sas dif- ferenies partes dz nosso paiz, segun-| “do as condições climatericas mais. É propicias.. Nellas, notamos povos que) q pela ratiulidade se impõem. à conside-| ração do mundo, como sejam os alle- mães, italianos, hespanhoes, frants- Zesy vtc., etc. A principio o movimento Immigra- torio para o Brasil foi lento, astri-l buisido-se esta morosidade á nossa di- ua propaganda; porém com o de- rer dos annos augmentou conside- nda mão attingindo um numes bro “elevado, devido á motivos alheios á nussa vontade. Que a immigração para E) Brasil tem sido o sangue fertilizante de sua ini- mitavel expansão economica, dizem os “productos que constituem o edifigio da viqueZa nacional. Falar do nosso de- senvolvimento seria falar em todos os ramos da actividade humana porque | + «em todos elles fala o progresso da. ra-) ça de Savoia, de Kant, de Sheaskeoea- re, de Velasquez, de Camões, ete. Ver- dade é que, para alguns estádos da fe- deração, a afflucncia estrangeira foi mivimga quasi nulla, não sendo de ad- mirar, devido ao clima ingrato, im- proprio para a adaptação de colonos, principalmente europeus. Não obstante isso, elles ocetpam uma posição destacada, sómente pe tenacidade. força de vontade e valor de seus filhos, verdadeiros gigantes de fé. = i A vasta extensão territorial do Brasil, torna-o, pela força das cirenms- tancias. um paiz essencialmente agri- cola e é a agricultura que os devemos dedicar com o maximo carinho e af- teição, pois é por intermedio della que está yeservado ao Brasil ser o maior eelleiro do mun. mormente quando a terra. é fertilissima. Vão basta porém a Em taes condições o Comi Brasileiro eppellando para o «ro Pretondendo. o Comité iniciar tividades de ordem prática, na 1º sema. yE ta, quo esperamos seja ati ral que possa o Comité “organizar se “patriotico programma e orientar. suas: directrizes, no que concerne á parte e. [| conomica dos referidos. programmas. Reitcramos a v. excia. 05. ted MEN de elevado apreço e distincta-e vação. — (a) ANTONTO PRADO ce | NIOR Presidente. — (a) Dr. ALAOR: “PRATA. Seerctario. (wi) General Ra Ebro PAVAN Só das r ? combustiveis de motor de explosão O'dr. José Malcher, governad Estado, baixou antehontem, os te decreto: À “O governador q Estado, conside Á vando que, por expressa disposii pao da Constituição Federal, art. 8.0, 1, Constituição do Estado, art. Is, n.0 ão um paiz ser girante em tamanho, fertil, população numorosa, filhos dedicudos e amantes dy. terra odiga para que esteja na vanguarda dos paizes agricolas; é ua primeiramente, possuir um co de- engenteiros NE) de techni- vos, preparados e dedicad que orien- tem seguramente o agricultor, minis+ trandolhe todos -os conhecimentos con- cernentes ao plantio. ciso, D, compete privativamento ao Ea decretar impostos sobre Sob RÃ: de 9 PERES que o imposto ussim já creu do pelos citados dispositivos constitu |. ei sea foi regulado pela, Assembl%a. odos des FeliAvente, para gaudio de Legislativa do Estado, mediante pros t mon nós. O “-dsso governo não se fem to n.º 43, que deixou de ser votado | Siad: a! curado desta delicada questão « os tao) definitivamente por falta de “qnorum” | de jaz Sonia forcos deseovolvidos pelo MIRO antes do encerramento da mesma As] Quadro do a udt da Agricultura em pról da mobre cau- mbléa a 31 de dezembro ultimo; cons Se turas. deus. siderando mais que dito imposto cons: titue receita prevista pelo orçamento para o exercicio vigente, constante da noel Pedro Marg es; tiano Lima da alnyde Guimardes Y sa, são inauditos. Braganta, 25 de janeiro de 1936. lei n.º 7, de 31 de outubro de 1935; qndo Jor eae d Engenheiro agronomo JOSE! DUAR- | cons iderando que esse imposto é neces- | 100, onde jaz Este q o sario para occorrer à despeza orçada raújo: : da Federal. TE FIGUEIREDO Ene Agricola Catacum,as e Ns. + onde jaz B. Meuteiro; 1, Silva Aronha Neves nha; 39, ende jaz Cor Clarisse; 50, onde Vergolino Soares; 81, 87, onda jaz Clandio to: Catacumbes de adultos? no mesmo orcamento; Decreta: Art. 1.º — Ficam adoptados para a exeeus lei n.º de 31 de outubro de como conrplementares desta, até Assembléia Legislativa resolva a “ito, os dispositivos relativos ao im: Circumseripção Ta | j x mm Vo mtama à Fei de Ou | motor de explosão e | ducão, constante Parag. sumo do combustiveis de motor do ex: Ns. 331, onde jaz Rosa ; plosilo, assim considerados: gazolina, |! Duarte; 3ás, onde jaz kero E oleos. Diesel, olcos lubrificantes, kero] Pereira de Sousa; 382, ond : 407, “onde Eri e outros productos de petroloo, arrecadado em cada quinzena pela Severino de Jos Pereira Coelho; sbri Recebedoria de Rendas, à qual exelusi-! aco L. da Cunhe, Figueiredo; eo , 3) vamnte incumbo a fisculisação c cold jaz Evernigo da uma SOBOC O) branca, de accordo com q soguinto tas fio jar Josephina” Tbuquerquo : Ph bella: R Dias; 439, onde jaz LUSTRES Gurolina, €250 por litro; Oleos: Dies Alarques; “449, onde o À o sel e olcos lubrificantes, $100 por htzo;) 4-3 ndo jar Ami é QOB000 Kccoreno e ontros productos de petro ars onde jaz José uos Peroira , As leo, SOLO por litro, Matacunbas de Ad n8 ISA, ASTRA rt. 2.º — Todo commerciante it |aco qua dt nor duma cerne E aa Typos modernos com 4 15 zes,— Novidade —. Rece beu e está vendendo Gomnanúla de Eiociricidado Paraense: hd. “Av. DE NAZARETH, n. 328 — TELEPHONE, 12 GEO AD OITO BROS TS RD SST TT ir ortador de combustiveis do motor do «plosão deve ter eseripta especial de e consumo, para effeito de fis conforme o modco D.e 1. Parag. 1.0-«A. escripturação do movik mento de compra e consumo de com- bustiveis de que trata este artigo será feita em Jivro especial—Registro de consúma dg compustiveis—devidamens - 1 Preços excepcionaos & 5 cado em emitato Adminiatração Comiteria de Santa. E Trabel, em q de 1935. BERANGER M ETRO — Admiui: É trador mpr enlis ar rei a

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