O Estado do Pará 27 Janeiro de 1936

PE E E E a w r as É O ESTADO DO FARA! — Segunda-feira, 27 de Janeiro de 1936” fes dias = DD a eee em a ie 4 VIDA ESPORTIVA A“ EPOPÉA DE HONTEM ef qro E Clube do ao pr gloriosa jbandeira,, por isso, recebeu E BR “da cidade.:.x- os + Og ondas azuzs, dranaligarados, dustaram oulma ja palmo vzncaram a dura ata "por Jeinca a dois = — ce ema -— Tm pie j os E anos. mesmo cheios de decepções, foram inobres. e leaes É qerara um bello exemplo de estcicismo na luctã : deu o proprio publico *, certamente, aca SS tenta deter mas a bola anhinha- bahianos investem ma, se nas redes bahianas, ficando | dá mão. Immediatamente. consignado o primeiro tento | rá volta a atacar. Evandrim paraense aos 5 minutos de jo-| dá forte tiro que Maia: def go. As archibancadas deliram | de com difficuldade. Samig m por mais de 3 minutos saudan-| uma entrada desleal a do o feito paraense. O ardor ; brunhou os Xignos moço antes o A eldade está satisfeica é traz deste - ontem agasalhado nas dobras do seu | derrota que lhes parecia quast imposst : ção, vrlosa de Clube do | vel cora: a flamula glo Remo s Habeis no trato do hMalão, conscientes Esse nucleo sempre foi assim: quan. | de do a dignidade esportiva paraense está | leaes | lea uinênçada de uma lesto moral que lhe dt js seus rivaes subsisiados apenas pela entaram o travo de uma quaes exper suas responsabilidades, valorasas Iasimos, j ppuzeram que minun A prihante tradição, aqcldade | tradição de sua bravura, sustentassem com que os locaes emiptenham- lembra-se delle. Quer que o “Lego Azul” | o fogo cam o mesmo e inalteravel ardor se na lucta, é extraordinario até oecupe as trincheiras E manda-o para | cqm que se houveram desde os primei to E pao a Batalhas E elle va. E vence. ros minulgs até expirar am Ra este momento. Entretanto, sen-| binando mal, perde o lã, fot ais, hontem, 4 tarde, é ha de ser | contenda... Vencerikiu “e se popa te-se que os bahianos estão con-| tando o Clube do Remo ao ando obiipro asstin À parei. st nda ese atror e fiantes na sua technica, tanto | que que é inerceptado por Vencendo unta phalange de grande re didos ante o heroísmo deltr dc ; assim que or; nizam nova of- ndue no futebol nacional, como é a do | rivaes Sabiam-n'os Capazes de arrojos ga a ca. Barradas Fo m tt f a quem lhe fensiva, com admiravel combi-| Tintas. Guga bate nação organizada por Arman- responde. Os bahia: porque não ha Bahia, numa hora íncerta para os des- | imauditos, tinos do nosso esporte, o Clube to Reno não segredasse essa significativa parti credenciou-se em toja o Estado, reto. | cularidade da Ina zulina Eram dinho. Romeu e Tintas. o ba-í d constar E ropria tes e tambem pazes das mais bellas as tes - mol'os rythmos de sua propria grandeza e tambem capa | hianos , descem. Ani RE, 1 não 6 e impediu Dbriosamente, se decretasse | RR E E É ; É bina” esportiva de nossa gloriosa Entretanto, os “dinbos agues” actua | I meu. jarra as 1n- mocionado, Laerte dá. ram com tamanha dedicação e agilidade tervem mas não consegue domi-| tretanto fóra da area «nte não pôde nar a pelota e Romeu atira,|! Batida a infracção, Maia d energico, ao reducto de Ribas, | de-a brilhantemente. Ron que tenta deter o balão : não “acto continuo deflagra À impede que a bola vaze as suas | tiro: que Ribas defende é rêdes aos 10 minutos de jogo, ctacularmente.. o eis consignando o primeiro tento dos visitantes. Os bahianos organizam mnovo ataque e o|v juiz por equivoco marca um goal bahiano, off-side de Jorge. O publico | raenses de ma vaia O juiz. Armandinho leal-| quando Ni mente - attribue, o equivoco á no. ae confusão do momento. Os ba- hianos descem. Armandinho em das; numa entrada: op frente:a Ribas, sózinho, dispu-| devolve o balão ao. ne ta o balão, mas Ribas num lin-| po. Causa admiraçã do mergulho faz brilhante de- te ; fesa. A linha Dbahiana está! seu futebol da Bahty evoluiu soberbamente | suas cabeças responsabilidades tremen . 1 o : j E . combinando bem. Os paraenses e nenhuma equipe, certamente, daquello | das: vendo seu excelente arqueiro alvo O escudo que a cidade elegeu o seu ma ior orgulho... de Pr a á ar glcrioso Estado estaria melnor appare.| de “um accidente que privou a equipe . a . É ã É Saga) 'Evandrinho Tas sa à el dade de Y EN lhada para representarlhe o nome do| de sua preciosa colaboração: vendo a| primeiras horas da tarde, sus- | la do Clube do Remo, debaixo | mais uma optima defesa. O jo-)ro e Gia mervosamênte dá des bahianas.: “Ainda. que essês lêaes e cavalheirosos moços | inexorabilidade do arbitro no dar como | pondendo depois. apezar de con- | de formidaveis ovações das ar-| go decorre cheio de vibração e que é batiga sem resta D qu> Bzlem hospeda e festeja com as suas | valida a ultima bola paraense, nesses finuar “0. tempo am ador. chibancadas. (0) juiz entrou no - e. + wpis vivas eymparhias. | instantes de duras ehensões, elles a e j gas : $ | : campo chamando os teamsipara EG |sso mesmo a tarefa que se Impu.| foram tortes, e st taram maguas, Os torcedores azulinos que ac- ! à rar: ! o a Íucta; de momento a momento q O TE CASTAS o enthusiasmo da multidão. A's AR k 4 horas em ponto, os dois teams Erin entraram no gramado sob de- lirantes acclamações, estando assim constituido o team dg Re- mo: Ribas; Barradas e Evan- dro; Marajó, Samico e Trinda- de; Cyro, Evandrinho, Saboya, Capi e Gusmão. O j jogo começa ás 4.5 horas, cabendo a sahida terra. E a cidade adivinhava, talvez, que só Jespantosa, que o onze ViSit; ô gr E Pos J o Revo seria capaz: daquella epopéa de | pôr am pratica a sua mas nífitca mestria uo ! E* que, mesno ante as condi O plano estrategico da esquadra remis ao Bahia, evitan « W ções de inferioridade techaica Com que | ta era nã dar treguas seapresentara o “onze” azulino que está | do quanto possive 1 que seus soldados num periodo de remodelação, ainda mal | congregassem seus esforços. Assim, ante inisiada, todos confiavam no ardor ex. traordinario dos soldados azues... os bahianos tiveram que vjxer durante nen a peleja com as suas linhas desarticula a pertinacia dos combatentes azulinos Estes qssumiramo então o compromisso de honra de ressage!r cs revezes occasio. | das. Houve, porem, na segunda uados pela huita passada, em que o no. um perivio que durou quinze minutos, ã em que a reacção bahigna foi apavoran Ribas susten phase bre campe o paraense, embora preliando €anodadamente, não conseguira que se te Mas eum contraposição, assgnalasse para ax oires de nossa terra | tou a fuzilaria com Heroismo invulgar. v friumpho por que ella tanto ansiava. E' de salfentar, dando termo a estes A tarefa era, por demais penosa, em | Coumentarios, que os athletas bahianos face da alta. projecção dos rençinados | ratificaram de maneira elogiavel a rara futebolers bahianos. educação athleticale social que possuem Haviam disso dâdo provas nas duas | enfrentando todas as decepções e revezes refregas realizadas, e sinia hontem nãocom animo sereno,sem o menor gesto que hcuve quem não louvasse o seu rigoroso importasse deselegancia, 4 preparo technico. E' indiscutível que o Na hora em que pesavam sobre as aos bahianos. Os remistas des- cem. Evandrinho chuta a goal que é defendido por Maia. No- va carga remista. Os bahianos | são obrigados a escanteiar, que batido não produziu resultado. Os paraenses investem nova- mente e Sammico dá um fontissi- mo chute a goal, que é defendi- I lindamente por Maia. Con- l Ei — a + diant tinuam os paraenses no ataque. Ho, Arthur, Arrandinho, Tintas e Jorge. Artilharia bahiana que bombardeou tenazmente o fortim azul. São Regista-se a primeira carga ba- soldados que se atíram. intrepidamente, para a lucta. Não recuam hiana por intermedio da ala es- nha, ao “Leio Azul” auguentana de esconderam nus para que somente elles correram ao estadio, enchendo | querda de. sua linha atacante. respalisabilidades, pudessán comprenendelas, à A eo : Tin a RREO Mr AT E rudes Gugn sé incorpora às hostes remís.| A Bahia mandounos verdadeiros em. | SS archibancadas do lado es- intas desfere formidavel chute A muralha azuliiGeneral, Ribas e Evandro. Homens de aço.. : RA tas, presta no altar de sua, propria cons. | balxadores da distincção p querdo esses manifestavam de ja goal muito rasteiro, e o kee-| mm —- ciencia o juramento sagrado de amor á toda maneira, o seu enthusias- | per, procurando defender, cahe, enthusiasmo incontido- desde o] Remo desce novamente e ha um que Maia consegue, aparar. Os [9 | E ad 6 nr dm GRANDE PUGNA EM TO- mo, animando com os seus| ficando a bola sózinha em fren-| primeiro momento da lucia. Os) centro magnifico que obriga | paraenses estão senhores | ca dai aci | p “ ., É 5 PE PR Me a bandei-) DOS OS SEUS PORMENO- |“hurrahs” e «alleguapes”, olte ao goal, Disputam-na Evan- | bahianos organizam um ataque,| Tarzan a escanteiar. Marajó | terreno, fazendo constantes. dn po! a até morrer, , o . - Foi feob essa commovida Inepira ES Clube da sua predilcão. A equi- | dro e Armandinho quando sur-| mas a zaga paraense está atten-| bate a infracção, Laerte corta. | vestidas e sendo estimulados ração ba q Pote, Onze transfigurndos| Dude o insuccesso que attin-| Pº bahiana ficou assim consti- | ge Ribas e, mais uma vez,gmer- | ta e segura. Outra investida re- | Outra carga paraense . Saboia pela grande assistencia que não. 7 pre ide hontem na ba ão Es PERA caca tuida: Maia, Laerte e Tarzan: | gulha, e s: vá a sua cidadela. |mista. Os paraenses atacam em | passa a Gusmão, este a Capi que | cessa de ovagional “Outro Eabia-se o risada da cidade estavam voltadas E Nóca, Guga e Gia; Ito, Romeu,|O Remo responde ao ataque. | inves ida fulminante e Saboia | chuta, ARE atada ae Ro E q pas oia vaza oppressão dopvalor tecnico «o grando | ra o Clube do Remo que iria re- Armandinho, Tintas e Jorge. | Ha um centro quêsSaboia emen- | dribla Laerte, expedindo um for- fesa que Gusmão aproveita pa-| pela quarta vez 0 goa aro, clBesbaruent. Nem por. isco houve tu resentg Foi icada no mastro lammu-da lindamente, para Maia fazer |tissimo tiro a goal, que Maia| ra marcar o segundo ponto pa- | porém, o juiz considera off- itações ma hora eu que « exercio 17.-| Vresentar a tradicção do herois- possa. emma RE Ea raense, aos 17 minutos de jogo. o Novo ataque paraense e Cy- : 5 y , a mo esportivc argense El TE E a 2 TT 3 1 o “nc a pi cs A Ar) O Clube do Remo está fazen-| ro dá forte tiro obrigando Maia o. que não perde nunca as esperan siderado o de maior - vibracão AS 4 | do um Werdadeiro bora pastáRio a escanteiar. E” batida asinfra- E Range to se drarO nas luctas, porque seus athletas A ú DO ue Bahiano. Saboia di é Trindade emenda forte PaCae lo Rerno-“é o clubeliue tem | defendem suas côres, com exce- FERE ty E vly ; um tiro a goal. Ha uma “Me-| raspinhando as traves. Outra : elma Bastava (so ond dedicicão léri deo co] E . lée” junto ao goal bahiano mas | carga paraense obriga Tarzan | - E foi, etoctivamento que fez e E a a Nôca desafoga o terreno. Os| a escantéiar. Batida esta pena: Ses res ic] NO CA FE? BRASIL [uti mato | pres ígio em todo o Esta- Pia ES Vicontage tornam : pra lidade, Guga desafoga o terre o a Ta Er e |do. Não obstante a « squa- | ANDIOSIDADE ENCAN ENSAÇÃO | Mep OT AD A N ci a Descem os bahianos é Jor- Não se E gem a dra remista estar presentemen- ) Noites É A ao ar livi 10 | de m lira ERES e sob o enthu- a a ÁGIL amaicas O Ga nã e era torússimo, obri- gr E Mas Syinpathias com que oseula a é] te desfalcada de alguns elemen- siasmo delirante de Momo ERA RIPI Va O DO ND TOS e ibas a defender lindamente .== ia pis fa der ple tos, pois dos jogadores effecti- DANÇAS RIGOROSA MENTE FAMILIARES, NA TERRACE, LA? NO | desioro TOR Dam nes entar e vitando um goal bahiano. Ter- ido que og u ; qua a Ruas jogaran hont m Ri- ALTO DO EDIFICIO QUE E' O M , 1 HOR DA AVENIDA [5 2 eDIA Dendo dra OnnNiva du toe: o Re tempo com '6 “4 A Pre mao e 48 Da ss a, ER E AGOSTO 'obrigando os atacantes bahia- score de 3 a 1 a favordo Clube * met - A PRA 5 a Nos dias 8. 9 E à 1.6, :20, 29793 224'6-/25 à Esso E Proximo, sendo que nos a virem soccorrer a defe- Na hi Ne e uu Re (MO % dor do clube que o O ESTADO DEZ E” Peti RAND re nb 0 sa. Saboia escapa & Luerte em) NOR a O A tarde athiÉtica de hontem rodede ST/ y JEZ BAILES: assignatura 358000 ultimo recurso escanteia. E” ba- | ta-se a maneira briosa porque se de lindos epiodios e soberba À DO PARA” denominou “Leão: UM BAILE SO": ingresso 58000 tida a infracção de fórma peri-| 05 remistag estão jogando gás a LS mes, | Azul”. O estadio apresentava-se | A' venda desde já no Cefé Brasil rOsiss à CU msegue| prehendendo os bahiz eggs O ahia viu-se derrotado pel, Ciube| literalmente cheio ap zar da a- CARNA VAL! CARN VA L! ESTE ANNO SO' NO CAFE' BRASIL!! gosissima esto suga consegue] prehenden ã os bahianos € 0 pu- Re do Bello gor UM, emore a mira bundente chuva Rue desabou + ' NAVA Ao, t pb salvar Após dez minutes de|bDlico; confirmam que o Remo, à di EDER EPE CTT DIEESE RE er ae | LOMÍNIO pargense no atoçi, ex apezar de não ser o seu team a “20

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