O Estado do Pará 27 Janeiro de 1936
Direstor AFFONSO | JUSTO. RE DENAT. 08 GAIXA POST! POSTAL, 2 asi, e 0 seu presidente Ani — = insultados em Genebra istre do Exterior da Russia EU Lta CHE HERMONT || ESTE alministração RRASIL - — PARA gofficinas — Trav.Gampos Salles, 30. 7 — BE LEM - — Segunda feira, a de Janei 1936 Redactor-secretario-SANTAN NA MARQUES “End. Teleg. ESTAPARA"” NUM. 8.287 “Cripção” ci | -nuciosa do jogo entre O Sport Clul 0. Clube, y Remo. aeee Heaoção dos representantes da Argentina contra a “attitude do sr. Litvinoff, o qual “RIO, 26 — A imprensa com- menta as grosserias de Litvi- noff, hontem, em Genebra, com referencia ao Brasil e ao presi- dente Getulio Vargas, e que fo- ram energica- mente repellidas pelo consul e pe- lo ministro ar- gentino, alem de * que foi cassada a palavra a Lii- Vineff »O Itamaraty, recebendo com- municação do consul brasileiro em Genebra sr. Carlos Muniz, kontem mesmo, providenciou para conhecer os termos exa- e ; E é certo que as tele- phonistas às vezes des- troçam os nervos da gente, desattendendo aos appellos da ma- nivella, interrompendo ligações) jásfeitas, contrapondo ao nosso: Once mau humor Ê. seu in- ittente mau: hu tam- bem é verdade que essas AS moças ganham muito mal, tra- balham com um material “velho e-imprestavel, são muito poucas para o excesso de serviço, lidam com assignantes mais brutos do que uma pedra;e Ge vez em “quando ainda tem de tratar com uma superiora—qual será del- las?—que por dá cá aquella pa- jha está: levando queixa ao ge- rente, não cultiva muito as nor- mas de polidez com as suas su- bordinadas em materia de lin- guagem € até se diz que, quando teem de -advertil-as, faz acom- panhar o sermão de uma agui- lhoada de lapis no vasio das coitadinhas. — Vê-se bem que ha muita cousa a concertar na Companhia de te- lephones...s '« —— eo — — A proxima partida do sr. Collor para o Rio G. do Sul RIO, 26 — O er. Lindolpho Collor marcou para «sexta feira sua partida para Porto Alcs;re. Palendo aos jorna- listas, disse o er. Collor estar esperan- gado no exito pratico do accordo gas cho, afem de que o exemplo fue em "todo o paiz, no sentido da pabifica- cão geral. Acerescentou que se propss ra nova éra de trabalho e produeção. (4.B.) | bates, O calor continua intenso no Rio . j RIO, lor, jamais sentido nesta capital. =D" D000[00002[1—— Desde muito dedo la um verdadeiro me homem da “Era Glacial” ao australiano exodo da cidade paza as preias, onde à População se defende do calor, Na praia do Pluengo “as autoridades tivo |Ções procedidas em Predm ost, na Moravia — O espor- ram que regular a entrada dos benlis tas, pois a multidão não niais! cabia ake Gente com roupa de bimho em plS- no centro da cidale, demanda as praias. Os bondes, omnibus o autos viajam cheios de banhistas. Reina verdadeira azafwma na 'eidade que parece pegar fogo com o enorme Em alguns bairros, a falta dagua sobretudo calor. causa uma situação penosa, (A.B.) á população pobre. ni nd e ias - O scerguimento do Lloyd Brasileiro , RIO, 26 — Disse o almirante Graça Aranha, director da Lloyd Brasileiro, ao “O Radical”: “Depois «e seis mezes de serios com começo a colher os fructos, que tanto ambiciontmos para o Ltoyd. Seu musterial flnctuante, que todos davani como inutil, começa a ser posto em mo vimento, «depois do rigorosos” reparos. Posso garantir que a empreza de agora para o futuro poderá atiender ás ne cessidados do nosso meio industrial e commerciel com sua frota de carga gó felzmente em Eu me res- passageiros, está perfeito funccionamento. ponsabilizo pela sua segurança é pres. (A.B.) i que teza?” Klapesial para O ESTADO DO PARA") EPISODIOS:': da espionagem aliema, na Inglaterra, antes de ser declarada'a trande (Guerra GOMES CARNEIRO |. Lord Pischer logo após assuinir o mi nisberio da Marinha ME Ifigieterra, orga niZou e tratou de pôr em excerção um programma para comigtrucção dos novos couraçados, obejlecendo a determinadas misdidcações aconselhadas pelos ensi. o namentos colhidos, durante a guerra rus- so japoneza O Almirantado Allemão tinha o maxi- mo interesse de conhecer as modifica ções que og constructoros navaes ingle- Zzes iriam introduzir nos novos coura gados, bem como os caracteristicos dos canhões que nelles seriam installados. O conhecqnento das alterações intro- duzidas nos novos couraçados inglezes eram de maxima importancia para o Al mirantado Allemão, pois, assim, elle po. defia verificar si as conclusões a que chegaram os technicos navaes inglezes olhidas na batalha naval de Tsuschima concidiam com aquelas adaptadas pelos technicos navaes alleinães deduzidas tambem dos ensinamentos, fornecidos pela mesma batalha O progranima naval allemão estava em franca execução, trabalhando os arscnses allemfes intensivamente, linha estavam construlam os novos navios de vara a marinha de guerras allemã A vigilancia nllemãe , em torno dos arsenaes idosamente, afim 1 espionagem ingleza pu ora feita could de ev ar que lesse colheg informações sobre os coura çados em construcção, A Inglaterra não via com sympathia o augmento crescente da esquadra allo rã, provia num futuro proximo a possi vel perin do domínio dos mares, soria a maior ameaça à propria integridade do Imperio Britannico, 2% — E” extraordinario 0 «car teve "a sua palavra cassada no momento Discurso politico que susci- ta commentarios e ctos proferidos pelo judeu Litvi-S noff, antigo alfaiate, preso ou- trora como ladrão por causa de um assalto a mão armada do banco da cidade de Fifflis e hoje ministro do Exterior dos So- viets, CURE A proposito, hontem, no cir- culo dos diplomatas extrangei- ros, onde foi conhecida a noti- cia; todos profligavam a attitude de Litvinoff. Lembravam va- rios casos da diplomacia com- munista russa, que pecou sem- pre por grosseria, parecendo existir expressões de baixo ca- lão na correspondencia diploma- tica da Russia com as nações vi- sinhas. (A. B.). RIO, 26 — Osicommentadores do dis- curso do sr. Armando Salles destacam a phrase a pro) do presidencialis- mo, dizendo que leva. endereço conheei- do para S. Paulo pela palavra do seu governador que se mostra conservador e infenso ás Apiai quando essas no terreno polifico não lhe parecem corresponder senão ás necessidades re gionaes .Sabe-se que os mesmos com- mentarios são feitos com relação ao ar. Getulio que se reserva para conversar com o sr. Flores da Cunha à respeito da formula do aecordo gaucho. Assim, desde já, estão mpproximadas as atti- tudeéS do sr. Armando Salles e Ge- tulio Vargas que se encontram no mes E terreno com referencia á formula Pilla: (A Ba) 4 (Especial da U. J. B. para o O EST ADO DO PARA?) 1Penetrando o mysterio + dos tempos Ide hoje — O “Urso das Cavernas” — O resultado . das excava- te do Homem primitivo * - » DOCOOLOCCCO . gente . ç Em Predmost, na Moravia, foram feitas recentemente jmportantes des! « cobertas de grande Interesse para O estudo ido periodo W proto-historico e do Paleolithico. Em excavações feitas sob a direcção de sabios experimentados, foram encontrados numerosos esqueleios, Utensilios, obras de arte 6 ossos de “maqnmuth” e outros animães. Foram encontrados, tambem, exemplares du “urso das cavernas” do periodo glacial. Nesse periodo, —o glacial, —o homem era tenaz, em sua forniaavel lucta contra as forças destructivas da Natureza. Para sua subsistencia era forçado a recorrer á caça e, de um valor selvagem e brutal, atirava- se o homem primitivo á lucta contra o gigantesco urso das cavernas, o mammuth, animaes que tinham cerca de tres metros e melo de altura... No meio dessa Jucta tremenda e sem treguas a instituição artistica do homem rabalhava fabricando pequenas estatr de dd femeni nas, talhadas en ossos de metacarpo do mammuí Um pormenor interessante é a descoberta de objectos de adorno e utensilios que têm profunda semelhança aos usados pelos australianos de nossos dias. Quer isso dizer na opinião ' de abalisados archeologos, que a raça australiana teria se conservado pura atravez de todos os tempos desde & era glacial, em virtude da difficuliade de vencer o Oceano Pacifico, e teria ligações intimas com os ha pitantes.e Predimost. Esse povo, primitivo por excellencia, conhecia já o uso das colheres e garfos, pois que foram encontradas formas rudimentares desses objectos sabricadas em marfim, i Os instrumentos cortantes, ajlagas, facas, pontas de lanças, eto,. fabricados sem o perone dos leões. ) Keleva notar ainda que, o homem proto-historico da Moravia era de elevada estatura, doptado de mentakdiade superior á de algumas tribus selvagens da epocha actual, conhecendo presmo a pratica do esporte. Pe quenos discos de pedra foram encontrados, e gravuras explicativas de- monstraniio, provavelmente, o desenrolar das pugnas esportivas, cobrin. do as paredes das cavernas. Usavam, tambem enterrar seus mortos, o que constitue uma prove inconteste da existencia do uma civilisação embryonaria, onde já se de. — lineavam o respeito nos mortos e á tradição. — X. T. v DOI DPOLGOCS DOS. OS eram Coe vo OSS 94, codigo telegraphico, escripto em allemão Karl foi submettido a fófte interro gatorio polícial, confessou o crime com- miettido, ante as provas esmagadoras que lhe foram apresentadas. * Era accusado de espionagem, por ter enviado para Allemanha, informações r lativas a construcção d: e» e exe- cutada na usina de Beardmore e Cis., instalada, em Glasgow. Graves, procurou despistar a acção da contra espiofiagem ingleza, usou durante certo tempo o falso nome de “James Staford”. O processo a que Graves foi submetti do, teve como reforço da accusação, o trabalho apresentado pelo vice-almiranto Adair, que fornecera a decifração de toda a correspondencia ciirada, trocada entre Graves e o chefe da espionagem allemã em Berlim. y As lois penaes inglezas nesta epoca eram bastante generosas para os crimeu de espionagem tanto assim que, apezar de todas as accusações contra Karl Gra ves foi elle apenas condemmado a pena co 18 mezes de prisão simples. Os allemães sempre se vangloriaram de va Por sua vez, a Allemanha, viu-se na contingencia de enviar com a maxima urgencia, certo numero do espiões, so- mente para obter informações relativas a assumptos navaos. Os esplõcs allemães entraram facilmen- te na Inglaterra, munidos de passaportes, mas estes commetteraya a leviandade de se alojarem desde logo nos portos com merciaes, quando estes eram sédes do bases navaes. A turma de esplões allemães encarre. | ter por proprio instincto racial o espirito gada de faser espionagem naval na In. | de ordgn e methodo, indispensaveis q glaterra, não tardou a dar provas de in- [ completa organização de qualquer ser. copacidade profiastonal para o desem- | viço publico ou particular, mas certamen, te, se esqueceram de annunciar que » penho da missão, faltava a todos os co pelo ahecimentos technicos indispensaveis. Outra leviandade, ainda mais: gravo commeteram os espiões allemãos, enviam do a correspondencia secreta pelo correio regra, tinha excopção, menos ns parto referente a organização do servi. co secreto de espionagem, na Inglaterra, Mesmo, durante a guerra européa o ingloz e este ainda aggravado pela iu serviço de espionagem nllemãÃo, esteve tantilidade da resnessa da correspondem sempro em grmnde pune srioridade nos cia ser foita directamento para Berlun mesmos serviços organizad los e mantidos pela Inglaterra. a maioria dos esplóen pela França e Do 1909 a 1914, allemães que operava na Inglaterra, fa quando para despistar a policia ingleza poderiam os espiões remetter og /S0%s in. formes por via indirecta, para qualquer sidade de um outro paiz visinho e dahi | Lendo espionagem naval, mostrava-se sem então um agentffeorrespondento remet | o menor preparo technico, & dani, grando verin para Berlim i numero delles, deixou-so surprebender, O sorviço secreto da censura postal | devido as indiscripções contmettidas não tardou a fornecer elementos para Os esplões allemíes, quando reconhe Iccalizar o primeiro espião «ulepnão | cidos pela contra espionagem ingleza, fi cavam impossibilitados do exercicio da profissão para perinian ecogtim sob conti (Continua na 2a pagina) foi immnedia | Armgraad Karl Graves tamentã preso Ejn poder de Graves foi encontradio um que teia ci AREA o tino o ia O rr Tr ! Dois ex-ministros do | JOVE ma - nistro da Guerra O general Goes Monteiro vae commandar o º grupo , RIO, 26 — Na proxima segunda: feira terá logar a posse do general Góes das regiões. (A. B.) + t “,. Deixará ou não a politica? General Christovam Barcellos |” RIO, 26 — neral Christovam Barcellos está indecisa pois elle ainda não pe- diu demissão. Entretanto, já asseguram que irá commandar a 7a. Brigada de Infantaria em Juiz de Fóra. Outros affirmam que o gene- ral Barcellos está trabal o na organização de um gra de partido, contando já com ele- mentos seguros. (A. B.) Cordealidade entre o Bra: | sil e o Paraguay eo - Houve troca cordial de RIO, 26 telegrammas entre os chancelleres bra sileiros e paraguayo por oceasião dus inauguração do correio acres militar Rio—Assumpção. Os aviadores brasi- leiros, acompanhados do ministro do Brasil, sr. Lafayete Carvalho o Silva, foram recebidos pelo presidente da Re- publi raguaya e munistros das Re | lações Exteriores. Outras homenagens foram prestadas pelo presidente Ayala, accentuandosse a importancia do acon- trará vantugeus para a ambos os púaizes. - tecimento que approximução do (ABS) e re A & A prefeitura do Districto Federal não contrahirá em- * prestimos Eetf lacinitivamento as RIO, 26 fastada qualquer possibilidade de pre feitura do Distrieto Federal realizar um emprestimo interno ou externo, pois à suas finanças estão em situação cada vez mais promissora. Por esea rezão ainda ha pouco não foram tomadas em consideração as propostas de particulas res intermediarios de banqueiros pau: listas, para um emprestimo á prefeitu- (ABA , e ut a! at se rm. pescantalo da a compra d Provisorio perante a; just General Espirito Santo Cardoso, ex-mi- e eo me * Pd Região aee E Monteiro no commando do 1.º grupo DS da “tá noiter ino , Aca- demia “P “| Der, ms sua ilustre "Sompanhião f A situação do ge-| mano Queirog, Azevedo Ribeiro e Pau- A RãO. 26 — Em todos os cireulos cafe sou surpresa e sensação uma nota do Cosselho de Justiça Especial encarre- gado de julgar o caso da compra de aviões para o Exercito em 1932, do se- 43. va pm guinte teor; por maioria de votos, tendo encontr. nos autos presunções de criminalidade contra os aceusados e Contra outros ei vis e militares, pelas funções que exer- ciam é pela acção decisivallque tive | - ram na aequisição de aviões, e que são os ex-ministros da Guerra é da; Fazenda da. “Companhia Mayrirk Veiga.. conti ma o despacho anterior recorrido, pa: ra que o Supremo Tribunal Militar Te- | ; solvá. em definitivo, inclusive poe a competencia do somos ef B. a * Constitui marcantie relêvo soci sessão i«tolenne realizada amteo tejado ppeta Carlos de Paula “Barros, eleito pera oucupar a-cadeira de que é patrony Frederico Rhossard. | A?s 9 "horas, precisas, tove inicio a solennidaide, com a presença de altas autoridades civis e militares, nte, das quíaes, no camarote official, s. exe. o lr. José Malcher, governador do Estado, acompanhado de sua exma. esposa. | Pequi Numerosas familias, ilustres cava- Meiros, ijimumeros estudantes gecu. pavam as frizas, camarotes e demais. locações d;1 nossa sumptuosa casa de espectaculos, cuja platéa offerecia um aspecto viel dadeiraminte empolgante, recordando as gloriosas seratas do im- ponente Cháztro da Paz. Ao centtro «lo palco avultava a mesa da presidencia' da Academia, em torno da “qual. toma ram Jlogares os acade- micos Oswald: Orico, presidente; Re- migio Fernandez Deodoro de Mendon- ca, Raynero Naroja, Dejard de Men- donça, Euetalhio do Azevedo, Ama- zonas de Fig neiredo, Olavo Nunes, El- terá o mais 3 o governo dev. que dessa conj Voto-de congre jornalista 7 S. “LUIZ, 206, = o sem! lativa insorit narheta. um gratulações, por oceasi jornaliste Pano dies la Barros. : jo Aberta a Sessão, fez-se ouvir o “Can- to do Pagóé”, musica de Villa Lobo e lertra de "Paula Barros. cantado pelo conjuneto -orpheonico do grupo esco. lar Barão Jdo Rio Branco, com acompa- (Cê ntinua' na 2a pagina) FE Desta Vez. "Minas. “comprará 0 onde RIO, 26 —k'ordando commen- tarios á margem do actordo gau- — — cbo, o “Diario. Cau ioca” pergun- ta qual o objectivo politico dos chefes sul-riograndenses que voltaram a se reconciliar, Em seguida indaga se q for- mula Villa entrou na pacifiça- ção como Pilatos no credo. Lent bra. então, o apologo de La Fon- taine em que a raposa do fabu- lista apparece vestida com a pel- le da sua companheira. Termina o “Diario” referindo Arthur Ber- | RIO. 26 — O ministro da: Gui |] nardes está empenhado em rea- boatos de que osr ' here eme edemm o Regressou de São minigiro da Guer lizar em Mbide um accordo nos moldes da pacificação gaucha. E accrescenta :“ Mas, tendo com- prado um bonde em 1929 os mi- | pois de assistir no destilo, em 8 lo, - das tropas voltou de avião, d do” no campo dos Affonsos, | mobo das 6 horas da tarde. neiros não querem agora com- prar um reboque”, (A, B.)
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