O Estado do Pará 26 Janeiro de 1936

ESTADO DO PARÁ M oNT |] GAIXA. POSTAL, 2º “Redacção, administração e oficinas i —Trav.Campos Salles, Bo TT Rednctor- BRASIL — PARA - — - BE LEM - — Domingo, 26 (de Janeiro de 1936 Gs 1 er DO ad s End. Tel eg. ESTAPARA” e < eo —-= es Jo NUM. 8.286 secretario SANTAN NA MARQUES SEA ESTE mi 1 OS ra ve o Vae-se fazer uma conciliação politic: do governador do Pará FORTALEZA, 25 — Sob? ra, podemos assegut Mario Cher- mont, do “Ita- quicé”, aguardará com o sr. Martins e Silva a chegada Abelardo Con- de coneiliar a reser rar que o sr. passageiro do senador cur”, afim colitica paraense em torno 'o governador. ' O sr. Mario Chermont de- Sr. Mario Chermont clarou que na Camara não fará absolutamente politica Chegará, hoje, a Belem o millionario americano sr. Vanderbilt em torno do nome do major Magalhães Barata, tendo o [Liga Brasileira de Hygiene Mental ha pouco, foi o principal organizador da I Conferencia inter-americana de Hygiene Mental, realizada no Rio e em S. Paulo, coPy exito extraordinario é marcante Avertano Rocha fez, hontem, te palestra radiophonica subordinada ao a em torno! to mi Commemora, hoje, o 13.º anniversario de sua fundação, a “Liga Brasileira de utilissima instituição que teve a prár(asia dos estudos a que se Hygiene Mental”, propõe, na America do Sul. Fundada por Gustavo Rledel em 1923, está, actualmente, a frente dos seus des- tinos o notavel psychiatra e mentalista brasileiro, dr. Ernani Lopes, que ainda brilhantismo. [eee e Associação dos Funcciona- rios Federaés no Pará Em homenagem 40 feliz evento, o dr. interessan.. Em dias do mez passado Noticiamos mesmo pensamento O. ST. | tiro: Realizações e emprehendimentos = que o (millionario americano sr. W. M . a: Em reunião de assembléa geral desta K. Vandennilt passaria pelo Pará em| Martins e Silva. (A.B) da Liga Brasileira de Hyglene Mental. associação, realizada hontem ú noite, transito para o Rio, cuje visita se reali. | EERRMTRANENOENa = = = | para escolha do Conselho Deliberativo E que elegerá a Directoria no dia 50 do saria antes do fim do mez fluente. Hoje, ractifiícando aquella noticia, adeantamos que o cominodore Vanderbilt chegará hoje, á tarde, a Belun, no avião NC-14208, Douglas Dolphim, amphíbio, de sue propriedaie. O avião é tripulado por 2 pessoas, trazendo 5 passageiros. inclusive o seu proprietario. a A questão dos “refugiados” na Liga das Nações 25 GENEBRA, — O Conselho da Li- ga das Nações resolveu submetter á qe preciação da assembléy na proxima reus 4 nião a questão dos refugiados. (4.B) SERA” UMA REALIDADE G abeo- no províisocrio ao funcciona- lismo civil | RIO, Ao Tribunal de Contas dirigiu o ministro da Fazenda uma con, sulta sobre legalidade da abertura do credito especial de 80.000 contos, des- tinado a attender ao pagamento do a- Pbono provisorio ao funecionalismo civil da União de accordo com a lei n. 183, de 13 do corrente. Aos diversos mi- nístros-o da Fazenda eneamiho este outro aviso: "Afim de que esto Ministerio possa providenciar no sentido do fiel cumpri- mento das disposições da lei n.. 183, de 13 do corrente, na parte relativa 4 dia- tribuição do credito necessario ao paga- 29 O novo gabinete francez empresenta-se ao presidente Lebrun Vi PARIS, 25 — O sr. Sarraut, novo primeiro ministro, compareceu hoje ao palacio dos Campos Elyseos, afim de apresentar seus collegas do Gabinete ao presidente Lebrun, consoante o cos- (A. B.) tume tradicional. “Nomentosa questão A Cózte de Appellação concedeu, hontem, mandado ce segurança pára que o sr. Silva Magno proceda livremente á matança do com o exercicio do seu mandato Provavel demissão de um chefe de governo o periodo dos plenos poderes. 1 Poder Executivo, ou regularmente ad- corrente, foram eleitos os seguintes «s- soolados: Dr. Raymundo Gondim, dr. Merio Parijós, dr. Adolpho de Oli- veira Góes, dr. Carlos de Moraes, dr. Antonio Teixeira Carrilho, Felippe de Vasconcellos, Allyrio B. de Macedo, Hil debrando Siqueira, João V. Peres Duarte, Alceblades de Castro “Velloso, Manos) Raymundo de Albuquerque, Orlando Mo. raes, João Camargo, João Leuné, Anthe- ro Monteiro, Adolpho Marinhe de Carva- lho, Estephanio Nunes, Alfredo 4Alen- car, João da Silva Miranda, Oted R.'da silva Adelerno Pampolha, Pedro Paulo de Souza, Raymundo da Silva Castello, Darlindo Antonio Machado, Julio Euge- nio de Oliveira, coronel Narcizo Bolges Daningos B. do Amaral, Creoncedes Sampaio, José Boucinhas e Manoel P. de Aragão Alencar. [Sd BRUXELLAS, 25 — Considy repse provavel a demissão do chefe do gover von Zeeland, logo que termino (A.B.) no sr. mento do «bono concedido pela referi- da lei, tenho a honra de solicitar s. digne v. ex, expedir as ordens que se f bn: E OAQUIM | PIRES LIMA, advogado inscripto no Ins- tituto da Ordem dos Advo- a ser despendido com o pessoal desse | gados do Brasil, Secção do Pará Ministerio no corrente amno, nos termos | espera que seus amigos e consti- da mencionada lei. Para evitar duvidas tuintes não Io julguem antecipa- que possam sacrificar a confecção das damento quanto á local de hon- respectivas tabelas, informo q v. ex. +tom ijnserta em um matutino que, resalvados os casos previstos na ; a aludida lei, têm direito ao abono a desta capital, neo aee que a mesma de refere todos os funce- lução que E Ei A los Ê cionarios civis da União, sem distine: | lho da Ordem dos vogados: e: pela justiça commum..., (L) cão de categoria ou forma de pagamen- to no pleno exercicio de suas funcções nos cargos creailos por lei, com a re- TER DECR A muneração de suas attribuições regu- [Tambem em Matto Grosso lnmentares, nomeados por decreto do E E vae haver accordo... tornarem precisas para que, por inter- medio da repartição compeiente, seja remettida a esta Secretaria de Estado o relação discriminada do “quantum” mittidos antes do decreto mn. 18.088, de 27 de janeiro de 1928". RIO, 25 — “O Globo” noticiou O abono, segundo corria no Minis- em primeira mão as “demar- terio da Fazenda, será pago juntamen- ches” que se estavam processan- te com os vencimentos de janeiro, inde- | do no sentido de pacificar a po- pendente mesmo do registo do Tribu | Jjtica de Matto Guosso. Agora. nebige (Conta E eesse vespertino foi informado SR meme | cleo que à iniciativa da pacifica- dif] ção coube ao dr. Getulio Vargas, interessado em que os srs. Ma- rio Corrêa e Felinto Muller col- laborem unidos na pacificação do ambiente nacional. Ouvido pelo “O Jornal”, o go- vernador de Matto Grosso con- firmou a noticia, accrescentan- do que brevemente será assigna, | * do um “modus-vivendi”, com as regras para as relações entre as facções até então em lucta no seu gado Estado. (A. B.) seu caso, A Córte de Appellação do Estado, em sua reunião ordinaria de hontem, pubmetteu a julgamento o mandádo de segurança impetrado em favor do de- putado Antonio da Silva Magno, fazen- deiro em Marajó, que pleiteava a ma- “ança livre do seu gado, o que é feito, exalusivamente, pelos socios da Socie- dade Cooperativa e Pecuaria. O impetrante, que já fizera parte da alludida empresa estava, porám, pedido de continuar no seu quadro so- AE: a pres dO Gororoba” deixa: uma profunda im- pressão de realidade; esse flagrante, no chega ao dora, sem trato lterario, eoisa de pedra lascada, lhano, que é o autor do livro, fere to- davia a attenção do publico sem auxílio de bambiínelas, de bandeirolas, de attra- ctívos alheios ao caso que descreve; alem disso, pinta o quadro com a tinta real, prescindindo de coloridos berrantes, que forcem a vista do observador; a figura central da paisagem descripta é sempre o - motivo que mails se lhe destaca na tela focada. Sua penna reflecte como sua memoria refieor os momnologos as phrases, o linguajar, em «umma, de dols milhões de patrícios que no valle. verdadeira acustica rosonar a natureza os dialogos, erram Possuindo retentiva pri vilegiada, além duma lente maravilhosa para pho tographar o que a menina dos seug olhos surprehende mesmo de relance, o sr Lauro Palhano usa e abusa mente desses predicados. Um ribelrinho em que porventura seja a em terra à popa dam galola para esoir palhetas cu « helice reponta-lhe da penna com luxo de córes e aquella pompa de vozes. magistral pu e" car aquele im-p entanto, leitor através dum exquísito nervosismo verbal, dum estylo grosso e rascante; a prosa “do romancista é crespa, atropela- Tem qualquer O sr. Lauro Pa- recanto | cial, de deputado à gislativa, Assembléa Ly dispositivo — constisucional. Dessa fórma, o sr. Silva Magno so- lícitara, em tempo, o seu (lesligamen to da Cooperativa, ficando, todavia, prejudicado em seus altos interesses, segundo por não lhe ser permittido mandar aba. ter o seu gado, sem fazer parte daquel- le consorcio. Delibérou, providencia judiciaria para resolver O então, recorrer a uma impetrando a 6 do corrento um mandato de segurança 4 Côrte de Alppellaçã rio Dantas do. Iastruindo o pedido, rel apresentou em judiciosa petição ini- cial os seguintes fundamentos: — o, monopolio da Cooperativa, que a Cons tituição Tederal hoje não permitte; impossibilidade do impetrante fa- (Continua na 2a pagina) Cavalcante, seu advoga aquelle bacha- 20, + por intermedio do dr. Ma- RIO, 25 — O senador Ves- puciano Martins desmente qual- quer tentativa de accordo com o governador Mario Correa. Diz que a corrente chefiada pelo ca- pitão Felinto Muller, com excel- lente justificativa, não quer nem deseja accordo com o governa- dor de Matto Grosso, (A. B.) rifas e impostos, (Cop pyrig ht da IBR. para o “ESTADO DO. PARA') A AMERIC A SERA ANNIQUILLADA ad Como se encara no Japão a possibilidade de uma guer- ra contra os Estados Unidos — À opinião dos technicos militares ripponicos — Prepa- rando a mocidade Guerra do DOSO Ses SSOO- “O Japão deve declarar guerra Ikedzaki Tjuko, que certos críticos préna immortal. taneidade do ataque, á rapidez com Tofuku Skeidjiru intitu'ou seu rio da Guerra do Japão, a situação ter a avidez soberba americana”, Conforme a Este romance trata longamente e inglezes no Japão, e da dos Japonezes nos Estados Unidos. A frota Japo- neza é nelle chamada, numa evocação da guerra futura, a “frota do paiz: dos deuses”. No final delle a aviação > a frota japonezas, destróem as forças me- ricanas. O livro qn questão faz parte da collecção de livros de exempiares — X. T. para a sua mais perfeita difgusão... RIO, 25 — No mercado do cambio cotou-se hoje a libra a 868000, o dol- unir para a locção de artigos escriptos por especialistas milit são unangmes em declarar que o Japão não seria vencido. “Nós não temos medo da America!” O autor calcuis que a frota americana sera vencida ain. da mesmo que ella seja mais forte do que a japoneza, grande coragem dos marinheiros japonezes”, gundo o autor que é um alto funccionario do Bureau secreto do Ministe nezes. Depois, diz clle a França e a Inglaterra ajudarão o Japão a aba- “Grande frucrra no Pacifico” de Nakadzime Takecl, con. siderado pelos criticos militares niponicos como o melhor livro sobre a fu- tura guerra ajnerico-japoneza, a America intrigará sem cessar o Japão chegando a comprar delegados nipponicos á Conferencia. do Desarmamen. to pela bagatella de 6 milhões de dollares, ou cerca de cento e vinte mil contos de reis em moeda brasileira... do navio-presidio “Pedro 1” os prescs para a “Grande Pacifico” à America?” é o título de uma col s japonezes e, todo” “ tal é o titulo de um livro é! nipponicos proclamaram uma obra “graças à sub é que o golpe será desfechado e é livro: “Não tenhamos medo!" * internacional é favoravel aos japo da actividade dos espiões americanos S o; do “Pedro 1” RIO, 25 — Vão ser ouvidos a Derdo politicos. (A. B.) - é Benedicto Valladares otercambio commercial do Poá Opportuna iniciativa mind pelo'governador do Estado | Nollagdeza o dr. “Josó6 Malcher, governador o Estado, tendo como um dos pontos ca- pitaes de sua administração o amparo e fomento das fontes de riqueza publi- ca, o que origina o augmento racional da arrecadação e, a prosperidade ge- ral, não tem cessado de de terminar me- didas efficazes para aquele matriotico fim, dentre estas o abrtimento de ta- abertura de estradas ligando os centros de producção + de commercio, fundação de centros agrico- las, para experimentação e distribui- cão de sementes, etc. Agora s. exc. tom suas vistas volta- das para o intercambio commercial com as Guyanas, conhecidos que são os mer- RIO, 25 — O “Correio da Ma- nhã” diz constar que o sr. Ar. thur Bernardes teria proposto ao sr. Benedicto Valladares a accordo na politica mineira. Essa decisão do sr. Bernan- des fora tomada em face do ac- cordo gaucho. Alegaria elle que os mineiros devem apresentar-se unidos de- ante da proxima successão pre- sidencia!, para levantar o pres- tigio do seu Estado. (A. B.) Commemorando, em Moss A cou, o anniversario de Lenine TU Ee q MOSCOU, 25 — Realizou-se aqui uma ceremonia commemorativa da pas- sagem do anniversario de Lenine, dis- cursando nessa occasião o chefe da | | Seesão de propaganda e agitação do comité central do Partido Communista sr. Stetzki, (A. B.) |i + cados favoraveis que constituem aquei” les dominios para a acceitação dos Dose sos productos. i todo MAO Ainda ha pouco, a delegação que re- presentou o nosso Estado nas festas do tri-centenario da colonização da Guya- na Franceza levou tambem como incumbencia tratar do desenvolvimento de nossas relações commerciaes, como contribuição ao fortalecimento da ami zade dos dois povos. Assim é que o Te- presentante do governo entreteve ah, no mesmo sentido, conversações com o representante do presidente da Fran- ça, senador Atbert Sarraut, hoje primei- ro ministro. as quaes se prenunciám de (Continua na 4* pagina) SS Taruplára” (Feliz na bem succedido, afor- Conde Ermano )» se Surge agora o * caça ou na posc tunado. Que sabe on Stradeli—(“Nheêgatu”-Portugue: vo livro do sr. Lauro Palhano, L volume com a métsina emoção do primei. ro, taes os pannejamentos e as clarida- des, Porque o autor não se limita ás mi nucias, aos pormenores, aos quadrinhos. Abre horizontes e mostra os panoramas infindos, a terra vasta, a agua immensa, o «tu profundo, Entretanto, e apezar das generalisações, ag suas grandes descri- ptlvas são us pequenas, E” Muminura, no azulejo, no grupo isolado. Alguns escriptores Já tentaram successo do autor do “Maruplára” no- este magistral na sem o , trazer Nterariamente o nordestino da plaga de até o seringal. Naufragaram | sentrão “na a propriedade termo nascença do o sentido ambiente potamico. O “Parauára” Atlantico, Madetra, nautico, é subir o Amazonas, o um exemplo, Costear o penetrar o o Porn's, o Juruá, e varar de- pois a terra, mudando de transporte, re quer uma coisinha além do talento: ob acima disso ainda servação directa; a tochnica, e, Ancorar, atracar, por cha, virar ou solecar um cabo se pressão maruja, é tudo quanto ha de H encanto se esci Por é Lauro Palhano Insípido em ratura, isso um ar o sr, tom reproduzir semelhante avia de badilivo, de convé de machh na, de enes, + de porão, (Especial para O ESTADO DO PARA?) «<Marupiára » , A pintura que o artista faz de Belem, nesge curloso “Maruplára”, flel, Todo o movimiento matinal da Guajará, através do porto da cidade, que acorda a se ex- tremunhar e a se espreguiçar, desenha- se-lhe, na linda pagina, dentro dos pri- melros arrebões e dos primeiros penna- A vida a bordo dos na- vlos que gulcam a rede hydrographica do Equador, desde a baldeação madrugado- ra até a mistura de gado com os passa- gelros de 3.4 classe, vale por um primor, O caso do Bom Logar, com o capitão Hoefner, a respelto do qual, de parte a maledicencia, já falára Euclydes da Cu- nha n'“A* Margem da Historia”, não tem o encanto do da Bocca do Acre, seu respectivo proprietario, Barão, titular Lexandre Liveilra Lima, episo quanto bicho chos de fumo, | Com O | ok tres II, dio bem contado por careta escreveu sobre o Pur 1 flguras, mblente, tudo ertpto ás portas do rio maravilhoso, cun da fabulosa arteria que fol o Acre, vegetal desse Pactolo do Novo Mundo, fonte vem referido com precisão no “Maruplá ra”. Os contrastes imprevistos dos dialo- gos entre pessoas que ahi moram e foras- telros que lá chegam do montante e do juzante, em lanchas, batelões, chatas e galolas, ganham relêvo especial na prosa do sr. Lauro Palhano, Dir-se-ia que a ci. vilisação: em marcha, num recanto som- Bocca do Acre, brio da terra, que é a troca Ideias com a civilização parada, disso tirando Iantpejos philosophicos, humorísticos. Chega-se, depois desta ing tallação do “brabo” no “centro”, percor- ridas todas as etapas da angustia derl- da adaptação do ser affeito ao solo enxuto, para ns zonas empapadas do Amazonas, Verda- inlciandos no templo verde por film a vada simplesmente ro rito de o adventicio vence nzendo-se e rezan de da matta, solidão e integra-se, do o crelo em Deus padre, no selo da na- tureza. As affirmativas dessa conquista são as remessas da horracha nova, pri. melra do fabrico, seguro documento do 2 as De RAYMUNDO MORAES batedor da floresta que se amansa, O terreiro do barracão do “aviado” coalha- se de pelles (bolões). Surgem as confe- renclas, as marcas, os pesos, us qualida des, as consignações, os namoros e os forrobodós, as intrigas e as vinganças, signaes evidentes de que o autor do “Ma- ruplára” viu a Amazonia, auscultou-lhe o Coração, sublu os seus caudnes, esteve em contacto emfim com a onda humana que flue e reflue na planície, Do livro bom mas estabanado que é “O Gororo- ba”, fiel, porém “melo glra”, estroplan- do continundamente os vocabulos não pela bocca das person o que seria natural, sim pela boccea do proprio autor, é a optimo “Maruplára”, Miuminado, Caprichosa e probidosamente o scenario amazonteo, o que estranhavel-—-chega se este reproduzindo | “sobretudo até o instante em que Poncla. no foi levado pelo índio, o novo roman- ce do nutor d'“O Gororeba” é um in. dicio eloquente do drama na floresta, O perfll carientural de Zé de Pontes, burrice philosophica, os seus axiomas gaguejados representam campainhas de ouro naquele desvão do orbe. A psycho- logia do “aviado”, rasgada no sombrio destino de arrebannar gente para o córte da seringa, equivale tambem a uma agua- forte. Percebe-se ainda neste segundo romance, a evolnção de sr. Lauro Pa- lhano, quer na fórma, menos descuidada, quer no fundo literario. A phrase rebolo- na, a blague metallurgica, o ditério de officina levaram a breca, Melhor do que isso talvez: afastou-se do cisco, do sujo, residuo, sempre intoleravel no ro- mance, sobretudo no chamado romance operario, no qual os carpintejadores de almas não podem recortar a silhueta dum homem de trabalho sem obrigar o leitor a levar o lenço no nariz. do Um dos que divorciam o grande publico principalmente o catho- Lico, determinados escriptores de obras proletarlas, é o refrão solto, cru”, tresandando. “Corumbas” é uma prova do contrario. Amando Fontes fer esse MH. quasi casto atravessando fabricas, nrocessos de vro quarteis, cloncas, Se no criterio dos no. vellistas socines parece que o operario deixa de ser operario sem um terno bem fedorento e canalha na rabadilha, é por- que falta a esse publicista o nobre es pirito de educador, a nota reformatriz de costumes, a qualidade primarcial do dou. trinante, o sentido em summa da per. éo unico « JOR para o. transport cores a A gréve dos £ Amanhã, os emp! phicos retornarão ac res. : y A esse respeito 0 | que os congrega e art divulgando a seguinte Em obediência ao laudo pela Commissão Especial, lo dr. José. Pinheiro Es do Trabalho, por ordem 3 dr. Agamenon Magalhães, (Continua na dº * pagina) fectibilidade, Uma das razões que o leitor a estimar logo “O: apesar dos pesares, a ausencia gem desbragada, tão do gosto, que se inculcam mestres na romancista não pode deixar de ser; professor, melhor, um mi para «ensinar, para conduzir op caminhos mais limpos. Con deve ser o seu objectivo. Se | entanto, o primelro a alardear Le dissolyentes, costumes aberrantes senso, :veu trabalho será funcção negativa, sua escola. O realismo de Zola € O 5 penitente dos escriptores noi mo dos parwphletarios 1 crevem com sangue, jaraais chi esse requinte despejado de a dos patricios Tolstoi, m í messianico, tremendo porém mentação 1bertm: só fazia ricada e só officiava sobre ella esthetica era toda repregada a rosas. O sr. Lauro Palhano sem duvida depois da publicação Gororoba”, perque monda apara os chifres de e vez que o tinhoso tenta, manhosamente, besuntarihe graxa e fezes nas plára”, que é, sem favor, cellente, magnífico romar mes, à

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