O Estado do Pará 11 Janeiro de 1936
O ESTADO DO & ANNO XXV | Direstor=APFONSO JUSTO CHERMONT To = GAIXA POSTAL, 28 2“ reve Nbiebio seguir nestes dias ae Tri nidad, a bordo do “Bronte”, da Lam- Eca o professor “Cantarelli. os” do illusionisro o de alta tele- púio causaram sensação antre nós, aro ESTADO resalvou! ouvil-o sobre | “varios: dissumptos de palpitante actua- ES tra- e eito Getulio Vargas ISSENOS ) hontem, á pu ridade,osr. Pires Camargo, que, convo- câda. a Assembléa Legislati- va! os deputados liberaes só darão numero para as vota- cões "q uando se tiver torna- do realidade o reajustamen- so dos vencimentos do func- ciónialiamo civil dó Estado. “Funccionarios civis da nossa pobre terra, sobretu- «do: os que gois * eleitores, vêde como-é sympathico o sr; Camargo, e se vos não ' for“possível retribuir tama- aha bondade com o vosso vo- to; ao menos não esqueçaes mundo deputado nas vossas orações, o que cousa. já é alguma BRASIL — PARA — Redatção, almin PERSAS qu RSA ZE, RIO, 10::- Srgtin de a Otto Felo da Silveira, que vas: 270 B. O(AB). Eid RIO, 10 —e PRE -Baboia o Amazon Rívno Senado, . aonde: f hojo, & tarde, er reiniciará seus so | | BE LEM — Sabbado, 11 de istração soffizina: -—— Trav. Gampos Sales 130 TT Janeiro da 1936 Re RR e e e O TAMBOR INGLEZ E NAPOLEÃO secoss 5 il Quando as tropas napoleonicas se aprestavam para a grande ba- talha dé Waterloo, os guardas avançados prenderam um jovem inglez de uns 15 annos apenas que, vestido de camponez olhava-) os curiosamente. Desconfiando tratar-se de um espião prenderam» !. no e levaram.no á presença do grande corso, O rapaz negou: a princípio, mas tendo-lhe sido apre sentado um fardamento que fora ' encontrado em tm celleiro que se ajustava perfeitamente ao seu franzino corpo, confessou a ver- dade. Era tambor de um dos re- gimentos inglezes e fora destacado para vigiar as tropas francezas. Napoleão mandou vir um tambor e mande-o tocar. O rapaz obedeceu, Mas ao ser-lhe ordenado que to- casse “Retirada”, respondeu al. tivamente—“Esse toque, magesta- «e, o meu regimento não conhece”. ses. + Secad DARI eme ntem LOSPOSOL<.. so +4< e roses ] OS GÃES DE SÃO BERNARDO E" commum até hoje ouvir-se elogiar a habilidade dos cães de S. Bernardo em salvar viajan- tes perdidos nas neves ou des- fallecidos de frio e fome. - Nada-mais inveridico que cs- sa lenda que tomou vulio tão sómente em; virtude de uma pu- J Dlicidade sem razão que a justi- fique. Houve, é certo, um cão des- sa raça que salvou de facto um viajante. E" um caso fortuito, comtudo . Esse animal, cujo nome: era Barry, é conservado no museu de Berna. No pedestal em que repousa ha o relato da estranha aventura. Ora, a humanidade é muito bisbilhoteira, e não tárdou mui- to a que se passasse a attribuir a essa raça canina uma quatida- de que ella está longe de pos- suir. Os animaes dessa raça. são simples cães de guarda de que se servem os monges de S. Bernardo para segurança do seu mosteiro. São immensamente uteis pa- ra os monges, mas de nenhum modo sáem: á procura de viajan- tes perdidos, porque isso de ar- riscar o pello por outros, como iz q sabedoria do povo, é lá com os trouzas . PENNAFORTE. O presidente Getulio Vargas e a imprensa brasileira Como decorreu o encontro do chefe da Nação com os jornalistas RIO, 10 — A's 2,30 da tarde o prcéi- dente Getulio Vargas appareceu no sa lão de despachos do palacio de Catinte, onde a imprensa local, dos Estados e exirangeirca se achira rapresentad s Gordeauornte, extenica a mão a cada um dos jornalistas e, connecendo a maioria delles lembrou com pesteita memoria, “actus pussados por occasião de sua cursão so Lorte, pilherianão com os nai (Continua na 3a pagina bra que apezar de com» Dosta em Milão só rer trata o nosso Brasil, Dahi a justificação do bailado do indios acompanhado por uma banda marcial em scena com vestimenta de selvagem, que Carlos Gomes victorio- samente creom. Hoje talvez não se reproduzisse numa obra musical como esta, seme- | lhanto scena, devido ás exigencias o- | peristicas, Entretanto, julgo que se alguem que se pudesse nívelar a Car: «Guarany? é, a meu ver, a mais alta ex« pressão de nostalgia brasileira. E” uma o- los Gomes surgisse á terra maravi | lhoósa de nossa Patria, mesmo actual» mente, depois de tormos evolnido tanto como o temos, haveria de pro duzir sconas desso genero, apezar de todas am axigencias em contrario, em a um magico plítica brasileira, Hitler e a querra italo- Seviciado em | DEPOIS DE UMA SURRA, uma lavagem | de pimenta, sal ce limão | O que nes relatou a victima. do attentado Já é do conhecimento dos nes- na villa de Barcarena, o lavra-| quando se sabé quê foi Passado | sos leitores, atravez do noticia-ldor Domiciano Alves “da Silva, é vista da autoridade policiai da | Mario Rocha scientificou-s de a selvageria |alli domiciliado. innominavel de que foi victima, me ca rio da imyrj-ensa, O poeta Paula Barros em visita ao O ESTADO conhecido no scenario da litteratura brasileira, 1 Aedo de fina sensibilidado, emotim vo e encantador, Paula Barros é uma fi» gura de marcante relevo, tendo recebido pelos seus livros . “Muyrakitans”. “Ca loendario”, “Theatro Escolar” e “Yarôme poranga”, outros a consagração da critim “Ra ———— mom, MARIDO LEAL Um concurso entre maridos realizado em Boston, ganhou o vremio um senhor de trinta e cins co anmos, com oito annos de cam |; sado As numerosas virtudes que lhe valeram q distincção, foram as seguintes: Tem bom humor, pela manhã, antes do alntoço. Autoriza sua esposa a regulamentar as despe.. | sas da casa, Declara que sua mu= lher tem máis habilidade que a autora “de seus dias. E” pontual | xias horas da refeição. E' amavel ) em sociedade e na intimidade. E” j% generoso e de caracter excellente. Ê Gosta mais de tomar café em cam — sa do que no clube. Acha sua ese posa uma companheira leal e se manifesta satisfeitissimo com 0 lar por ella dirigido. Não ha, como se vê, mais ideal do que esse. rr > e tr A ca, t marido obediencia aos indomaveis impulsos de seu coração. Isto acontecºria fatalmente, é cla- ro, si esse alguem so nivelasse ao ge nial Carlos Gomes, e fosso esse para» lelísmo comprehendido tanto pelos surtos de arte como tambem pelo e» lovado sentimento de brasileirismo de que era possuidor o nosso campincir ro formídavel, E” preciso reconhecormos que quan- do Caglos Gomes foi para a Italia, já levava intimemente com elle o mo tivo eps trabalho, tão intimamento que tal ignorasse o que lhe ia nal ma q à sua obra mais do que Te q ethiope dg A carta testemunhavel do major Magalhães Barata Eis a copia do telegramma-reccbido |1' relatar o supplicio por que pas- do dr. Alcides Gentil, em resposta á, sou e em quem, constatamos os à consulta que lhe foi [erta por um amigo findicios da barbaridade: a respeito da decisão da CGzte Supren:a, impetrada pelo major Magalhães Ba- ata: “Côrtd tomou conhecimento pt. Ministro Mourão pt. “Provav elmen, te será julgado antes'férios”. Pelo texto do) telegramma acima ve- “rífica-se que e: noitg de 8 «do Pélhos de radio endo que a Côrte inha, realmente, tomado conhecimento a carta testemunhavel pára estudar merito do recurso. Como “decorreram magno acontecimento” Bevsimance do tenis ienur Nais UMA Edescoberta| . mo os festejos commemorativos do ter, ceirpo centenario da adhesão da Guyana à França, em que O nosso paiz esteve Tem presentado por uma delegação enviada pelo Estado do Pará, para isso especiai= mente convidado. A referida delegação, presidida pelo dr. Miguel Pernambuco Filho,” repre= sentante do dr. José Malcher, governas dor do Estado do Pará, 'e composta, ain= de, dos srs. dr. Nilo Penna, enviado da (Continua na 2a pagina) e O a e NOTICIAS DE OBIDOS | Recebemos, hontem, o seguin- te telegramma: OBIDOS, 9 — Hontem, o dr. Guimarães, chefe do Partido Li- beral foi recebido com fopuietes de-assovio em pleno dia Mt; di- versos individuos e entre outros Manoel Matheus; Hoje houve serio conflicto entre o prefeito e q officiai de: justiça sr. Antonio Barroso den- tro da Prefeitura, sahindo fe- rido o administrador do vurro; que pretendeu apartar os con- tendores. Reina aqui verdadeira anzr- chia administrativa. (a) Wil- son Noronha, Raymundo Ribei- ro e Democrito, Noronha, A expressão do Guarany em ma (Autor do livro “Carlos Gomes, sun um apparelho receptor das influens cias raciaes a que elle obedece. Por isso é que o «Guarany», ao poder dos seus sons ora maviosos e moigos, era impetuosos o selvagens, nos faz lembrar o gorgeio das aves no explendor das nogtas florestas magnificas, as nossas tribus, as nos- gas cidaides e o nosão povo. Na gran- deza de suas notas magistraes encon: ! tramos a significação mais bella dos sonhos e aspirações, anseios e exhus berancias que ha na alma lyrica dos brasiloiros! » Carlos Gomes, como jk disse úm illústro crítico musical, amscultos a Pod: ictor-secreta rio—SANTAN NA M AR QUER em me e em em O facto é tanto mais grave | Rocha, que longe de reprimir para averiguar uma queixa que amam | fomentou o attentado. ' no processo da carta testemuahavel Hontem mesmo ampetrei mandado e directamente Côrto ja distribuido na morador. Eta foi a informação | COMDArecer na casa de x da, por varios apia-) "da Guyanna à. França a Ip É ca das bancadas do Pará, e Dbi Rss Ea cc End. Teleg. E dora ARA » O dr. José Malcher acaba de conquistar uma grande victoria para o seu governo, conseguin- do que os serviços de navegação da Amazon River não soffres- sem solução de continuidade. | Nesse sentido, s. exc. não poupou esforços, trabalhando | ra um grande numero de ma activamente junto às altas auto- | timos, ameaçados que estavam a deter uçd Perdi da S da Republica . ea nossa !de perder sua subsistencia. plena selva! representação federal pars para a ; manutenção daqueles serviços, Graças á bôa vontade do che- fe do Estado, que encarou seria- mente o problema, a Amazon Ri-. ver continuará sua navegação, o que é motivo de satisfação Rê | ] 4 4 sr. Logo que viu o pobre homem, localidade, o commissario Mario | que o tinha mandado chamar | (Continua na 4a pagina) A” tarde de honiem esteve ua redacção do O ESTADO o la- vrador Domiciano -que nos veiu | “O caso occorreu no dia 4 do corrente, -ás 5 horas.da tarde, na residencia do individuo Fran. cisco Panamá de Mello, tambeni. 1) Á”quelle dia, Docas rece- tbeu, pouco antes intimação do commissario Mario Rocha para co, no. rio Tauá: > Alli chegando, já enc aquella autoridade policial par | lestrando, com Panema ea sua esposa. as ceremonias commemorativas. desse * MExelusividade da I. BR (para O ES! ESTADO DO PARA) Pts maravilhosa de Marconi DOLL CHOGSHS yo Poucos mezes anitos de morrer Hiran Maxin, o famoso inventor das “fmetralhadoras, fabricou um apparelho para evitar encontro de navios na escuridão ou em nevoeiros ba seando-se para Isso, nas observações a que procedeu sobre 0» norcegos, que possuem orgãos de empire es- " peclaes que lhes permittem ter a sensação á distancia. A” primeira vista pa-ece dectituids do fundamento essa novidade. mas O facto é que - esses animaes savein gular=se perfeitamente e | nas trevas mais profundas, em virtude de um sentido que possuem e que falta aos homens. Esse sentido está localizado, medi a n t e uma serie de filamentos nervosos ao longo das azas e permitto-ihes sentir, de lon g e, as menores vibrações produzidas pelo choque de ar entra qualquer obstaculo. Fol baseando-se nesse mesmo. principio. que o inventor da metraihadora construiu seu arelho: Esse apparelho, não < bstante a sua feição technica não deu todos os" resultce Gs que delle se espe: Por essa razão Tol que Marconi continuou seus estudos sobre as ondas curtas chegando « obter os resultados k de que, ha bem pouc> tempo, tivemos Notis clas, lilustre sabio italiano ) permittirom airigir com sula. Aju a camara às commando completamente envolta em lonas ex curas para lmpedir que o piloto pudesse ver, esse navegou a 27 nós ho- rarios passando entre duas bolas collocadus à distancia Ge 100 metros. A velocidade de 27 nós é a velocidade normal dos grandes transatlanti- ER na av. Ge Ri) entro São Coube, assim, humanidade isto é perando todos os per E y) a Marconi, a re.--zação de |rais um dos sonhos da ler dirigir-se no meio das trevas mais intensas Sue E” que elle nos arrebata com a sua indiscriptivel symphonia e nos re. porta ao Brasil do passado, ao Bra: sil primitivo, acclarando-nos todavia, o Brasil do presente, projectundo em nós um grande amor pelo Brísil do futuro! W 14 de Ma Deodoro e * Mesmo os velicu HERMES VIEIRA arto e sua obra”) floresta virgem e os rios magestosos, mediu ais montanhas culminantes, mi rou a vastidão azul dos horizontes, e, senhor de todos os segrevos e marar vilhas desta exhuberanto natureza, della se fez o interprete, à voz, o can- to, ora traduzindo a poesia dulcissi | ma de nossas raysagens banhadas de luar, povoadas de idylios, ora inspis xado nos aspectos da vida selvagem, embocando a tuba épica por onde vis bram as notas desso poema musical do «Guarany>. Qual é o brasileiro que owvindo o «Guarany», não sento em si a exalta ção do sentimento patrio? Ouvindo a sua protophonia, sontis | devem parar mos penetrar o coração do Bra sil. Temos, realmente, a impressão de q me conhecidos. ' as verdejantes, virgens e tenebrosa : Esta recomm | mattas dos nossos sertões bravios sa erguem colossaes ante os olhos | ta para. evitar, | lumbrades do nosso espirito! Temos a certeza, por assim dizer, da exis- À desagradaveis. 3 tencia do Brasil! Wahi sentirmos, quando o ouvimos, palpitar em nós, num lampojo de fes | severás | lichlade, a esperança de que apparo- | ça amanhã um continuador deste atí ésigo), e mente obsE hoje inimitaval artista, para mais vs ma grandeza nocea é sua gloria, A me
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