O Estado do Pará 27 de Dezembro de 1935
O ESTADO DO PARA” — Sexta-feira, 27 de Dezembro de 1935- Dom Antonio de Almeida Lustosa |Utimo foco à UM) pes aos seus archidiocesanos Alem ao dessa Jos “que (Continuação) Parochos qué contracto civil, prohibição, ordonam so Lu não consinta tia, con Embora já se passassem alguns an- | nos, ainda esta suppressão de impedi-| vil ma sacri “mentos não ficou bem conhecida. Aim-) do altar praparado 4 da continuam à chamar-se compadres e | religioso. comadres os padrinhos da creançã que Já se so baptisa é os paes della entre si. A [6 mau assistir ás formalidades de designação nesse caso já 6 arelinica.. O | contracto honesto; mas grande é o in- “compadresco” não existe mais no sen. | conveniente da confusão que se daria, tido antigo. em mais de um espirito, do valor social E bom seria que com a denominação | de um e o sacramental de outro contrac o casamento sabe que intrinsecamente não um Justificações do baptismo dos nubens tes (si não apresentaram dertidão). —Certidão do baptismo que fôr a- presentada —Certidão de ehrisma incomodo). —Certidão do obito (si os nubentes ou algum delles fôr viuvo). Diqpensas de impedimentos . Pormissão do responsavel (si os nu- bentes forem menores). — Delegado do Ordinario ou do Pa- (sem grave e o parentesco desapparecesse a intimi- | to. Tem-se alguma vez maidosamente | rocho ou do Coadjutor que tenha dele- dade quo este originavu com frequen- | insinuado quo. o contracto civil substi-| pação geral. (Para o caso em que o ce cia. Aproveitamos q enssjo para repro. “tuo o religioso — mais um motivo pa-| Ibrante não fosse o Ordinário, ou o var o costume de multiplicar “padri- | ra despir sempre m: vis o contracto civil] Parocho ou o: Cond jutor) + E nhos* e “afilhados” com convenções [do suas somelhanças exteriores com o —Certilão do contracto civil (para que só servem para estabelecer Era é da Igreja. Bi e o caso em que se precise fazer o casa- intimidade muitas META preju pesa Os Reymos. Vigarios cmpregarão to-| manto (1 pois do contracto civil. Inventaram-so “púdrinhos” e “afilha-] dos os meios que lhes suggerir a cari. Licença pára a celebração do casa dos” de “tonsagração” é ERG APAnEoA dado para impedirem-as uniões apenas | ni PE dat S E r na é ç ti a e “afilhados”: do) : “fogueiras de- São | civis. As boas relações com as autori- E ; Ed ae e em olitorio particu- “ s ass € . . João”. Conservemos sem profanar a a-| dades encarregadas do contracto xávil, TO t 1 bento uand copção de “padrinho” e “afilhado” ex. | podem favorecer a regularização chris- E To E Aa SA Na antes ai (quándo clusivamente para v caso da adminis- | tã dos contractos Pa deles fôr acaltholico). fração Ea Sasrasigitos da Igreja o So não lhes fôr possivel prevenir o ERR ata da ailebração do casamento muitos inconvenientes se cvitarão, mal, empónhem todos os esforços por | º!BiOSO. — Licença do Parocho competente sanal-o, caso ni parochia haja casaes irregulares perante a Igreja. As pes- soas dadas ao exercicio da caridade, compenetrem-se de que uma das mais bellas emprezas, que possamos levar a “cabo para à gloria de Deus, é impedir Os cor samentos civis que exeluam o re- ligioso ou — na impossibilidade de os evitar o empenho em cbristianizar 08 Jares mial constituidos. Xe x OS :MENORES — Dos 18 annos em deante, si forem “homens, e dos 16, si forem mulheres, permitte a lei que so casem mesmo que sejam menores, isto é, de menos de 21:apnos, si houver com» sentimento do pac on tutor. Exijum en. tão os Revmos. Vigarios esse cinsen- timento, por escripto, afim do se evi- taremy inconvenientes mais tarde. Apce- zar de que o homem desde os 16 annos e-a mulher 'desdo os 14 possam valida- mente contrahir o matrimonio (can. 1067), uma voz que-nossa lei civil pres. creve mais idade para o contracto civil vumpro esperar que attinjam á idade civilmente lêgal afim de se tornarem uabeis para ambos os conttactos,. Para casos excepcionaes si não houver con- tracto civil, recorram a nós, *ºX O TEMPO — O matrirúniv pode contrahir-so em quaiquer dia do anno (can. 1108 5 1) e «m qualquer hora do dia; mesmo no Advento e na Quaresma é permittido o Malrinonio. No dia o temipo chamado legal é do nascer ao pôr do sol. O desejavel é que o casatncuto usja manhã afim do que 08 esposos assistam 4 missa “pro aponsis” quando permittida, como diremos adeante. Si nessa missa 03 novos cfposos pro- EM FACE DA. EGREJA — Sempre curam receber u Divina Euelkristia a. se interessou à Egreja pela organização fim de que mais prefisa desça 3 benção clristã do lar'como já dissemos.e re- do cio sobro a nova phaso de vida petimos. Nem outro podia ter sido o | AU2 emcetani, sobre o Jar que iniciam proceder de uma carinhosa mãe a quem — dignos são do todo o encomio. vivamente interessa o bom de cada fi- Nelles seo verlfia ao pé da letra lho em“particular. o que requer o Alpostolo S. Paulo que Da mais remota antiguidade cristã, | só aidmitte o casamento “mo Senhor. Os chegam-nos vozes a testifitar eloquen-, Qus collocam o inicio da nova vida sob temente o empenho com quo ella inter- | às bençãos da Eucharistia dalli attin- vinha nos esponsaes e abençoava os| girão as energias que demenla a vida. cônjuges... conjugal. O' Deus que já conhece in- Santo, Ambrosio no IV seculo, e an-| teira a historia das provações que tal- tes delle Tortuliano, do II seculo, e ain.! vez se iniciam impercoptiveis naquele da antes, S. Tgnacio Martyr, do 1º se- | momento, só Elle póde preparar o con- edlo do christianismo, nos refere o cos-| forto c a paz que esse cásal buscará tume já existente entre os christãos de | mais tarde. Bem prudentes são pois, 08 eclebrarem suas nupcias com a benção que plantam mo mesmo dia das mupeias do sacerdote. Contra os casamentos a-|p arvore bemiita da resiomação á sims busivamente realizados sus interven- bra da Eucharistia: colherão mais tarde ção eeclesiastica, .-apparecem: seguida. | ritos dos seus TAMOS. mente as prohibições, a principio par- ticulares, mais tarde nos concilios regio. x e x naes, até que Innocencio III, no Quarto Concilio de Latrão, de modo geral, do- clara a iliceidade de tacs casamentos. Entretanto esses casamentos chama-, Fa BENÇÃO NUPCIAL — A Igreja tem para os que so casam uma “benção” : | propria que se dá durante a missa. Ss. DM " "sem a pu ' a dos clandestinos, isto é,-sel publici- | dás mis ju “pro sponsis” 6 tamoem icral pela intervenção da Egro. à E RPE NSÃeS dado official pe EVenção dá SBTO-, particular c gosa do varios privilegios. ja, conservavam seu valor, pois tinham. pis Dritas nã Í o Adi sido declarados illicitos, mas não nul- 080 0 A Do BE Renan? SS na [Es casamento a missa “pro sponsis”, Finalmente o Concilio Tridentino pe. bas razões liturgicas, então reza-se q 10 decreto “Tametsi” (soss. 44, c. Mede! missa do calm dario com à oração “pro Vepensis” e dá-se-lhes a benção proprie r. m.) declarou-lhes a nullidado e (1) Ai ferra tão para o futuro nos seguintes termos: Na Missa do dia de Finados não se dá | esta “'banção” “Os que tentarem contrahir matrimo- nio sem a presença do parocho ou de outro sacerdote, autorizado pelo mesmo parochg ou pelo ordinario, e sem a pre. sença de duas ou tres testemunhas, o santo sinodo os torna inhabeis para as. sim. contrahirem e decreta serem irri-- tos e nullo taes. contractos. como pelo presento decreto os torna irritos e 03 annulla”. Esse decreto “Tametsi” devia ser publicado em cada uma das parechias, mas em algumas o não foi. O parocho competente para agsistir ao contracto matrimonial era só o “proprio”. Estas duas particularidades deram origem a duvidas sobre o valor de alguns wasa- mentos. As determinações de decreto “Ne Temerc” fizeram desapparecer a- quelles inconvenientes, * Este novo decreto é de 2 de Agosto do 1907 e começou a vigorar a 19 de Abril de 1908. O novo Codigo do Di reito Canonico adoptou, quasi inalte- rada, a mesma loi do “Ne Temere”, (1) * ox Mesmo no -Aldvento e na Quaresma podemos permittir, havendo causa justa e salvas as leis liturgicas, o “benção nupcial”, feita a recommendação -aos noivos de evitaram demasiada pompa (C. 1108 $ 3). Aos nossos Revmos. Vigarios conce- Uemos a faculdade de dar a “benção nupcial” fôra da missa (em virtude de uma faculdade especial que perdura até 1033) afim de que tolos os que se ca- tam recebam tão grande favor. (Elmipre- guesse a formula que se acha no apen- dice do Ritual Romano ou no fim da “Folhimha” das Dioceszs do Brasil. U- ma viuva que se case, si já Tecebeu es- ta benção tmpeial no primeiro matri- tnonio, são a receberá no segundo (1). E RdES O LOGAR — Devo ser celebrado o casamento na Matriz. O Rovmo. Viga- rio póde, poróm, permittir que se rea- lize em ottra Igreja provisionada quo não seja de seminario on da rdligicsas. Para se eslebror em ornkorio particular uu em casa, o Ordinario póde dar pers miasão em casos es specines, havendo cau- so justa e razoavol. Quando se trata de casamento entre katholico e acatholico, em geral deve Kelsbrar-se o casimento fóra da Igre- Ja (Cam. 1109) e sem as sagradas cere- mionias (can. 1102 $ 2). Para casos excopcionaes recorra-se ao Orlinario. XX ARCHIVO — Os documentos relati- vos ao contracto matrimonial reglizado, Uevem ficar cuidadosamente arehivados ua parochia, para ulteriores e possiveis mecessidades quo se advinham facilmens to. l N Quando o casamento é perfeitamente mormal os documentos a archívar podem reduzir-so aos seguintes: Certidão dos proclamas corridos. —Oertidão do baptismo dos nulbientes (a não sor que tenham sido baptizados BEGUE-SE que não ha casamento vakido entre christãos latinos senão q que so faz pelas “normas da Tgroja. O, que quer dizer — todos os baptisados na Tgreja Latina que quizerem recober o sacramento do matrimonio ou — q que é o mesmo — quizerem validamen. to «casar-se, hão de realizarso contracto matrimonial na presença do parocho do logar, ou"de um sacerdote por elle dela. |- gado, e ma presença tambem de duas tostemunhas ao menos.. Ia dois casos + de excepção para os quaes o Novo Co- dido dã morhas respeciger (e, “1098, 1099). Para os clristãos orientaes a T., greja aipprova outra forma de celobra- ção de casamento. “Que lamentavel ignorancia, portan- to, a dos que se contentam apenas com , o impropriamente denominado “casa- mento”: cavil!: Mero contracto ou ajus- te commercial, nem de longe se podo confundir com o matrimonio instituído por Deus no iparaiso terrestre é elevado | va parochia em que casam) , por Jesus Christo 4 dignidade de sacra. — Certidão de Chrísma sem greve im- mento (1) commodo (cam, 1021 4 23, Não ha, repetimos verdadeiro con- tructo matrimonial sem sacramento e a6 a Igreja tem poderes para adminis- trar sacramentos e legislar sobre elles. O contracto civil é necessario, como | « diromos abaixo; mas, com exclusão do + religioso, só nulla e criminosamente po. de unir os contraentes, Léê-se na Pastoral Collectiva: “438. A nós declaramos reservado o yeccado que commettem os paes que doixam seus filhos casar só civilmente, emquanto não se esforcarem seriamen- te para que elles Jegitimem. porante q Igreja, sua pecaminiosa união", “440, Peccam gravemente as tea munhas e mais pessoas auo assistem Gs ecremonias civis, quando sabem que não se rentizará o casamento perante à Teria ete” + E frizando a necessidade de se evitar & confusão entre o verdadeiro casamen, to o o contracto civil, probibom os. cx. mos. Bispos na mesma Pastoral Collec- tiva (457) que os Parochos.e Goadju. tores ou outros sacordotes tomem par- te ou sirvam de testemunhas no acto lo —wita da cel bifação do casamento (2) Us Quando o casamento é anormal, com dispensa de impedim ntos, decumentos communs, o mumero dos “do- cumentos para o archivo varia. Podem ser, por exemplo, os seguintes; —ertidão dos proclamas corridos. — Dispensa dos proclamas de outras parochais (quando os nubentes ou um delles tove domicilio ou quasi domicilio noutras parochias) . — Instrumento (si um mubonto outra diocese), is sto é o 6 do (1) Para as viuvas que já receberam n benção nas primeiras mupeins ha ora- cões proprios (V. Past. Coll. pag - 659) (2) O Livro Parochinl dos Bnptismos quo encerra “actas” ou “termos” dos Dbajitismos bem como os outros li- Yros que devem ser em duplicata (cam s7 4 3º) não devem a Imibtir datas com algarismos, nem abreviaturas, mem ma- euras, as | | 4 ] quamdo o casamento se faz noutna pa- rcchia pelo respectivo parocho. Por via de regra é o parocho da noiva o compe- tente; havendo, porém, motivo justo o do noivo póde ser o celebrante (cam. 1097 $ 20) e esto não é obrigado a (pe- dir licença. Outro Parocho que sem Ji- cmqr celebrar o casamento na propria yarochia deve enviar os emolumentos qo Parocho competente. Esto Parocho competente é o da parochia em que a noiva (ou o noivo, em casos particula- res havendo causa justa) tem: domilicie lio ou ão menos um mez de residencia. Não confundir licença com delegação. O Parocho na propria parochia não pre- cisa de delegação, mas pód> precisar de licença. | : Esta lista de documentos póde variar muito. | Nos casos de castimento de rito mix- to em que ha leis especiales, bem como em se-tratanido de vagas e |peregrimos pode haver necessidade” de documentos tambem especiates. Si algum dos esposos tiver sido ba- ptizado em outra parochia que não à do casamento, é necessario enviar-se a remmunieação do casamento para a de- vido registo no livro do homtismo dese sa outra parochi (cam. 1103 6 De E EMOLUMENTOS — Da melhor von: tade devem os fieis contribuir com as taxas devidas para o culto religioso. Antigamente eram determinadas &s con- tribuções dos dizimos e primícias e sem elas: não .teria sido possivel manter-se a decencia do culto. Hoje as esmolas) e taxas com quiz contribuimos para 08 actos religiosos e obras da Igreja su- prem às doações antigas. As contribui- ções se destinavam a fins diversos pars , te para obras parochiaes o diocesanas, parte para obras de caraclir geral em Peneficio da Igreja univensal. Os mi- mistros sigrados, o pessoal da adaninis- tração, seuretarids - amanuenses, todos..| emfim que consagram sou tempo e acti- vidade ao culto divino, «o govemo da Igreja devem naturalmente encontrar os meios do subsistencia onde trabalham . Cumpre sustental-os. Além disso as 0- pras q iniciativas pias, as edificações, alfaias, objectos do culto — tudo que é imdispensavel para os 2ctos religicsos e administrativos da Igreja, exige gram- des dispendios. Cs emolumentos, taxas o esmolas, são uma necessidade, pois, para conservação e desenvolvimento de nossa Santa Religião. Quando se recebe uma esmola, por exemplo, para à dispisns sa de um impedimento, essa pequena im- portancia divide-se em tres partes: uma se destina á Santa Sé qua deve susten- tar innumeras obrbs ao interesse geral da Religião; outra se destina ao Semi- nario que o Brasil mantem em Roma para a formação de sacanlotes brasilci- J conhecido herúe Mais este pequeno trôco que seru O ULNUO “0 bravo mitar 4” veneno José alves de DOUsSU aZ6VEIO. U Disd se ImLaL Dá resposta com que me Lourou pela <rou do Noxçer qe Z&, a proposito das linhas que fiz inse- ru DO U LSLAVO LU rAaNXA” de 16 do corrente, em detesa da memos ria ultrajada de meu pae, taliecido ba mais de vinte annos, usou de uma escapatoria pouco digna de um ho- mem que tem por costume concias mar peiu imprensa, a rutar de tam- bores e toques de corneta, a propos sito de tudo, e sem praposito nen- hum, à rectidão de uma consciencia que é o reflexo de virtudes moraes, das quaes só o sr. tenente Azevedo é beneficiario., [Ri (6) cebeu, sahi, nem o 1) amd 1 Md tenente José Alves bem pers porque sabe lêr, que eu não sahiria da obscuridade oo em que tenho orgulho de viver des. j conhecido, para contraditar as affir- mativas, justas ou injustas, contidas no libello urdido contra os adminis tradores de minha terra. Desta afas- tado ha longos annos, e sem interfe. rencia na politica local, como decla: rei, à mim pouco me importa o juizo que porventura se faça sobre os ho» mens que a governam ., O meu gesto, como filho, teve ex= clusivamente por fim fazer sentir a um homem que eu reputava digno, pelas attitudes por elle assumidas na imprensa, a indelicadeza, para não dizer irreverencia, com que se refe riu à um moto que não conhecêra.. Lisperava que o 2” tenente »ousa, se fosse um homem de consciencia, viesse nobremente confessar que fôs ra illudido na sua bôa fé, servindo assim, irrefloctidamente, de éco à. | sentimentos extranhos.Nãio o quiz fa- | ros; outra é arplicada como auxilio ás * despezas da Camara Ecclesiastica, da Archidicceso. Convem ainda notar que as taxas se exigem tambem com o de penitençia por alguma integularidade. E” uma mul- ta miuito medicinal contra abusos, que facilmente se introduziram. Assim quan, do se preteúlo precipitar um casamiens te pedindo-se para isso dispensa de pro- clamas, a taxy 6 uma bagna admoes- tação da Igreja que apenas tolera aquel- la irregularidade. Quando se que: o casamento em casa, u taxa está a significar que o acto re- ligioso devia sor na Igreja (cam. 1109 $ 1º). Quando se solicita a dispensa de um impedimento, a taxa foz sentir que, a contragosto, mas apenas para e- vitar maiores males, a Jligreja condes» cenide, Os actos civis são geralmente muito mais dispendiosos, que sirvam para a regularização dos bens matrimoniaes, quer sejam necessarios para questões bereditarias, etc. Entretanto não se ou- vem fantasy difficuldaes e queixas n3, remuntração delles, como no gratifica- ção dos serviços do culto, Uma fé mais viva fazendo-nos apreciar melhor os Lens esivituaes que a Keligião regula- riza o convencendo-nos “dy necessidade de fornecer à Igrejn os meios materiaes afim de que ela continue a dispensar- nos seus inmumeros q inilispensaveis be» noficios, far-nosia julgar a contribui- ção pecuniaria, que nos é pedida, imuito levo H Quem sabe perfeitamento que um pa úro não tem ordenado do governo, que não so póde dar ao commercio ou à ou- tro trabalho para tar meios de vida, que, entretamto, ello deve vestir-se, alimens tar-se adyuirir livros para estudar, con- para obras de caridade, viajar, amto, lhe recusa as gratifi pretende que o pa- ainda que sustentar em correr etc. e, entriet ao ministerio, de ar. Reflicta-se cações dro viva cello muitas vezes tem paes a todo o direito pensará para e que com de pequeno peeulo os ou da imynlidez. proverso dias da velhico 4 cola de Belem de ho- Tá exameis do Na estação sericicola Belem, Je 48 8. curso technico desse ] 1 Exames na Estação Serici- 30 da manhã havi departamento, pro- I Raymundo Pinheiro, di. agronomico sidisido o dr. rector do ensino vadores dr. Carlos Damous | Í Vicente de 84 Rangel | zero 2º tenente Azevedo. Quero, por rém, ser justo com sua senhoria: transluz no-seu artigo o esplendor dessa intenção, mas.o seu amor pros prio recalcou para o fundo esse gri- to de sinceridade, que seria a revex lução de um carieter. Assim é que o tenente interpella;: : —<«Mostre me, senhor professor, on. de achou uma palavra de oflfensa no meu artigo, contra seu progenitor ?» Ou o tenente é desmemoriado, ou desconhece a significação exacta das expressões de que faz uso. Vou refrescar-lhe a memoria,trans» crevendo o passo que deu motivo á minha desaftronta, para que o publi- co, que talvez não o tenha lido, nos julgue com imparcialidade. Eilo: «-Governou a (a cidade de São Caetano), dizem, 14 amnos, um senhor João Santos, conhecido por Jacaré do Salgado, que diúrante esse longo tempo nada fez de util em a veito do logar?., : ; Mas, ao que parece, 6 doranbeoRd tenente adopta a estrategia do mor- cego, nas suas arremettidas: fére, e abana, para que a victima não se a: perceba da violencia do golpe. Apreciemos agora, apenas para il- lustrar esta ligeira observação psy- chologica, o sentimento de justiça que anima o espirito do rabioso te. nente, tola vez que elle, por falta, talvez, de occupação mais proveito. sa, se tira dos seus cuidados, si os | tem, para investir impavidamento: contra: homens e coisas, tal como o outro contra moinhos de vento. Das aceusações assacadas contra todos os administradores do municis |- pio de São Caetano, vivos e mortos, elle resalva apenas o sr. Firmo Go.| dinho, <o unico que mostrou desejar trabalhar para -o seu melhoramento, | isto mesmo por tres vezes, porque intrigas politicas o incompatibiliza- ram com o sr. Barata, que o retirou do municipão>., . FR ei RAM Curioso seria conhecer o juizo do tenente sobre o sr. Godinho, si este - não tivesse perdido a confiança do Major, e permanecesse, até. agora, a «mostrar desejos? de trabalhar pe. lc melhoramento do municipio... Mas, quem póde affirmar ao sr. 2º temen: te que os outros administradores não alimentaram os mesmos desejos?... Talvez fossem, como o sr. Godinho, homens bem intencionados. E” bem venlade que de boas intenções — é da sabedoria popular — o iniferno está cheio, e de portas sempre aber tas para recebel-as;menas as do bra= vc militar, que não acredita nessa frioleira, como bom. espirita que pas rece ser, tanto que conseguiu encai- xar no seu artigo, com proposito que minha ignenancia não conseguiu per» o espirito de Camillo rion. Pa Convideme o sr. tenente José Al fazer uma visita ao meu tor» rão natal, Acceito e agradeço a gens tileza do convite, mas opponho uma Vou pleitear, perante os a permanencia, | Flama EE ceber, ves a condição. meus conterraneos, no governo de nossa Lerra, do insigne remodelador de cidades e costumes. Só assim, dadas as excelsas qualida- des e ns magntficas intenções do des temido 2º tenente, veremos São Caes tâno resurgir de sob as ruinas que actwslmante o senultam., Terminado, então, à seu veriodo ndministrativo e cumnrão fielmens te o seu erandioso e natriotico pros « eramma. Já estarei, entre os meus conterransos, nara envolvelo num erondo abraco de reconhecimento, e niudar a msoclamar a henemerencia de tão omerito nrbanista. Mas, decorrido, nente neste reparo diz «ruinas»,diz prosperidades passas 2º tos attente o sr innocente: quem o exami-| das, florescimentos extinetos, dias de fartura o felicidade, o que desmente, de alguma forma, o juizo anticulado “torrão abençoado. Ee pa A voz infernal do Vesuvio “con CLUSAO DA 1.9 PAGINA Uma o oppozese aos desc- jos dos excuraionistas: como collocar os cabos de todo o compucado apparelha- mento radiotelephonico, sobre a parte de lava candento Esse obstaculo, no emtanto foi ven- cido, construindo-se um verdadeiro ca- minho do pedras, sobre o qual foram extendidos os cabos, numa distancia de cerca de um kilometro. E, assim, conseguiu-se estabelecer lis gação entre a cratera principal do Ve- suvio e a estação do uerrocarril runi- eular. Nesse ponto, foram conjugadas as communicações com a rêdeelcopth * nica que se extende até Napoles, até a estação radio diffusora que aii runceio- na e, dahi, com todas as estações de on das longas o curtas do mundo. Os microphones foram distribuidos do tal forma que todos os ruidos das erup- ções pudessem ser registadas. Poderiam, dessa” forma, tfamto os “speakers?” como os radio-owvintes “con- versar” com o Vesúvio, em plena acti- vidade. Cs di ideia) Tudo correu em perfeita ordem, eme quanto se fazia a montagem dos micros pbones e a installação dos cabos. A” medida que se chegava ao fim do tra- balho, no entanto os ruidos subterra- neos se intensificaram para terminar em uma erupção que abriu duas novas boccas, nem bem os “speakers” come- cavam a falar diante dos micropho- nes.; Moo pila] dll: A isto se succedeu formidavel chuva de cinza candente, que obrigou 08 ope- radores a tomar sérias precauções. Uma das erupções tragou um dos microphos nes, fundindo-o em aijzuns minutos e lo- go a seguir obrigou os iutrepidos repor- teres a fugirem, pois o calor insuppor- tavel e as uuvems de fumo e de cinza tornavam irrespiravel a atmosphera. O Vesuvio, reddbrou sua actividade precisamente nos dias em que os repor- teres tinham penetrado em suas entrar rhas. E isso veio fortalecer velhas cre- unças dos habitantes dos arredores, uma das quaes refere que, no interior do vul- cão, está a fornalha da-terra, onde pro- segue em seu trabalho o deus mytholo- gico Vulcano, . De uma certo. forma a radiotelegra- plhia ocenpa justamente o outro extremo da codcia “iniciada. por Vulcano, que symíboliza o genio industrial da bumani- dade. ot has, Poderiamos, pois acerescentar que á visita de seus bisnetos, Vulcano quiz manifestar sua alegria, encontrando mo- tivos para uma festa familiar... Mas, os “vumprimentos” do velho deus foram de tal natureza, que os “espea- * Kers” tivcram de collecar-se a salvo de suas possiveis consequencias. a e, Chefe politico que | desapparece A familia maracanaense sofreu, ha poucos dias, rude golpe. Fulleceu alli, quasi subitamente, o coronel Bertholio Climaco da Costa, figura tradicionul e |, muito estimada, homem de rija “empe. ra de caracter, cujos: exemplos de .hor= radez e lealdade ficarão como um pa; drão de orgulho para os abc dasiyfile - Chefe politico de prssdgio: Nicaliétaia é vel, era um comipetidi:r respeitado O CX tremiado amigo de sua, terra nuittal, a ella Jamais negando o“concurso de-sua in, telligencia Jucida. Eeus proprios adver. sarios, nesta hora de magua e de vetm peito em que arrefecem as paixões ter=| renas, tenho certeza que lhe não nem garão justiça aos predicados moraes. Nenhum filho da linida região do salgam do, por mais intransigente político que seja, escurecerá-o valor do estimado aDme clão que a morte acaba de arrebatar da + existencia material. O “coronel Bertholdo costa era ho mem de vida recatada, de mimelras clim cumapectas mas sem presumipções, Jotar do de ciptima instrução e se fizera uma figura representativa na sociedade de sua terra, onde todos o acatavam e To, nieavam de elevado apreço. Como chefe politico habituado ás luctas, a sua Pas lavra era ouvida com convicção e fé. Fra amado pelzs correligionarios e res, peltado pelos que se collooevam no ter. reno das crenças contrarias às suas, 05 quaes jamais deixaram de lhe reconhece. cer os meritos pessoaes. A casa do:coronel Bertholdo. Custa, na plttoresca práia do Itacoam, era bem um aprazivel retiro, onde faziam ponto diarlamente os amigos, os Cgi pon rios, os parentes e os seus innumeros protegidos, que alí, ultimamente, o iam distrair das agruras de sua honrada yiu= vez. Com a morte do coronel Bertholdo Costa, Maracanã perde um fllho dile- cto, que soube honrar e dignificar a. quelle longinquo pedaço de sólo para. ense. i he Que os seus amigos e os maracanaens ses em geral, numa tregua verdadeira mente christã, esquecendo, por acaso, queixas ou palxões partidarias elevem a Deus uma prece sincera pela tran= quilidode de seu espírito. | Lindolpho Mesquita | eo e ee O annuncio é uma «despesa ger ral» como o empregado o o teler pyuone. Annuncias neste jornal, o mais lido em toda a Amazonia. por sua senhoria sobro as administras coes anteriores á sua. E para concluir: — Não são de glo rias as tradições de minha familia. Essas, as glorias, pertencem, de facto e de direito, ao vuloroso militar, que as tem colhido temerariamente nas famosas façanhas imeruentas em quo se tem empenhado. E só. Retorno humildemente á obse curidade da minha modesta: profissão de mestre escola, onde ha quefazeres. Durma o sr. 2º tenente José Alves de Sousa Azevedo sobre as glorias conquistadas com a espada que não se sabe si algum dia já fôra desembai- nhada em defesa da Patria, que lh'a confiára, e com a penma, que um des- conhecido professor primário lhe ens sinou a manejar, e que sua senhoria está transformando agora em bro cha de pixar lánides mortuariass. Belem 2/9395. e” , João Rodrigues dos Santos O sr. Francisco de Oliveira Guaraná Eimões, comhecido industrial, celebra, nc dia de hoje, o anniversario natalício de sua esposa, senhora Izaura de Olivei- ra Simões, X Decorre, hoje, o n Milton, filho do sr. neida, antigo euxiliar da administração deste jornal, e sua esposa, dona, Celina Bentes Sá de Almeida. af * Passa nesta data o anniversario natas licio da senhora Zilda- do Miranda Car- neiro, esposa do dr. Indalescio: Pranto Carneiro, juiz de direito no interior do Estado. RR Rh | ue do menino ” st 1 | Ea natalicio a senhorita Renée Coelho dos Eantos, filha do sr. Pedro dos Santos, nuxilior do commercio, e sua extincta «sposa, dona. Maria Coclho dos Rantosr * O sr. Victor Alves de Menezes. auxi- liar do commercio, celebra, hoje, “o ;ma- talicio de sua esposa, ima Menezes. Faz annos neste dia o joven José Mar- tins Rodrigues, alunno do Externato. Barroso, filho do sr. Waldemar Beutes Rodrigues, funecionario da.- Policia Ci gs mista ds -Deflue, neste dia, o natalício: da. me . F, Dantas e sua esposa, dona Soares Dantas. vma REGISTAM-SE HOJE MAIS. os. SEGUINTE E ato DAS. ORAS: Nilza Machúdo Bittencourt, esposa, do sr. Joaquim Bittencourt. —Euphrosina Moraes, Pç Me sr. Manoel Moraes: DAS SENHORITAS: * é Fernanda Trapa, filha do extinto sr. Arualdo Trapa. — Guiomar Pinto Nogueira, ilha do sr. Sebastião Correa Nogu: OEUPiTAr | ' - DOS SENHORES: TA João Alves Evangelista. . 7 ' — José de. Moraes Pragosó, commere, cianto. » João Marques dos Santos; guarda livros. Eras AA “DAS MENINAS: RPRUR “Lya “da Conceição, aii do: sr; “João A. da Sifva Costa. “—Lueymar, filha do: sr. “Raym Ferreira. ““ Camota, filha do sr. Pedro G de Albuquerque, mestre" das lam Alfandega neste Estado. “ À. “Calavras sinceras de vm magistrado - x “Ao encerrar “ontem a oie da” 1a: “vara; a ultima do ansio a findar; o. frio Raul Braga, diegro juiz «da. mes-, Y ma, após a publicação de despacha e- smtenças, dirigiu a ralavra aos seus escrivães c advogudos. presentes. ; Começou :s. s.- dizendo: que por força «lo rodizio estabelecido na: magistratu- ra; ia deixar com saudades aquella. va- D ra, que vinha superintend ES dedo o). princípio do-anso. Levavia, porém, cansigo a convicção de sa haver conduzido maquellas fun- cções com lisura e honestidade, acau- | telando os intercsios da justiçace rts- peitamdo os direitos alheios. Mas, Eº por acaso, desgostara alguem. fóra pro- curando cumprir a lei sa sua magnito- de o in“ranquillidade, como tambem ce comjmettera erros, fôra cs proprios de contingencia humana. Orgulhava-se, tambem, o não ora por vaidade que vroclamavas de ter sido na 1a vara, tão assoborbada de serviços, um magistrado assiduo. cumpridor dra sous “deveres, que ade)tara como nor. ma ser o priussiro a êntrar na fórma e o ultimo a retirar-se. Ta-servir agora «1 24 Voma e “mado dios mesmos perava merecer de *cdos o miesmo con- curso - que sempre que-tanto necessito Dara cumprir e fa- zer cumprir a Jei. “ come A pe me e Exportação de mercadorias para o estrangeiro O da Alfandega Te commendou uos chefes dus la ce Ta se- | eções e guarda-mór que observem « Ta- çam observar, rigorosamento, as exi-| gencias fiscaos constantes do capitulo VI, secções L e Il. da Nova Consolida-, ção das Leis das Alfalndogas. rolati. ; vamente á export o dos gemeros O ob. jectos sujuitos ou são a direitos de exe portag ão para mercado ou pniz estran- geiro, uma vez que cabe á administra- ção da mesma Alfandega conhecer à sr inspeotor asatureza deles. ao serom exportados, para ovitar a sabida dos que sejua prohibidos. come os de que trata o de- ereto mn. 23.565, de 7 de outubro de 1933, sendo que os ditos despachos de- vem ser organizados por despachantes devidamente autorizados, obedecendo os tramites dos de reexportação, bal- deação, transito, reembarque, na. parto que disser restreito à sua wuthonticida- de e regularidade, MR Tr) (2 24 aim vid Santos .Al-. Commemora, hoje, a passagem de seu propostos, € por isto, CS] qa ho pricêeram o do | tica vos esperamos e rogamos ao — Tanto'é parturi na Montero DEP cial refonmadp no dia 3 Ee realizat ? t Duas palavras me octorrem, “Saudade e Gratidão! + Saudade porque delzamos da instrueção, itinuação saudade porque .nos separa dos sacerdotes da instruci méstres, continuação de nossos Savdade emfim, gos ra nos. dos nossos condistip continuação de nossos end, Gratidão porque de par-e de que nos. pingo, levamos. pára. pacientemen e mi queridos mestres, q so e primordial clemento: ca nossa vida com trabalho: Condiscipulos que - mg os ra »rtimos vos contitamos. anos. des, pois lá, na hucta com essa vida p Poderoso che sojacs portador mesmas amas do e “vimos * munir. EO Votos faço a Dea poa quo ainda por longos 6 é nosso vento o conipetênte: D | Propinar-vos, & “vês eraos batalh E OANaR osaa tequila Ao nosso parany as nossas inequivocas' pra R «lão pela solicitude: com: q' pecas do: exalçar- ess nossa turma da néo- contabilistas, * so sento orgulhosa vendo-se de vosta porsônalidade fespei Nespeitavol .e' querido: Dires Bons amigos e lembrados ' Proesados e inesquecido los!-Collegas! RERUE Adeus!” — aa em pra Os que devem comparecer ! ás repartições PUicas a peso * Diroctoria Geral, e Ensino Público, com de Farias Barros. » —A* Direatoria Geral da e Ensino Publico, a a e dina Cotrin ida Siva. koieadaçe e Seed
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