O Estado do Pará 26 de Dezembro de 1935

O ESTADO D ANNO aenvé: + ae pre caro ans ———— cave nar mem met 01 sy) e em o Ae QÃoo , aem w— 3 é EEsonsd - ATHENAS, 25 Segundo informações aqui recebidas, PARA, NUM. 8.259 % | End. Teleg. EST AP. ARA" $ está se desen “do co com 'grande actividade a fortificação das ilhas do mar Egeu. (AB) posições em contrario”. — RS: SEE na politica paracus fa Tugir à publicidade & evitar Como se processou a escolha do sr. Deodoro de “O sequestro de outro ; filho Eindberoh e esposa partem “para a Inglaterra RIO, 25 — “A substitui- ção do sr. Agostinho Mon- teiro das funeções de lider teria se passado da seguinte fórma. Um alto procer politico paraense procurou pessõa chegada ao presidente Getu- lio Vargas, com a qual te- ria conversado . sobre o fa- cto de estar a bancada do aula tg e seu Estado inteiramente FETO INMOMINAVEL 4 —— For SERGIO RIBAS DE FARIA Capitão aviador Benedicto Lopes Bra- gança! , Depois de deixar e calor carinhoso do lar, apertando o cinturão e endireitando 9 Kepi, foi assim que se despediu de sua familia e ditigiu.se para o seu posto na Escola de Aviação Militar. Talvez a crea- tura amada adyinhasse que elle não fria para a gloria do labor diario, mas sim, para a morte gloriosa em deresa de sua patria nas mãos desvalradas dos desval. rados communibtas, Não morreu na lucta, mas quando dor- mia tranquillmente, talvez sonhando em pairar acima das montanhas e das nuvens, em conquista de gloria, Assassinado pelos allucinados verme. Mhos, fol entregue no seu proprio leito á crueldade 'a que: dttinglu a vergonhosa data de vinte e Seis de novembro de 1935, que velu envergonhar e eclipsar as tradi- ções da lealdade da 5a arma brasileira. Não podendo lidar - rio srabalho virtual, foi por mcio de combates nos surtos do extremismo que os desal- mados quizeram implacar o dominio 'so- Viet no' Brasil, Porem, tudo em vão. So- mente alcançaram o repúdio da conse ciencia nacional e o Julgamento de seus primeiros passos phra a anarchia que Ja- mais será infligida ao nosso paiz. O sangue desse heroico aviador rolou pelas mãos dos partidarios de credo ver- melho, para honrar e glorificar a sua geração. A familia brásileira Iamentará sempre A ro Lindberg e sua SEDIA; quando vieram em TESTE ad k “NOVA YORK, 25 — O coronel Libdiergh e espo- ; partiram para a Inglaterra, fugindo á publicidade mM consequencia da, execução de Bruno Hauptmann e para evitar o sequestro do seu outro filho. (A.B) : Tomou posse RIO, 25 — Vão ser a RE ERR arece um jo) novos rumos 1 nas Telações COM-| notavel das letras merciaes do Brasil. francezas PARIS, 25 — deem ás 2 horas da tarde de hoje o nota vel escriptor Paul Bourget, membro da Academia Franceza de Letras. (A. B.),, Serão denunciados pelo nosso governo todos os tratados em vigor com os paizes estrangei- ros. (A. B.) ! N. do T. — Charles Joseph Paul Bourget mascou em Amíens, na Fran-, ça. em 1852. Fez seus estolos em Clermont e dm Paris é em 13874 pubil- cvu seu primeiro livro; “La vie inquié- te”, colleção de versos da juventude. A essa obra seguiram-se, em 1582, “Les Aveux” e em 1878 o poema “Ecel”, que recebeu da exitica os maiores en. comios y RIO, 25 —. “A Noite” diz-se informada que o decreto do Executivo denunciando 40 ac- cordos commerciaes está redi- gido, não terido sido ainda dado à publicidade, á espera das ins- truegões respectivas que foram objecto de discussões no Conse- lho Federal. (A.-B.) secretario da Educação o tura E Districto Fede ÇA: B.) ral. Cul- Escriptor fecundo, possuivlo um gip- gular vigor de espirito e rara sagaci- dade do analyse, Paul Bourgut publi- ct dezenas de obras de capital im- portancia, como “Oruelle Enygmc” e “Un divorco”, além de numerosos li- vros do critica e peças theatrues. Ira membro da Academia Vrameitza, tendo entrado para esta illustre com- panhia em 1894, aos 42 annos de eda- de. * Bourgot era um dos escr'ptores mais populares da França e de todo o cum do. Desappareco aas 84 annos. (Espebiai dat, JB, ara o oO ESTADO DO PARA') À Electricidade e à Chimica TRT dpretanto das applicações da eloctricid ade- na indus- | “Via -chinica — O cobro ameaçado de desappa Tecor pola exhaust à0 das jazidas tro Ponte” Sousa, Martins e subdividida. O sr. Mario Chermont para um lado com o sr. Clementino Lisbôa; os srs. José Pingarilho, Gena- Silva e Fenelon Perdigão, de outro lado. E os srs. Deo- doro Mendonça e Agostinho Monteéira, formando o bloco eleito pela Frente Unica, Então, suggerido pelo procer paraense que se esco- lhesse tum: nome para lider capaz de reunir o maior nu- foi mero détdeputados. Teria si- do dito do momento que os deputado; “se recusavam a obedecêér a orientação do sr. Agostinho - “Monteiro, . Por motivog-de ordem pessoal. E eee IA A nota, hontêm, publicada na impren- sa, pelo sr o Alves Dlas, relatíva ao pleito die nã, diz bem dos senti- mentos desse genhor, não -se-curvando deante do tujmpilo, de um homes -de' bem que o era o sr. oronel Bertholdo Cos- ta, prefeito Ed daquelle” ipÃo, mar a sua paixão política contra quem Já lhe não poude responder, do silencio da/morte. a grande perda de um aviador, que era um soldado verdadeiramente brasileiro e que si não fosse assassinado à trahição terla combatido contra aquelles ensalos de violencia, de crime e de morte com que o extremismo aviltou durante algu- mas horas o nosso Brasil. Dahi a escolha do sr. Deodoro Mendonça pelos ers. Mario Chermont, Te: nelon Perdigão, Genaro vernador José Malcher, con-1 Ponte Sousa, José Pingari lho e Martins e Silva. O sr. | manobra politica e solicitan-” Clementino Lisboa tambem foi candidato mas não obte- veo apoio da maioria de seus collegas. O sr. Agostinho Monteiro toi notificado desta, resolu- (A.B) Ea merciaes do Brasil com o'extrangseiro |. “= |À caminho da de À == === Uma carta das filhas do tenente-coronel Paulo Costa sobre o internamento, no Hospicio, do assassino daquelle .m militar As: filhas do tenente-coronel % Paulo Costa pedem-nos a publi- cação da seguinte carta : Notloia o O ESTADO DO PARA" de “Cuntinua na 2.º jagins, O exmo. sr. dr.! José Malcher, governador .do Estado, o reda- ctor-secretario (deste jornal frecebeu. o seguinte tele- gramma: “Pinheiro, 29 — Santan- na Marques—Belem—Com os meus cumprimentos de- sejo-lhe feliz Natal e felici- dades no Anno Novo — (a) JOSE” MALCHER”. Conferencias, cientifico josas; pelo padre G religi hontem, Perante nim aullitorio cada vez malor e composto de pessoas de differentes cre- dos o Pe. 'Torrend tez a sua segunda Conferencia, bem interessante, sobre o Espiritismo e o Dogynatismo da Igreja Catholica. Começou por um resumo da Conferen. cla da vespera, historiando a actividade divina na creação da materia, da vida e do homem, em harmonia com as Sclencias modernas, mostrando os planos admira- veis kh Providencia sobre o homem que deseja collaborar com Deus em desenvol. sua personalidade ver à e.em “Porto Mendonça para lider da bancada -ção por um membro da ban- dardo cada. Nessã. occasião mes” mo elle telegraphou ao go- fessando-se victima de uma do energicas providencias do chefe do Estado. “Os trabalhos desta eleição foram articuladas pelo sena- dor Abelardo Conduru”. — > Rico. Cl Um Nano avião bad E ço entrou na materia propria desta segunda Conferencia. , Antes da creação do homem, e talvez antes dia creação do mundo visivel, Deus creou o mundo invisivel, o mundo dos espiritos. Seo a Sciencia directamente não pode ser invocada para corroborar este dogma revelado, nem por isso a Fé na existencia idos espiritos deixa de ser racional, como é racional toda a Fé nos dogmas catholicos. Como dizia Pasteur “a Jé religiosa tem argumentos de cre. dibilidade tão evidentes comb a Fé hu- seguida mana nas descobertas da Sciencia ou de da-feira ultilva,-do grande E Aga s78M, E Vão ser:denunciados todos os tratados com amillo ori Ss a pr Com à chegada ao nosso. por “Capitão Senta! (Continua pa quelquer ramo do saber hu O conferencista aproveitou a” para invocar'os grandes: -sablos «do secu- lo XIX e da actualidade, como intensa. | mérite 'catholicos, prova evidente-que a Fé catholica se harmónisa ph a on a" Sclencia, o pterelaanto SANA NR como os 5 maiores pie Branly descobridor da- é 3 Astronomia, “Ampérs 'em --elec' da Branly descovrdor da Teleg flo e Roentgen descobridor do ralo percurstr dio& Estudos modernos (Continôa na a) Ê y “A Produbção dr prucipaes estabelecimentos electroch: cirorhímicos au e “a Dos ultimos JU asim de qua si 200%, Em virtude da grr a êrca de dols seculos a= A . o vê eoo ade nelles des nyolvitla, obtem-se diaviamento dez milhões do poiciido VrAS, O gu tdo) aos, dissolventes rá agentes, etc ed f LINNEU tomando para PEm 19 à + mediante processos clectrochimi- 29, para produzir 300 .000 tonelada 1 ] ' criterio de classifica= Br trepa 19 do a uminio, foram em » ceu sete milhões" de kilowa tts, j são dos vegetals a pre- Ro io Tea Proporção espora-se que, em outros dez annos essa pros sença ou ausencia de eleve ao lobro, tornan do-s se necessario tambem, o dobro da e- Tlôres, dividiu o relng nergia empreguda o essa produc çãb deverá continuar q “progredir cons vegetal em dois subsreinos :' o do! tantemento Pois o cobre deverá ser em gue venha a fa tar, pois as dade de cobre sutiiciente Para obtonção gue! vegetals sem flôres e o dos vegetais com flóres. Os primeiros foram chamados “cryptogamos” e os segundos “pbaneros substituido pelo aluminio, no día jazidas actuaes não apresentam quanti- tura. que se o considere etermo., roc há mica de magnesio nece acit gamos” o, ualmento, 4 aímiesma quantidade de mergia por kilogrammo empregad ] õ o prego do magnesi B gado no aluminio, Analisando essas denominações, em se amei. 7 he extenderá attingindo a construcção do auto- contraremos como elementos ET E vos, as expressões gregas — ryptos” “Já so emprega o Derylo na coustrucção de noroplomos, Evute metal obúlto é a dando t pc, e 1ºe 6 quatro vêzos mnis elastico do que o aluminio e dezeseto vezos mais phaneros”, aparente, visive t ", ' “gamos”, união, enlace ec o holandês Fimiparente aos raius X do que elle, O sódio metallico para lampadas VAN TIEGHEM. 1 dt e x Yápor, q ecrio para lampadas photoe-cetricas 5, O bario para tubos de g a AAA ta sé do que nos fanerogamos, “a reprodução 6 mais aparente”, enquanto que nos orl= ptogâmos, é “mais oculta”, . Vaio 9 o calcio pamy valvulas imegtiti adora, * iticamente, Rec ntemente por processo clec ão obtidas hoje electro ico, conseguiusse a fusão L dal por diante, a classificação dos getais baseou-se em: 1) que a presença de flóres constitua um criterio natural de classificação; 2) que ésse criterio seja ereto ce finalmente; A clas 3) que a presença de flóres implique em vislbllidade de reprodução. E Dêsses criterios testada. De fato, ao findar do seculo 18, o ale= mão WOLFGANG GOETHE, em sua obra “Metamorfose das Plantas”, tdéa de que as flóres nada mais são do que conjuntos de Ligações da anatomia vegetal. Assim sendo, a flôr não constitue um criterio primordial para classificação e VAN TIEGHEM a substitulu pela raiz, | * de modo que os sub. reinos passaram a cipal a fecundação ou fusão dos gamês por primeiro teve a sua veracidade con» folhas mais ou me. nos modificadas e essa idéa fol plena. mente confirmada pelas ulterlores inves, Palestras Botanie E NENIO AD PERA AL DOIDO PES PLA Si muito aparente”, não tem razão de ser e sem razão tambem, portanto, uominação de fanerogamos. A 1lôr, dizem por toda parte, é to nupcial das plantas; ora, quem vê leito mupclal... não vê reprodução 4. A reprodução vegetal tem por ato prin= ea de=" o lei= as a et es SSi ficação o moderna dos ve getaes JS. M. Mesketh Conduru* ser: o dos vegetals sem ralzes e o dostas e essa conjugação não é visivel as. vegetals com raizes. sim sem mais nem menos, quer se tras O subsreino dos vegetais com ralzes | te dos vegetais que chamam criptoga , foi então dividido em dois ramos: o dos mos, quer dos fanerogamos. Quem vê, o segundo fol o que | vegetais sem flôres e o dos vegetais com | por exemplo, um inséto a lambusar de flôres passando assim a presença do pólen os estigmas de wma flôr assis, flores a criterio secundario te à polinisação, um dos atos prepara= Ir torlos da fecundação e não à reproduw ção. lançou a A afirmativa de VAN TIEGHEM de uu que, nos fanerogamos “a reprodução « oO francês GASTON BONNIER, livro “Le Monde Vegetal”, a presença de flór constitua em Seu contesta que o verdades ro vriterio de classiticação e mestra qu os vegetais chamados fanerogamos difes rem daqueles outros apelidados de cris ptogamos, por possuirem “sementes” e não flóres, “Field Museum” de Chicago, usar a expressão “spermaphytos” pára 01 nosso "SOVSA BRITO 4 transc - palavras de BONNIER, más nent E dois se atreveu a romper com'o | s do, dando um outro nome nos t gamos. END Si Os botanistas nesta Ea no davia, não tiveram tantos esóru) come nos confirmou DAN L designar os vegetais produtores de fem Moje em din, pondo de E mais, os noriteamericanos diy reino vegetal em sete su 08; “Age Bacterlas, 2). Fungos, 8. “Algas, ay cineas, 5) Esporogamos vasculares, EaD Ginospermas e 7) Anglospermas. Essa classificação que nos sar ante os olhos a evolução do. do vegetal, desde o mais simples fito até no mais complexo mm sideramo Ja acertada e dora: seguiremos SCHAFENER em º £o, como já vinbanos k cd P.

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