O Estado do Pará 25 de Dezembro de 1935

ara as | creanças ) NATAL ATRAVB'S DOS PAI- ] Vocês, todos sabem que a festa de Natal é o dia que celebra o nascimento do menino Jesus. Sabem tambam que é por isso mes mo à festa das creanças, o dia dos pre- nunjtes das arvores iluminadas dos presepes; n noite em que a gente tem vautado de ficar accordado, só para está junto vêr mais dejmessa o que aos sapatos. O Papae Noel fuwz parte da festa do Nixal. como della fazem parte, O pinheiro, e o Menizo Jesus na gruta, am cima das palhinhas. aquecido pelo bafo do boi e do, burrinho. Naturalmente vocês não se espantém de ver isso tudo ponque sabem que ha outras terras mais frias db. que o Dos- so Brasil; à terra em quo nasceu O menino Jesus, por exemplo. Foi das terras frias dqude vieram que os euro: | peus que povoansra o Nosso paiz trou- xaram os. costumes as lendas e traidi- ções do Natal. E O Papae Noel. vem vestido de ca- pote porque vêm de outros paizes, mas é elle que. vem, e que distribue brizz quedos, continuando entre nós, no Bra- sil, o que faz por todas as partes do mundo e por todos os puizes. Sabem) o que quer dizer Natal? Para alguns quer dizer: “boa no- va”. Pam outras opiniões a palavra deriva de uma palavra “mell” que era o nome dado a um pão feito de mel que se comia ainti nte por occa- sião dessa festa, Foi o Papa Felesphoro que em 138 resolveu celebrar com grande pompa o nascimento do Christo. Só nb seculo IV é que o Paphi Julio fixou essa festa no, dia 25 de dezem- bro, porque até então ella era cele- : brada ora em, abril, ora em dezembro, ME ora em maio. “Porque é que ha nessa noite uma ceia”? Porque a vigilia do Natal era celebrada com jejum e que naturalmen- te muita gente esperav: meia npiio para poder comer. Dl.i vem o ha- . bito das gulodices, dos - éveillons”. Aqui não ha Natal som castpinhas € rabanadas, pois que continuamos os costumes portuguezes.., Na Europa, o Natal ainda é mais festejado do que aqui. ,. Na Inglaterra as casas são guamecidas com uma planta que fica verde apezar do inver- no e tedm umas frmetinhas brancas. Chama-se “gui. Fazem com ella gri- naldas, e todos aquelles que passam ao mesmo tempo sob um enlito de gui, são obrigados a se beijar! E” da Allemamba que nos vem o pi- nheiro classico; que é à arvore de Ni tal. Foi escolhido tambem; porque fi- cava verde no inverno e tambem por- que tem galhos symetricos e se prestam a senemy enfeitados. Pódo ser que aqui, ou em qualquer outro paiz haja outras arvores que 8º prestem mais!... Eu duvido, mas, em todo caso, mesmo que haja, não podem substituir uma coisa que já é tradição; Inovação é muito bonita, mas: é pre- eiso ver até onde yae para não se tomar ridicula. A festa do Ratal, não é daqui ou dali — é mungial... Já tem beculos de existencia. - E” tradicional, com seu pinheiro, seu velho bar sado e bom, sua ceia e suas bôas festas! Vamos tratar de aproveitar della, meus sobrinhos. Eu lhes desejo um Na- tal muito alegre, como aquelles que tive aa minha infancial,.. Um Natal, com dgjnaedos e doces!.. COMO LIMPAR A PELLE Os cremes e azeites limpam muito bem a pelle, porque dissolvem a gor dura e o pó Esfregando menos pro duzem assim uma limpeza mais pro- funda do que agua e sabão, a não sor que com estes se faça uma vigorosa esfregação. Por exemplo, depois do uma lavaggm superficial do rosto com agua e sabão, si applicam creme ou azeite, enxugando depois com um panno, veremos que ainda sae muito sujo não eliminando pela agua e sa» bão. Para as pessoas que não se gens tem verdadeiramente limpas, embora hajam usado agua e sabão, o melhor será applicar um bom creme frio (Cold cream) tirando-o immediatar ménte com uma boa lavagem de agua quente e sabão. Alguns especialistas de belleza di- [RP “O ESTADO DO PARA' — QUANTA Poira 25 ab le Dezomb ro do 1956" ecção Feminii: A x En Asp == te, em torno da sua pessoa: o sorriso (' dd zombarin de uus, ao apontal-o de passagem, e o respeito comovido de cusa a José, o carpinteiro, em E Nazareth, ficava, á margem do caminho que leva a Tiberiades. Pe quena e humilde, mais humilde pares cia, ainda, pela ancianidade, e por não ser possivel ao dono rec "onstruil- a: Edificada por Jacob, primogenito de Matran, deste, propriedade do esposo de Ma ria, filha de Anna, da casa de Da vid. E, como o carpinteiro já se en contrasse velho e alquebrado de tor: ia deixando que o casebre se des cas, moronasse, açoitado pelos grandes ventos que sopravam no verão, das bandas do golfo de Cáifa e, no inver da alta cordilheira que orna o Sem cercas que a de» casa ro: ho, paiz de Sichem. fendessem, era comtudo deada de limoeiros, que embalsama. vam o ar e que a afogavam, com suas frondes de um verde escuro, co mo punhados de mangericão em tor no de uma rosa fanalla, Era á sombra de um desses limo eiros que José trabalhava, quando ta a zia bom tempo, mane, dado! tremulo, o seu serrote e a sua plaina primiti . E era sob a copa de todos os ou: tros que brincavam, u manhã toda, e a tarde inteira, as crianças das car sas vizinhas. Attrahidas para alli torna» se, por morte As duas familias, a de Zachuria tragam no es duas palavra 4º sittmo como a do carpmteno, constantemente, preoc puto, cupaçõoes 'rophetas, cair sob o qual o livraria, de Rei, que viria dista terra, com o sangue de David meira parte das propl Segundo dos o povo de Israel teria de Jugo do estrangeiro, dv um gran a no entanto, rçadamente é A pri cias estava cumprida. Os successores dos Mi beus haviam ateado a guerra civil na Judéa, e invocado, em certo mo mento, o auxilio dos romanos, que Fina escolhido entre elies um rei de nome Herodes, o qual reinava em Jerusalém. E a outra, a mais grave e difficil, parecia, em via de realização. aiaal Elfectivamente, nove annos antes achando se Zecharias sózinho no Tem. plo, em Jerusalem, incensando o al. tar, ouvira um ruido, que lhe pare: agora, pela frescura do local, vinham ellas, | ce E o de um grande passaro em vôo. isoladamente, ou duas a duas, ou tres a tres, com o seu perfil Mdaico: os olhos muito vivos e chegados um 0 | outro, para as correrias habituaes. n Trazia as, de Zacharias, muitas vezes, João, filho antigo saperdote do Templo, em Jez rusalém. O senhor, em: tre ellas, da casa e dos limoeiros, era porém Jesus, filho do carpintei- Volvera, lento, o rosto, e estacára, surpreso. Diante delle, vestido de u mo tunica diáfana, e que parecia fei: ta com o fumo do turibulo, estava vm mancebo de physionomia vesplan decente, de cujas espaduas saiam grandes azas, e que lhe dissera, em palavras sem mysterios, que sua esr wosa Izabel, lhe daria, dentro de al. lh'o daria, agora, Já se se nel um filho, quando os dois, como elle e ella, tiam velhos? Que fazer, pois, na: quella emergencia? Narrar o suece dido? Contar á mulher, e aos inti mos, a oceorrencia do Templo? Me: talvez, não peccar pela incrédulo, seria, quem Já peccavi “4, pelo pe MERCY E desse E 1 em dian. aguardando os acontecimentos de lhor palavra, te, cada hora, para o mudo, emquanto a sua alma se descerrava, inteira, para os olhos e Deus. Semanas depois, o mesmo Enviado apparecia, bello e fulgurante, na ca- sa do carpinteiro, em Nazareth. Le: vava áquelle outro lar uma noticia identica. Maria, esposa de José, se ja mãe, e o seu filho, neto de Reis, seria o Rei da Judéa. De accordo com o annunciádo, Iza bel tivera, em verdale, um filho, que temou o nome de João. E Maria con cebera ontro, que era, agora, essa tris te criança, de seis annos, sob cujos olhos, de uma estranha doçura, as outras vinham, de longe brincar sombra cheirosa dos limoeiros. Desde o nascimento do menino, em Belem, quando iam áquella cidade para serem recenseados por ordem de Augusto, o carpinteiro e a espo: sa se haviam convencido dos altos os seus labios se selaram a US Humberto de Campos creme mete susto com que acompanhavam as suas menores enfermidades. Naquelle PERA moreno, de olhos claros e physionomia meiga, estava, não ape, nas O filho unico, mas o Rei; não u» njcamente rebento miraculoso de um casal que ia desalpparecendo sem próle, mas o Salvador de uma raça, promettido pelas prophecias do fun do remoto dos seculos. Jesus havia nascido, entretanto, tao alegre como os outros menos de Nazareth. Ao se lhe enrijar o pe: queno corpo, de linhas modelares e puras, procurava correr, como os ou: tros e, como os outros, subir ás arvo res, roubar o ninho aos passaros, ou banhar-se no lago, quando a familia io a Genezaré ou a Tiberiades. Mal, porém, tentava uma dessas distrae ções infantis, a mãe acorria, affli. cta, ou acorria o pae, preoceupaido, detendoJlhe o gesto ou o desejo. E essa differença, de tratamento acor dava lhe duvidas no espirito e no co ração. Porque, sendo o munido tão vasto, e a vida tão bôa, só lhe não cabia, a elle, a alegria de ser livre como as outras creanças? Aquella: ondas cariciosas do lago, e aquelle ninhos de rouxinol dos olivaes, te riam sido feitos unicamente para Matheus, filho de Martha, para Bar: nabé, filho de Manassés, para Elea: o ouiros, — alguns dos quaes chega, vam, até, caminhos para beijar-lhe, chorando a limbria grosseira da tunica? Sob os limoeiros copados, cujas ra mas, aqui e alli, roçavam o chão, as crianças brincavam, correndo em al. gazarra, simulando combates de ju Pe | deus e romanos. Por cima das rama- gens, o céo era todo azul e ouro, 6 vma brisa fresca soprava, como uma carícia, das bandas do lago. Balou cado por ella, o limoul escrevia em hebraico, aqui e alli, no solo pedre: goso, com letras de luz abertas na sombra pequenos poemas mysteriosos. Vudo era, em torno, festivo e jovial. As iproprius aves, tontas de luz, can tavam mais alto. Sentado junto ao muro limoso de um poço, Jesus, elle só, estava tris- te. ; —Pae — havia pedido, momentos antes, ao carpinteiro — deixa me brincar com os outros! —Não, meu filho; não pódes — respondera, paternal, o ancião, pas: sando a mão tremula e rude pelos seus cabellos castanhos. «E se caisses, em uma dessas cor: rerias,que seria de nós e do teu Po: | vo? sea! Aquellas palavras eram, para elle, um mysterio. Que significam ellas? a ajoelhar na pocira dos tumeira, para. irem a quena cava que fi Que Povo era esse, que era seu, é que | ij elle não conhecia? Os seus olhos, doces e mansos,, en. cheram-se de da Uma lagrima correu lenta e limpida, parando aqui e alli, pela sua face morena, vindo deter-se ao canto da bocea em teme * a O a a 4 1 eee meme qa EI Cu o ro, máis moço do que João quasi um anno, e que era ainda seu parente, pois que Maria,esposa de José, e Iza: bel, esposa do velho sacerdote, eram primas e, apezar da differença de à dade, amigas e confidentes. (—— ge meme "2" UVB a TT ar TT 1 rir rr 11 a Led he ee o eme eme prin e em AULAS DE PIANO | SOLFEJO THEORIA UNO, | Para alumnas adiantadas ou princi-. piantes. — Ensina pela escola mo- derna JOSEPHINA CORDEIRO Av. 8. Jeronymo, 471—Phone, 1883 A?s 4.99 feiras E E TO TOS ERA OIT CIO ELO Tr zem que não se dev usar nunca a» gua e sabão, porque com o uso do creme pode-se conservar a cutis suf= ficientemente limjny. E” verdade que para uma polle sensivel, o creme é menos irritante que a agua e sabão; sem duvida, tal tratamento é de effi» cacia discutivel em cutis gordurosas as quaes se limpam com creme ou com creme ou azeite, ou parafina li= quida, necessitam logo, para, comple» tar o trabalho, que se applique uma loção soloente para eliminar os res tos de gordura que não se podem ti= rar facilmente de outra maneira. Nas boas drogarias pouem ser enº|- contradas numerosas marcas de azeir tes e cremes de limpeza, quasi todas recommendaveis, especialmente para as cutis com tendencia a se enrugar rem ou a soffrerem seccura, ie o 7] S cumes longinquos das miantanhas da Judéa ba- = nhavam-se na rosea! luz do crepusculo. Às aves tornavam aos ninhos, despedindo-se do dia com os seus ultimos gorgeics e a brisa beijava as flores e o iar- voredo. Quando o dia descambou por detraz das collinas e a luz fugiu por completo, a joven, pois era joven e bonita, parou de filar e acariciou com a mão agil a sua- e superficie do tecido: um ves- tido de bebé. Só as mais suaves fazendas serviam para o enxoval que com o santo amor de mãe ella preparava para aquelle que devia vir. Para recebel-o dignamente, el- la e Joãp privavam-se de muitia coisa. Ambos eram moças e for- tes, e o pequenino que a princi- pio tão fragil devia ser, teria boas roupas para abrigar-se do frio, na humilde choupana onde viviam. Esses pensamentios cruzavam- se em sua mente emquanto as sombras da noite succediam ao crepusculo e no céo appareciam as primeiras estrellas e entre ellas, uma, mais Tulgurante que as outras, mais bella e maior. Atirando tum manto sobre os hombros, pois a a noite era fria, a mulher apoiou-se à rustica pa- rede de sua vivenda e poz-se a contemplar aquella maravilhosa noite de dezembro. Nas casas da aldeia, havia muito já que as creanças tinham adormecido e as mulheres pre- paravam-se para repousar; ella porem permanecia á porta de sua vivenda, a sós com os seus pensamentos... Naquella noite não tinha somno e esperaria a volta de João que estivera o dia todo apacentando as ovelhas guns mezes, um filho varão. Dissera isto, e desapparecera,, Suspeitando dos proprios olhos e dos proprios ouvidos, duvidava o sa: certlote do proprio entendimento. Se a esposa, na mocidade, não- lhe déra zer, filho de Josué, ow mesmo, para João, seu primo, tão violento que só procurava brinquedos de guerra, em que sempre sahia vencedor? Por que, ainda, a curiosidade de toda a gen: destinos do filho. Daquelle infante dependia, desde aquella hora, iai sorz te do Povo de Deus. Dahi os cuida» dos de que o rodeavam, a cautella com que o vigiavam dia e noite, O pondo nella um desagradavel ãe sal. LS Jesus de Nazareth começava à a frer, nesse dia, a tristeza de ter) cido” Deus. . hi “ EXORIENTETO XE CEEE uteis * M uma revista portugueza en contra-se o seguinte receita, pa ra afugentar as moscas: Ensopa-se uma esponja em agua a |' ferver, põe-se numa caçarola e d tar) Se-lhe por cima meia colher de oleo de alfazema Isto dá um cheiro muito agradavel, semelhante ao da violeta, mas é muito incommodo ás moscas, as quaes não tardam em desapparecer. Tem de humedecerse a esponja | com agua a ferver duas vezes por dia E e, para conservar o cheiro, é preciso | deitar uma dóse de oleo todas as ser |: [ manas. A REI dy O lavar pratos engordurados deite-se na agua algumas gottas | dos de amoniaco. Assim se lavará com |; mais facilidade e se eliminará o chei=| | ro da gordura. Enxugue-se pera ' com agua limpp).: À E" dessa luz, Senhor que me tocaes para falar amando e repetir cantando. Mais um Natal eu ve jo amanhecer por sobre a vida e am or, doçura e luz ao nosso anseio de consolação... dc f raternidade, + Pobrezinhos que por ai andaes | de bôca contorcida de amargura e mão “sempre estendida á € aridade. O sonho ansioso vae o seu grão reverdecer sobre a terra, fecund a de alegria. Vinde q mim! Tomãe do meu nao. do meu mel e tomae da minha luz... A vossa dór. abata ao neu coração ! -.que dentro do meu peito, o meu amo? “é um; sorriso de Jesus! Do puro pensamento d e Jesus a claridade E é mais sentida á noss a imperfeição, é muis offerta * da nossa mão aberta aos que trazem a mão vazia... Na luz alta e dourad a ha uma doçura sorrindo á salvação d a humanidade ES RE ACI CARVALHO. DD RE a SS == RR Sr 11 eol.lXlX[[[[[[["["""""]D"—— ————————e—————e—e eme S pratos manchados de ovo con): OS SABÕES dizem quo os cremes favorecem as in.| Agua .. .. e ce re mo o 800 grs. Os sabões são recommendaveis pa» | fecções. Assim, mois, quando houver | Borax .. .. setas joabio DUELO O, de leite devem ser lavados pri ra pelles moderadamente gordurosas, | propensão a ter pontos pretos, é util Ether. .. casu “o 10.> | meiro em agua fria; ao contrario, os : principalmente quando se nota ten | usar uma loção, preparada, por e pratos engordurados devem Ser mer» MONA VANA | gulhados logo em agua quente. E dencia a infecção, porque os expertos ta o E e 1 a e xemplo, da seguinte forma: -———— — - ES GS RS am 1 D[-[LLl---"------—- O PRIMEIRO PRESENT reecreeseceensre ae HDRE NATAL Teens Por CATHARINA EMHARDT | empsaus er ao pensar no «esposo ausente, O coração da moça inundava-se de ternura. Tão felizes eram! E mais feli- zos ainda seriam quando chegas- Ise o filhinho esperado. No em- tanto, a vida era dificil; os im- postos augmentavam todos os dias... Rito Maria sentiu um estremeci- mento; a brisa suave transfor- mara-se num vento frio que lhe penetrava os ossos. A grande estrella, cada vez mais brilhante, lançava agora, sous raios sobre os telhados da cidade distanti,. — Porque não chega João? — pensou a esposa. O que teria acontecido para que elle tialrdas- se assim? Logo hoje, quando el- la sentia que a sua hora se ap- proximava... Então, para sem- tir-se menos só, Maria poz-se a rezar. De subito ouviu um ru- mor de passos; era o marido que se approximava, de cabeça er- guida e com um estranho olhar de quem vira alguma coisa de maravilhoso. Passada a primeira alegria, Maria sentiu uma revolta ao ver o marido tãr despreoccupado quando ella estava tão anciosa. Notou tambem que João não viera pelo caminho habitual, das collinas, e sim pela estrada que conduz a Belem, cheia agora de forasteiros que tinham vindo de todos os pontos da Judéa, em ecnmprimento do recente edital ; de Augusto, imperador romano Porque fizera isto? Porque a deixara sozinha, no momento em que tanto precisava da sua com- panhia? — Maria! — exclamou 0 jo- ven esposo approximando-se. Ve nho de Belem. Estive na pousa- da! puma “E tomou a mulher nos braços, buscando-lhe a bocca fresca. — Se tivesses ido commigo, querida! Vi coisas maravilhosas... — No albergue? indagiu a moça friamente. — Maria o que tens? — per guntou elle espantado. Não estás bem? Porque ficaste ao relen- to? RES E docemente levou-a para o interior dW casa; alli chegando, ella insistiu, no mesmo tor de f;ia ironia: a — Então, o que viste? — Esta noite — narrou o pas- tor sem parecer reparar na frie- za da esposa — como sempire fa- zemos Joel, Simão e eu, depois de guardar as ovelhas, sentamo- nos junto ao fogo, antes de prin- cipiar a ronda. A noite era tão bella que ficamos por muito tem pa sem falar, olhando as estrel- las; e entre ellas, vi uma nova, muito brilhante, que parecia ca- minhar. E senti então, Maria, que por sobre as nossas cabeças brilhava a gloria do Senhor, e que aquella estrella me trazia uma mensagem especial e que eu devia seguil-a. Maria teve um movimento de impaciencia. — Acredita-me, 1 querida, — continuou João. — Os outros pastores sentiram, a mesma coi- sa, bem vês que não foi uma al- lucinação. Levantamo-nos os tres e eu senti que vma immensa alegria me invadia a alma. — E então? — indagou Ma- ria, sem querer confessar que naquella noite ella tambem sen- tira no coração qualquer coisa de extraordinario. — Aquelle appello era supe- rior à nocsa vontade. .. Segui- mos a estrella. Longaente caminhamos por monites e valles, e a estrella con- tinuava a brilhar sobre as nos- sas cabeças... Assim chega- mos a una grande praça onde havia uma pousada. Muitos peregrinos iam bater á porta do albergue, mas não ha- via mais logar alli para recebel- os. Então, apoderou-se de nós um grande desalento e pela pri- meira vez duvidamos da méensa- gem que parecia vir da estrella Mesmo assim, embora saben- do que no albergue só o estabulo estava disponivel, parjy lá nes dirigimos, pois por sobre o seu telhado immobilisara-se a estrel- la. — E o que imaginas que en- contramos no estabulo? — per- guntou o pastor num tom cheio de emoção. — Vimos continuou elle — um menino recem-nascido — o me nino mais lindo e mais adoravel que se possa imhginar. — Um menino recem-nasci- do? repetiu a moça num grand< espanto. — Mas. .. num estabu- lo, João! Comi: pode ser? — A principio — continuou O pastor — vimos apenas a erian- ca envolta nuns pobres trapos e deitado num presepe. Soubemos que a creança nas- | cera naquella noite e como não havia logar no albergue, seus paes tinham sido obrigados a fi- car no estabulo. Oh! querida! Tantas coisas aprendi esta noite. Eu que estava tão preoccupado comtigo e gqam o nosso filhinho que vae chegar! E no emtanto temos uma casa, os nossos reba- nhos e os nossos amigos que são tão bons! Pensa naquella vutra mãe que tambem se chama Ma- ria, que se encontia: longe de sua casa e dos seus e que é obti- gada a dar á luz o seu filho, uum estabulo, entre animaes! Maria porem já não ouvia. El- la tambem sentia uma ineftavel alegria; o seu adorado Jeãs es- tava ao seu lado e junto delle nada temia. ; De subito sentiu necessidade de provar a alguem a sua grati- |1 dão pelo milagre que acabára de Wecorrer . Não havia preço que pudesse pagalr o amor de seu amado... E pensou na outra Maria e em seu filho, em meio de estranhos naquelle transe supremo. Ergueu-se e foi buscar na cai- xa de costuma o vestidinho im- maculado que naquella tarde terminara para o filhinho que ia luminoso nascer. E com um sorriso entregou-o ao marido, dizendo: — Toma. Leva-o á outra Ma- ria. Faz muito frio e o menino, coitadinho! precisa de agasa- lhax-se! “ren e " Traducção de fada TER MARISA ir sm, “e per jrinha de trigo, 290 des poraneos mp grandeza dessas pal que o mundo vivesse t eos povos irmanados. pedir pel: fé dese familia, à dissoluç ução o “BISCOUTOS DE nhentas grammas de manteiga, 3 0% os, sal e cas Amassa-se bem, envolve-se bi redondos ou meias ERA ANA E regular. BOLO DE. VIAGEM — Seis st 125 gmummas de assucar, 6 €o farinha de pão. Bate-se bem à com o assucar e em seguida com a fa nha. Ássa-se em taboleiro untado manteiga. Corta-se em rodas « duas a duas com geleia é eoega glace de shocolato. * Ru uma porção de cajus maduros, sumo, de que se tomam oito ong: se misturam com uma libra o! xarope de assucar em ponto do espe! e fervem-se com una pedaços de easqui-- nhas de limão. te INNOCENTINHOS — de assucar crystnllizado, E gramas de amendoas moidas, tendo duas amen- doas emargas, Estando a calda no pao fio, tam-se-lio as amem a-se no go; quando a massa. do tacho está no ponto. 4 de fria fazem-se bolinhas que se mo cent chendo a covidada ida com ou marmelada, | Ng DAR dé À RS »

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0