O Estado do Pará 17 de Dezembro de 1935
DA LaPAGINA * que expressem o nosso sentir e as emo vg gões que nos empolgam ao nos retirar- mos: desta Faculdade. “MEUS COLLEGAS:—Dizer-vos nes. ta hqra: ser o! menos apto para dirigir- vos a'palavra, confessar-vos que outros melhor saberiam destacar o sentimento da turma, y um dizar-vos da minha fraqueza da escola liberal, acha-se completamen ém comparação às outras intelligencias que tanto- se salientaram nos .prélios aendéniicos, Séria o-mesmo que me tor- bar 204 vossos alhos somelhante -áquel: las personaígens que: representavam em Hayao “Peliéas e Melissinde” de Mau. Ficio Mueterlink, a que se refere qr. ugué-Poc emsuas “ Confidencias” so- E da um povo. Ra o Shakéspeane Gand:> —Bntro" outros casos que para sem- lo itisárom ni vado VE s na memoria de que à massa humana apparece como Maetorlink, baum incidente owcorrido “Com Peliéas em Haya. Berthe Bady en- Aárnava Melissande“e não possuia a ca- teia de Meivis. - Pelléas, que era lo “Aubery, a criadora do papel, sen- “ia-se con direitos superiores aos:da saa caliéga e-bavia, entre as duas, serin ani- : mosidade, Antes-de levantar o panno, “armquise entre as duas protagonistas, ' sém.do saber o motivo, violenta discus- são." De repente deitaram as mãos aos: edibéitos” uma da outra. Correram para suparal eos: iquando'o machinista julgam- do: “sor: esteo imblhor recurso em tal omergencia, resolveu levantar o panno, ou, » antes descerrar o relario porque parar 07 cumulo ida infelicidade, era «o systema domabrir para os dois lados; e, assim, o publico de Haya assistiu, al- | gtins minutos tantes de começar, a umi Panos | a Seena em que Pelléas arrancava a ca- pelleira: «de Mielissqnde e à agitava tri- . rsnipimento como um estandarte. E, E “>quândosdani-a pouco, Pelléas arrouba- “alento: Iyrico exclamava: “Os: téus “eabellos Melissande, caem em torno do À 2a 5» eu pescoço, eu os aperto em minhas 3 x mãos e os meus beijos sobem por elles” que, pensou o publico hollandez que “reonhécia à sinceridade de Pelléas e (ti- ha ouvido Melissande applicar-lhe va- “rios nomes de animaes domesticos? ... “o estiinênto dr, Edmundo Lins, mes- é de'todos 'os tempos, e que hoje em | Grescênte grandeza preside o maia o, “Pribrunal do Paiz, paranym;hando É “dude: ité Direitô de Min: Gerats, lem- o) Cagueta passagem de que foi theatro “fo bone, “eollegio que” brilhou “atra eztás tenebras da edade média” e que toje sb thima Universidade-de Paris. | .Sonbone “que foi'sardonicamente carica- j Mirada qelo homem dos abutres, como a ct Mesmo seifihamava Eça: de Queiroz, “6 que-vara Luciano Poincaré é a Sor- boune “rinerável e rejuvenestida” pr À | enciou 2 uma'scena, que, talvez, bem denotasse o, espirito da epoca: “Num dos amplos amphitheatros da Sothanne, preleceionava, laureado pró “E astor, discorrendo sobre as instituições da'cidado antiga, 'Ma!, porém, leameçára, “suffocaram lhe a palavra elegante é sabia, “gritos — MeTOS, vatadas, um tumulto horroroso de — trogai bestial, que partia dos alumnos e apinhados nos bancos. O professor dé páton, Jtnçando-lhes um olhar indifie: ] É Ve “remechendo assuas notas. % E, quando se moderon a estrondoza . aástada elle recomeçou gor alta se- “renidade, expondo idéas frias!e substan- Seigos, huma Jingiligem pura e forto. e Mas, imfhediatamente, rompe nova “rójoda ds ajfttos, vivos, relinchos, caca- rejos le gallos, por entre as mãos que so extenBium rancorosamente, a amea SSRO E io , «Attónito, ante a gratuita e benta) ag: * "gressão, perguntou certo visitante a um "velho «ue, sentado aq seu lado, contom- | splava o timulto com melancholia. , “Que quererão elles? Será politicas ;Birra com.o professor?” 5; t Abanando tristemente a cabeça, res- pondeu o velho: à «Não. Evassim, agora, em todos os cursos: JA mão querem idéas. Só que: rem. cançonetas”., ; MEUS MESTRES: — Se não fomos “diranto os cinco amnos de permamencia “nesta casa os mais attentos dos vossos P* “diseipulos, procuramos, no entanto, sem- enero: elevir-vos ú condição. dos nossos n guias espirituaes, identificados aos vos: ; 08 ensinamentos e aos vossos sabios conselhos. Os conhecimentos de hoje “BW com que entramos para a vida publica, devemol-os 4 vossa erudição e talento. /E'6, certamente, com essas altas qua- f » Jidades de resignação e paciencia, que de q sua clara visão da realidade das coisas desejamos contr mais uma vez neste | momento. 2 5 b Assim, direi: O ASPECIO DO ESTADO — Se q augmento-morbido dos poderes do Es- * “tudo, segundo certos pensadores, asgi- / pguale 43 epocas de deeadencia da hu- é ” manidade; 6 bem verdade, então, que é” entramos em umperiodo em que o nivel normai tendo a deslocar-se para baixo, “ GE verdude, nunca o Estado aprofun- dou tanto o seu poderio, ramificou o 7, "eu poder de acção, em detrimento do “iudividnal” como nos dias que cor- sem, O ambito do direito privado tem diminuído pouco a pouco e mais céde terreno ao direito publico. conforme já notou o sr. Pontes de Mi zanda:—O proprio direito privado, diz ole, soltou de si institutos que passa ram a portencer-no direito publico, tor nadovinvasor de todos os dominios juri- cada vez ” Y CONCLUSÃO“ e a e jáicos. o epitheto ““invasar” bem evi- “ *" dendha o aspecto actual da funeção do de Direito Estado. que desejamos salientar e ca racterisar. Nos regimens áxtuaes de governo, no ta-se, em primeirogptano, a figura do Estado, organizador, disciplinador e di rigente da economia, O principio di Vicente Vi o “laissezafnine, lais- sez-passer”, que foi mais tarde o Tenma te posto de lado. Vemos assim, que de todas as escolas economicas a que mais prepondena é a escola intervencionista, não sob os moldes de uma escola, mas sob'situações differentes, moldada a um eriterio particular, de accordo com as condições economicas, moraes e cultu- Que vem asser a organização corpo- rativa do. Estado; do sr. Salazar, em “simples matéria. prima dus grandes Em que o Es- realizações politicas?” tudo “não somente conhece a vida eco- nomiea, se interessa por ella, a protege, a-divige”, e, ainda mais, em “que as forças productivas da nação entram na organização do Estado, fazem parte du sua constituição?” Picaíria nisso o cor- porativismo do sr. Salazar? Não. Dl- trapassa esses limites e vae chocar-se alos principios: da; vida privada dos ci- dadãos. att Eis como se expressa, Jlitteralm ntz, o diktador portuguez:—A; posse du infancia, da juventude, a educação: no sentido nacionalista, a formação da mentalidade geral, os exercicios, os jo- gos, os: desportos, os cuidados de revi- goramento-physico e moral da, raça, as preoceupações de investigação sciontifi- ca, a organisação da vida corrente, a producção, o commercio, até a arte, — á Salta: de um “estaido de consciencia enlicetiva que espontaneamente se n- cuminhe para esse resultado—é o Eita- do quem se arroga determinal-oa, eemo representante o guardado interesso ge- Appareice, alhis quasi como UM Ax1o- mo que o Estado deve dirigir 2 20 M9- mia da Nação”. Vô-se que o regimen“do sr. Saluzar assenta às suas bases sobre os funda- mentos de -um Estado director, princi- pios de economia dirigida. Surg2, as. sim, um Estado com as suas faculdades de agir grandemente avigmentadas e não somente com a funegãlo: politica e administrativa: Na Italia do sr. Mussolini apresenta- se o facismo quasi que -sob os mesmos aspeitos, em que a pratica do regimen corporativista importa: num “acerescimo das forças do Estado e na resultante o aniquilamento do individuo EM fogien: para que tudo possa caminhar em paz, Na luissia! é sabido que não mais o regimen “mpiantado por Lenine, após aiquéda Sragorosa de Kerensky. As phases por que-passou'o governo Tusso, bem Jemimstraram que o: comunismo tal como o idealisaram: 6 impossivel pratical-o. “Hoje''o- Estado. russo cara: eterisa-se pela «existencia de uma eco- nomia planiticada, que, em ultima ana- lyse, e tendo em vista a idéa de adapta- ção, nada mais é do que o Estado in- tervoncionista, controlador das activi- cades ecomomicas da Nação. Que deseja, por sua vez; o Tadicalia- mo francez; pondo em aralleloo in- dividuo e o Estado? Quer fazer exa- ctamente O mesmo que fez a revolução firamceza, em relação-á liberdade “poli- tica“dos eidadãos.--A Revolução fran- ceza, supprimindo o privilagio dos no- bres, deu liberdade politica, “mas, ao mesmo tempo, “arima de todas as iiber- dados privadas: que podiam levar á miarchia. appanece à soberania da Na- cão, representada pela maioria”. Os homens tornaram-se livres: diz AI- rrodo Bayet, mas a sua liberdade era organizada, em proveito do bem relte- etivo. E” mutatis mutandis o que pre- tende o radicalismo do dominio econo- mico. "esde que, diz elle, a liberdade da máaibria é supprimida nesse dommio, palo privilegio de alguns, nossa tazvfa consiste em abolir esses privilegias, em dur rio Code a todos, mas de modo que eee eme o exercicio desta liberdade soja, como exercicio da liberdade politica, submot tido ac wontrole soberano da nação” Na âmrrica do Norte as norm1s do radicalismo são quasi identicas o Zorwn excellenvemente expostas pelo qrrosi dento Wilson na “Nova Liberdade”, E' a má politica que é preciso exti.par o destro:r pana poder “conservar as in finitas E materiaes e moraes da America”, O presidente Wilson cm encaroa o problema com uma pracisão natavel, Vio à economia solapada. pelos grandes copitalistas, Os Magnatns. Eis tos tudo conseguiam das Assemléas. por intermedio do-“boss”, um-agente sect to, cuja acção era bastante connseils pelcy males que causava, mas, ao msmo tempo lwecrlta. Assim surgia, para a America a oligarchia dos novos riis-- os reis do carbono, os reis do forro, reis de uco, os reis das finanças e eralito. Era a oligarchia dos Magnatas O chefe do governo sentia-se tonto sem mada por fazer em beneficio intervrse geral, Ahi aippareciam as essencialmente do invo do idéus vodicalistas, cum servudoras no: fundo, mas impla: ] para com. os monopolios de qua'quir naturr;a. Para isso precisava a alliança aberta do chefe do governo com o rovo a “surda e mn! fim de issolver connivercia do Magnata com o Con A mode Estado, vs principios de economia : asa Hospital da Cruz Vermelha Brasileira EZCEMA GENERALIZADA a FUTEBOL O Pará vae participar de outro toi» neio internacional Ainda ninguem esqueceu o exito alcançado pelo seleccionado paraen se que, em Paramaribo, enfrentou Li. mes internacionães, derrotundo-os com galhardia. Outra: delegação aprest rumo ús Guyanas francezas onde se vão ferir grandes prelios e para Os quaes as autoridades: francezas con, vidaram os nossos pebolistas, por in: a-se, agora, cella, prefeito de Belem. ribo, é de iniciativa de Francisco Vasques, a grande e benemerita fis gura de nosso esporte, cabendo-lhe organizar um quadro que possa Te: presentar com brilho o valor athle: tico'de nossa terra, a dBção de Octavio Almeida: será realizado o tréino para escolha dos clementos que comporão a embaixa» da, devendo. os seguintes - iathletas comipurecer; ás 3 horas, ao estadio ciuzmaltino : CATAR! Licinio, Duca, Aldomario, Pelado, TT, Arnaldo, Anihenogenes, «José, Bartadadi Evandro Carmo, Baptista e. Pitota. bj "SM Estes elementos farão 'o ensaio contna- o seguinte quadro : Humberto, Evandro, Cinco, Pery, mms as custa e q rr so”, osse-de suas ' amplas prarsga- tivas agia o chefe do Estado ny s a- tidc de dar impulso á iniciativa henesta ya:ticulares, dirigindo-lhes a“ece- em provaito: geral. Pregava, assim c' pu: sidente Wilson, com as s41s idéas ruGicalistas, a formação ds tmn Estudo Girigênte, com: fundamentos ma dos nona, democrauca, ; Hcje, mais do'que nunca, o Estado Americano intervem mais actividades economicas dos particulares proc mudo iuvestigar as suas necessidades, dando nuvos impulsos“ao eRRONçO do indivi duo. = pe pr ams termedio do - convite dirigido aos exmos. srs. drs, José Malcher, go» vernador do Estado, e Alcindo Ca O embarqce dos paraenses, como a» conteceu com a excursão a Parama- | | Já, hoje,*no campo da Tuna, sob 9 oruzmihitino, cujas N “ ES aut» Milico, Baptista II, Lulu”, Vitinho, Deco, Marinheiro, Roberto. Reservas todos os jogadores da Tu- na, auiia mis! ] E PAIS 0€ Maio, 133 PHONE - 6427 AS REALIZAÇÕES DA TUNA — iniciatives têm empolgado a cidade, vae instituir, na gua garage mautica, um curso regular de box que ficará sob « direcção technica do festejado marujo pugilista Gosnet. Para isso a directoria tunante cogita da construcção de um gymmnasio ammne- xo áquelle. seu departamento de espor- tes., Ê o ; O ESTADO DO PARA" — Terça-feira, 17 de Dezembro de le 1935; — Vida ] prebendeu nos com um desafio a Max mo vaca ciais do snortiva ESPERE ico “7 proa ai a e im mm — aê cine Os paraenses que tanto- brilharam & em Para. timaribo, vão agoraga Cayenna! Francisco Vasques festá desde hontemlempenhado em organizar | uma; sequipe iá altura de nosso valor valor esportivo a) CHOCOLATE QUER CRUZAR LUVAS COM MAX. ARRUDA hontem 4 tarde a visita de Kid Cho. colate em companhia de abunno Paulo Amaral, seu joven O consagrado pugilista carioca sur: Arruda, o grande lista, esmurrador paus para um combate em qualquer numero de <rounds? e quando este se declarar em condições para rea» lizal.o. Mi "if Rd) Chocolate, que pertence á categória dos leves, pesando actualmente 58 kilos, disse nos não temer enfrentar um adversario de categoria superior á sua, qual seja a de Arruda, que, pesando 70 kilos, está classificado como peso medio. Exige, apenas, «handicap» de luvas, o que, aliás, fi co à criterio da Commissão de Box, e pede 1a resposta de Max com a pos» sivel brevidade. Kid Chocolate acha-se em: rigorosa | da humanidade”. Sem duvida, diz Senechal, os pensado- forma, presentemente. TELEGRAMMAS RTCIFE, 16 — A Federação Per- nambucana de Desportos elegeu o depu- Sado esteloal Carlos Rios seu presidem te. A eleição foi feita por unanimidade de votos. (A.B.) BR EUNIoRS sidente da Apenas Geral convida a todos os essociados deste clube “para uma, reunião extraordinaria TO, dia 18, . PORSPECTIVA — Kid dliopoláis cretario da, Asemblea Geral, desafia Max. Arruda — Recebmos mia dosúindividuos, o que até cértospons chr tio, torna-se dificil entre mós. No enitam- to se, processaram mo regimim. revolu- cionario diversas experiencias, já, algu- mas, anteriormente iniciadas. Os institu- tos de café do assucar, da borracha em via de realização, a lei chamada do rea- justamento economico em que o Estado chamou a si o pagamento de 50 ojo das dividas de hypothecas “das propriedades agrícolas, foram, entre | outros, alguns passos que deu o nosso governo mo senti- do de amparar o individuo, augmentar- lhes as fontes de produeção e levitar O desequilibrio na balanga ecomomica. Esta tem sido a acção governamental O ASPECTO BRASILEIRO: — O Es | até o dia de hoje. Mas, ao lado do nos- tado brasileiro não. escapou, tamíbem, ás influencias lexteniores, esultamtes mes- so govemo democratico destacam-se ac- tualmente, no scenario nacional; o agru- mo da revolução de 1930 que o abalou e | pamento de duas correntes de idéas , que que enfeixou em uma só mão quasi todos pretendem avocar a si as vistas do pio os podéres do Estado. O imbervencionis- brasileiro. K Uma delas é o chamado ndo! scientifica, se fizeram semtir em muitos fundaío- em idéas socialistas da; esquer- actos! do o governo provisorio, embora, sur: | da, mais ou menos polvilhado: de Marx e gissem muito modrosamente, 4 guisa de | E nééles; mais nio sentido de adaptação ás qtecessidaldes brasileiras. | RJ experienca e, tambem, déilotanio a fra- cueza economica do nosso paiz. Um Es- tado. rico, soberamamiente dominador em todo o campo economico, pode por sua 1i- vro vontade auto-dirigir-se transforma-se em controlador de-si mesmo e da econo- | 'A outra, o Integralismo, firma-se de inicio.mas bases eternas das sociedades humanas, se assim podemos dizer. Wum- da-se ma idén de Deus, Patria e Familia, en sua “orientação religiosa é de origem A EXISTE O ELIXIR 94 TZ CE “Casar: Com o seu uso nota-se em poucos dias: 1º—O sangue limpo de impurezas, acido urico e bem estar geral. 2º—Desapparecimento de espinhas; Ezcemas, erupções, das-manifestações da pelle. 3º—Desapparecimento de RHEUMATISMO, dôres dos ossos e dóôres de 4º—Regularidade immediata dos intestinos. 5º—O apparelho gastro tio o perfeito, pois o ELIXIR 914 não ata especialistas d 05 Olhos e da Dyspepsia Syphilítica. reto. É o unico Depurativo que tem ão dos Hospitaes, furunculos, co o! idade Grande “numero de homens casados que em colieiros adquiriram doenças secre tas, ficaram com ellas chro- picas, eis a razão porque mi lhares de senhoras soffren, sem saber a que attribuir a causa destes casos. Para re- zuperar a saúde bastam alg uns vidros de IAC DÚNNE o ristã Sr 6 e Timo — cando in Não podemos negar que 'o Integralis- “mo é um regimien de ordem, em que cada individuo céde um pouco da sua liberda- àe em proveito da coliectividade . Mas, | pensamos, não estar em harmonia com o temperamento brasileiro. E” um zegi- men de submissão, em que o chefe é obe- decido cegamente, dentro idos principios “orientadores da doutrina” integralista. Não voltariamos, é certo, jno periodo am- terior 4 revolução france, em que ha- via differença de. classes e a egualdaide juridica era um mytho. (Mas se não vol- tamos a essa epoca em que, só os mobres ra: “ave é governavam qhasi que fica: mos. na mesma encruzilhada, vsto ser O proprio indivíduo o integrulista, para usar o termo tedhnico, prá ndo a ceder la sua liberdade, em! propio do Estado dente Vea o criterios “espiritual | «de 1 Integralista. | pó: ! Não nos parece, assim, facil a adapta- ção dessa doutrina ao Bresil, principsd- mente tendo-se em conta a genio rebelde t libertador do- brasileiro, embóra. ella esteja na direcção seguida Err gover- nos fortes. ] o so ! O ASPECTO INDIVID[UAL — Se pa- za: muitos pensadores, como salientamos nó início, o augmento dos poderes do Es- tado Meire as epocas ;de decadencia ceiras, feridas bravas, boubas é to cabeça. ca o estomago e não contém iodu- FALAMYAS. 'CELE BRIDADES MEDICAS Attesto que tenho usado o ELIXIB “914” em diversos doentinhos deste hospital, especialmento num caso do Ezcema generalizada em um menino de 7 amnos que se encontrava em tra- tamento ha varios mezes, o apresen- tou-se curado só com 3 vidro do ELT- XIR “914”, e) | S, Paulo, 18 do maio de 1923, Directora Dra. Geliza P. Soares | Usado nos hospitaes Attosto que na medicina indigena dos preparados aconselhaveis ao tra tamento da Lues, um dos que suppor, ta, com vantagem, o confronto com as especialidades extrangeiras pelo exi to obtido, e com effeitos inilludiveis 6 0 ELIXIR “914” confirmado optim nos casos de minha clinica civil e hos pitalar, com smccesso. Santos. 20 do abril de 1923. (a) Dr. Ulysses ESTOMAGO 1? 1 Attesto que tenho empregado com optimos resultados o ELIXIR “Ne” em diversas manifestações lueticas, particularmente na syphilis gastrica, recommendando-o sempre e de prefe- eus similares extrangeiros ão tonicy e depuradora. rencia nos pela eua ac di hx mo-cesarismo dos movos:. pia coisas. Surge nã Alemanha, a terna dos me dor, w figura, do Conde Herman Key- ein Para este pensador estamos em vma epoca em que o homem, deve querer ser o seu proprio redemptor. “Se a mutação que a impulsão de Christo determimou na humanidade occi- dental, diz elle, tinha « sua origem em vma nova modalidade do amor, ella não toi possivel senão porque este sentimen- to, nas condições psychologicas da wpo- ca, representava o que de melhor era «s AR iavel a uma compraensão mais pro funda”, Assim, para elle, nós chegamos a um periodo di dessnvolvimento em que cada um deve procurar o sua propria orienta- | ponde historicamente ção espiritual, que será “a orientação | re orientação do espirito, — barmonica de todos. Taz do homem, em | verdadeira “finalidade, a 1 sua, philosophia, o fóca para onde 'con- vergem todas as coisas. Cada um devo procurar a sua orientação por si mismo, da mesma forma que “minguem pode res- pirar por outrem, i Não se pode dizer, como bem. SE Christiniano Senerhal, que, num “certo sentido, seja Herman Keyerling consi- derado um philosopho. Deseja nmicamen- te ser o fio conductor entre a philosophia e o homem. Procura tirar do conhecimen. to, do Logos, impulsões vivas, que dêm novos rumos á humanidade, fazendo da | sua philosophia uma fe, bemfeitigra ” zes sempre acreditaram: trabalhar pelo progresso e pela; felicidade humana, mas, por via de consequencia, isso realizavam somente graças aos esforços dos educa: "da seco rrgenisiidade, para outros, entretanto, de ape. nas um passo para uma nova ordens de taphysicos, cheio de um optimismo crea- nos que, ici sua fi vida, ou, aa iações pera ideaes e os Ro lorde à se imelinar go. pio Se toda philosophia, dio Boncher, pode isem resumida em ai plizases, arde Keyserling, sob Jo vista em que a Con oi dor erda-uação inn, elle”, o hã lismo pp sou aos olhos do-Ch nava: — E? preciso re cko sobre a terra”, São esses os principios da doutrina hermanista effirntar que ello sp acha de po Lam philosophica-do 3 dores, dos homens de Estado, dos apos] ber tolos, dos peniano op seu pensam, to vulgarisado”s Poderá RPA a principio: que x onien- tação espiritual de Keyserling nada de | + 0 novo traz em bem: da humanidade e de seus problemas, Na verdade, extroir da +” philosophia daidos immediatos em provei- A 'to da felicidade geral, é um aspecto que | até cento ponto'se encontra ma mais alte | antiguidade. Sabe-se que Socrates, dif- || “ferentemente de-seu discipulo Platão, procurava em suas orações e-am suas ciscussões aspas Pi E ias, leval-os ao vendade, tirando, assim, proveitos mediatos de sua, philosaphia: Dahi di zer-se que a philosophia viva nasceu: com. Socrates. Elle mesmo, tambem, “sempre! teve em vista O aperfeiçoamento pes-| soal do homem na sua formula “tomada, “celebre — conhece-to a ti mesmo . Pla- tão, ao contrario ds. Sotrates, reconhecia que Os dialogos com opovo podem in dicar o verdadeiro caminho, mas quan dc se tem em vista agrupar uma serie ç * ãe verdades, são preferiveis prolonga- das scismas e meditações. Dahi, diz Jones Cohn, evidenciar-se que O pensa- tcento ganha, em profundidade em Pla- tão, mas ganha: pts pr imme- ciata em Soerates.. Eles do e RR Mas, mem por' isso, ta tivação + evi seda com O Eno, de: agir | socra ves cada a te Tambem, sob outros . aspectos, apres : senta-se o pragmatismo de William Ja- » mes: pôr de Jado as coisas pciosas, Con-| ciliar pontos divergentes, “eis:o fim do Ve pregmatismo. Elle concorda com 6-nio: |" minalismo, diz William, James, nO que áiz respeito ao individual, com o utili- vista pratico, com seu. desprezo. pelas soluções puramente verbaes, as questões ociosas e às ebstra- ções metaphyaicas, Por àsso, pbo Eucken, é o pragmatismo mais considerado como um methodo de acção do que propriamente um ea ras lesophico Mas nenhum dos dois PRA eis tados se equipara a [Keyserling .: ' Este deseja a reforma: pratica da vi- + em nome do espirito. Sua obra pri- ma, diz Senechal, será a sua vida e O rythmo poderoso que & amima e à tor- ra capaz de intervir efticazmente ma evolução do occidente. Para ede-a “phi Josophia mão é uma seiencia entre as sciencias, nem uma disciplina do espi- rito, nem uma eneyclopedia: “ella é po: der da vida constructora”. Não deve- mos pensar para pensar, mas pensar pa- 14 poder crear. A salvação, diz o cita- do escriptior, está em uma orientação es- piritual- que “transforme o chãos: inte- nor das disposições naturaes em um cosmo organizado em torno de um cen- tro-de gravidade. Todo deslocamento do aceento de significação crêa uma no- va mentalidade”. Quando Keyserling escreve não 6 com a intenção de escla- recer o ire é ou pode ser, mas para que a “o estado de coisas melhor pos: », O que eu chamo, diz ele, “sem- sivel tido, significação ou espirito”, é o prin- cipio creador da vide. Todos nós, segundo a doutrina her- devemos procurar a nossa 40- r'entação espiritual. Goetho para ele, teve a sua orientação propria: dahi a sua influencia nos destinos humanos. Go-th, em verilade, declarava: “A A messa que a vida me fez eua possuirei? o quo faz lembrar e exhontação de Pin- daro, na citação da Paulo Valery: “Não te apresses minha alma, para a vida immiortal, mas exgotta o campo do pos ivo! e ane para, Miguel Berveiller é a “opposição entre o instineto vital que ea aspitação da eternidade LATA REA ER] nranista, nos mos immovel”, ' Se todos nós sabemos quo o sentido de 8. Paulo, 5 de maio do 1923. (a) Dr. Carlos Brósh VS a a UV vma phrase não está absolutamente nas lettras que a compõem e que senvem so- mente para -exprimile, devemos tam: bem eabor que a “vida de ema ser hu- deve necessariamente mano individual diz Rodol- |. o positivismo no os bens, e que, pi preciso empregar. som cialidades acceitas . Medico. . ) Por is Fe lho defe | casos de Grippe, Catarrho, Escr ! cença, é a 'afamada * Pautauberge”. Os seus! ter tos tonificam tod 3 especialmente os puln me a tosse, evita pulmonares. Ennis de todos. (Approvada pelo. 'S.P. sob o nº. mes — Continuam, bojes os presente época, serdo . chamados desenho ás 8 horas e geographia,. horas, os alumnos des las 2a 3a, 5a series já convocados. E —Amarhã haverá os seguintos « mes: ás 8 horas, di manhã, para os alumnos da-3a, a e pes iá convocados. a prato — Ainda às 10 ora. do dino Pigeica E pasa todos os aluninos age teriormente, R Ra yr “ter o É INSTITUTO “CARLOS o Durante este mez a tos cons tituto funceionará todos “os; dias: ate pelo mambvâmo 8 ás 20.0 dm 3 sd Be:
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