O Estado do Pará 20 de Outubro de 1935

Nio dei "(!1\Vl'tOS'' a você!!, domingo p:i..s:11do. E que cu avnliet muito bem Q.llC naq,uelle dia só bn.vfa par3. todos uma. com.raov.lnte e lJoce i:rf"occuraç.!l.a: render ho~nagcns fCTVoros:\3 a Virgem do N.lZntcth. Nenh11_Dli dlo. m.1iN· p(ll'a. o ruac:nsc do quo o resplcnd.issimo úJrlo. EntretantCJ vo<"êS me tlm ho}e parn contar o que vi de re– lnnce M noao dtt Tta!'ladaç.!io, 1U m.anhft. :-agrada do Cirlo .:, ..10 i\rn.ial, domine(). o primeiro quo '"~e r..er gr:ivet&do, p:'lr:,, o. JustlÇ3. .;~irc,;a.r \.~ )fJ! de c.,s1, li o men cui.ior e mais lc1.l dos nmlgoe, o dr. Edgnr Prcon :a.•• Este c;amaro.d3, Jacta-se de ser 11m cavalheiro com~.>r. 1:1.d·o como nenlmm outro. Pois mesmo assim não escapou de :ncn bpLi, pqr <i.uo o vi. com estes olhos ~rtaes. que a. terra fria. h:i da ,comu c\aq,ui a 111!ll cincoenta. (l]UlOS, se Deus me a.Juda.r, a situ:i.çllo delk,.d:\ cm que elle se viu mettid:, no largo d:i. :Pol• \tor&, i hora da Tnslndação. O dr. Proença esta.va. ao lado do sna. mad.ime, olhos cor..tTictos postos na. berlinda, que p:135ava, de oDde Mossa Senhor:\ ~o Nazareth abençoava todos os cora.;õe~, qun.ndo lhe surgie á frente, risonha e ga.rruln.nte. \IJD!l, "boneca." de uns deze~is ::mn-x,. de-"'!1.brocllantes e q_ue p~ra, dizendo•tha i,resaurosamentr, nu!D t'ôlcgo: - "Sua. beoçã.o, meu padrinho! l'or que você nãt.i foi bontem cm, ca.sa ., bcin? Nós lhe esperM'.los 1 bess•; era aonJvrrs:i.rio da Tidnca. e houve uma '"brincadeira d::i– quellc geito". o "padrinho" ficou mudo e quédo. A Hafilhada." vsrece qUl comprehendcn a proprfa imprudcncia e 16. se foi, mergull>3Jldo no oceano escacho:tnte de fi~, vibrando de emoções fel.Ízes .' o Proença conver~ou de~ois, i:1 intimidade, comsigo mesmo, e D.lo soube como Jnsti!ica.r a inoplnada sctna. 81u "l~troa" aCI\· bou convencida que fôr1t engano da "a1ill!ada." que, na. agit!lçào '.Ja(luella noite d~ fremitos e cnlevoa, tomou ~ nu.vem po~ Juno .. . Sim pelo dr. Proença. eu JlODho a. mão na. agua rervente, no rogo na proprJa. caldeira d(' E.elzebut. , Do largo da Polv()ra eu rumei para o largo de Pa.laclo, apre– ciando ~ ruidosa conf'!•são de povo que Jã. esta.va . de volta. a.os pe. LAM~ as.saltando os bondes e invadindo os "bars" pa.r:i. :::ef'res– ca.r o estoma:ro. Caltiu, a essa altura, violenta chnva. e eu nbri– gue:l•me na Ots:\ Corcovado, onde nã.o cabia. ma.is um aJ.finete, do b\nto povo quo 'l invadiu. Tive de gramar em pé dois qua.rtos do hora, v::Llendo-rne a bô.i comp:i:mllfa do Diogo Mottn. Araujo, que chupava um t:iccoló, e da graciosa Amelia, Neves, preoccupada e a.n~osa. relo nolvinho que. "disque", se perdera.... Apreciei ao mesmo tempo a pericia. ansiosa. do João Carlos couto, nada. des.:ifin~dn nas suas vibrações amorosas. Esta.va. sen. t&do, ao to.do de sua "girl" e das 11 cunh11dinhas" que os acmpc:1r »Ovam. EelJiam.,-unr:..ni. As mãos do Joven par enlaça.va~ -3e fortemente. pro•egidas 1,eh agglomeração de gente. M.ãos umda.s, gommarabicad.M num aperto infinita.mente delicioso. Depois digam qU4' 0 Bibô é parado... 0 EST,'\DO OU 1-'A 1 1 ' i ! ! i ! ! ! •i• i dadc~:t:-:.::::'!~i:: ~:~~º,:'a;.:':~u~il: 0 ~::~~~; ! a &"loriosa romarfa an lado -da. "~pa.trôa", s~m receios de encontnr ! "aft.llHLdinhas", como 1,uccedeu ao Procn~.:i.. . . i Como eu, LambP!!t cacados e de ma.rca exemplar, m.a.va.m o 1 '1.espachante Antonio Barros.o, d.rs. Boliv::Lr Barreira e Mtguel i rernambuco Filho, 11.•)llllundo da. Cesta Fernandes, ca.pitã.o José ! ~:;:t~o~:::::e~te,d:r::a:o:;~t:~;;=~n:::: 0 :~: i sarctb oq conse::ve !cmpre na linl!a.. i F.Jn~o o Ôh'io, Cu:, cemo-de costume, ha alguns &Jmos, a.va.n. '-•••: {Uno cbocolatc o rll>.:es na residencfa do illustre e antigo !Destre dr. Antonio Ma.r~al Esse conceituado medico reside ã. av. Na. li ::;:,~P:~,e~;, :::!in•:= !!a.P: :rt:rep:=!:lh: !; rem, .com. a. me.lhor ::.ym_pathia, um exercito de i;e&::oa.s e.migas. 11 Uma mesa vasta e rart.., cxtendo-se aos olhos gulosos da. gente. 1 Toda, aq,uella to-mllia. onde a. tigur,,, patrlarchal do consplcuo pro- 1 fessor Marçal prosi<!c ~os inalantes do felicidade, céroa. a. gente ~ ~f:: :~:ç:•~::r!:~::1'::ig:~=:c~m.::u~~ :: :::ª: 11 ' annos repete-me com grato enthusiasmo, como começou a frequen-- ! j · tJr & caga do se11. sogro, até conquistar•llle a estima e a ... filha.. ' para. boja revêr a su~ ventura. na mocidade radiosa da. sra.cnan. 1: ta ~:t:.:ae:e:~sa ào sogro do Vasques, bom cbocotat~: .bo~ 1 1 guaraná, come-!:9 bo::n sa.ndwich, bons doces, tudo isso em bôo to.. ! ~ com bom a:ppcttte e aob a excelsa bôa vontade dos que no1 1 rfC81)cionam. 1 ' ! , •• t•t,•~.~ \ ! gro, :;o:a~~:~:ª!:v~:r:u~il::s:~e:~ d:1:~:s:.1:~~ ::~ ! oplpuos i;itéu., que me otferece, põe em consumo os Medocs, os 1 1 it' Clha.mbertins, oo l!>rt,er._. o os Pomarda... ,1 1 •li;• '1,1 1' . •, A.' noite estive no o.rraial. que fulgurava. em linda féerie. Eu ost.a:va,. com saudades da ComrpallhJa Ly-7on Gastcr. Fui ver e ap.– rnludir a revbta º!Qne:m quebrou meu vf.olã.o". Entrei na. avo..- i Janche qne entupiu cm dois tempos o Gloria. Gostei immonso da 1 i :!~•: .. qu.~be:~.::~:::~~ :: :~:i~~~.~~'::!"!º e!":. i, i ~:;;-1:::•.:~~~:·.:.~rtedadc, Um cepectaculo magnifico, ! 1 cnde a troupe KISS a:çresenta nume!'os de rura. ano. No The:1.tro 11 1 ~§ê~~:t~t~~~~~t~~ 1·; trcs 11 6" dema.Js. Nã,, r.ensa. auim o Waldomiro Lo6õ 1 que cm voz 4e tres 1cccbe ãs centena.a os que vão ã. Casa de Caboclo" . ~,:;1::•;:~: d:.::::: : ;•:i-::1:. :u~!~~~~:1"::::.,~ ! !:• e:a::::ª~a::~:7.~ -E~~:=-!~!:1:ue :;~~~~ Corrêa . El~ f Domingo 11roximo, por cxn:iplo. 1, MIHA..CY !i -~-*-'•-~ •11111• 11• ..,..• .,,.-----1111- - - - J.M .MNNIV'Jlll.SAll,IOS Do:ningo, '.:~ de Olltub:o ü.e HJ30

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