O Estado do Pará 25 de Agosto de 1935

RETOS em mc cm rr a Ha muito tempo eu não visitava a Cidado Velha, percorron- do-a até o fim da línha do Bagó. Filo antebontem (lá vao um trocadilho), q almoço do meu distincto amigo dr. Roberio Camelier, um dos mais antigos moradores do bairro da Cathedral bem camo do Ar. senal de Marinha. O dr. Camelier agarrowme em frente à Casa Franceza e le. vou-me, amavelmente. para experimentar a sapiencia, ricia de seu Vatel, que magistralmente prepara manjares dignos de um principe ou de Bríillat Savarin, sendo tambem “crak” amanho de uma feijoada á carioca. Quando chegamos á praça do Relogio estacamos para espe rar o unico; e demoradissimo electrico da lésa do Bagé, Veto afinal, o suspírado “tramway”, que dá dor de cabeça e neuras. tLenisa os moradores. Assisti, dellas participando, torescas. O bonde do Bagé é um só para um mundão de gente mam-lhe o bonde da “Fome”... Quando elle deixa o Ver-o-Peso é bora do almoço. ha verdadeiros tumultos entre os “freguezos” que o tomam de assalto para conseguir logar, mesmo porque, “sobrando”, somente dahi a um rór de minutos elle regressa, pa. ra Dovos angustiados atropelos. No bonde ha uma communicativa cordialidade, como si viajas, se uma só numerosa e bem unida família. no à scenas verdadecirunento pit. | a senho- | Eq | viram o sy philitico. O vJóaquim Eastos, activo cobrador da Pará Elec. I d E frita Waldomira Queiroz e o sr. João ! a « o tric, é o mais affavel. loquaz e amavel dos passageiros. Mal c 0. | Q á Celest r. João Sousa € a 5º—0 inca gastro intestinal perfeito, pois o ELIXIR 914 não dida bunda sãe, elle troca impressões com os demais passageiros, até | , d. Izaura Sovsa, não alias Ee á Sea ão E F o isento de arsenico e iodureto, que n oes vo momento de apear-se, quando diz em alto som: on es o s YEND ILHÕES ANN , q ataca mago e que não — São servidos de almoçar commigo? | 4 MMUNHA pções. A 5 MILHÕES NUAES. q A resposta é geral e a de sempre, em casos taes: — Bom proveito! Um outro, mais pandego. accrescenta; “ — Eu não costumo passar mal... A E o vehículo continma a romper a estreita rua dr. mais estreita que uma viella. o Ha, nossa viagem, ontras cousas magnificas, como por exem. plo. as informações que o conductor dá: — Olhe, “seu” Totó Pinho: sua mãe já foi na outra “via, go”. E depois: — Dana Mundoca me pediu para jogar este em. brulho na casa do “sen” Diogo Motta Arauj, e tambem este jor. na! pro seu Othon Antunes, E assim por diante. O dr, Augusto Numa Pinto tem a esplondida e inoffensiva mania de pagar a passagem de todo o mundo. Ao entrar no elec trico, lança a vista, Solicito, gentil, sorridente; conta alto, o ny mero dos conhecidos e, segurando o braço do conductor, dá-lho apressadamente. o dinkeiro, concluindo: — Pague tantas! (5, 8/ou 10 passagens) . Assis, a o “4 A benemerito. Ê Corte geometrico universal, Pre A H HCMENAGENS DE JOÃO DA SILVA SILVEIRA yara alumnos em 15 Jicções por Ha um apradépiada geral, O dr. Ferreira Bastos acha o : Combate as TOSSES, BRONCHI- 1008000. e R í Commemorando a passagem do aumni- TES, DOR NAS COSTAS. CATAR- MANOEL BARATA, 430. Não é somado: Numa que tem essa mania, mas tambem | | versario matálício de nosso distincto a ROS PULMONARES. Sa pag—tas e domgs. o Manoel Everdosa, 0 qual, pondo-se de pé, exclama logo: — Falta fulano! O conductor é o matorista são quasi vitalícios naquella linha, aji trabalhando ha longos annos, fazendo como parte integranto das famílias do velho e pacato bairro dos triseculares beccos, da porto do Sal e da travessa do Cano... Os dois batem-se ardorosamente em defesa dos interesses dos moradores da Cidade Velha. Uma occasião o motorneiro teve quinze dias de ferias. Fal. toa-lhe q trabalho, aquella convivencia diaria, faltou-lhe, por- tanto, tudo. Que fez elle? Passou esses dias no “Yara Bar”, a vor o “seu bonde” transitar, a cumprimentar os seus amigos doido de saudades do estafermo daquelle valetudinario carro... O conductcr quasi se despede da Pará Electric. Aconteceu que estava na hora do o “Bagé” sahir do Ver-o-Peso. o revisor ordenou a partida do bonde. Mas o amabilissimo conductor di visou que aínda vinha lá pela altura do Banco do Brasil o dr. Eoberto Camelier, seu velho amigão. Não consentiria, assim, quo elle perdesse a viagem. O Camelier apressou os passos, mas 04 102 alentadissimos kilos tonelavam-lhe o peso, e a sua marcha vão podia ser mais rapida. O revisor insistiu c ameaçou o conductor. Este redarguiu-lhe: — Pois eu prefiro deixar a Companhia a deixar um passa geiro meu. Como se vê tudo alí se ajunta numa comprehensão affectuo. sa da vida. Quando succede que entre no bonde um passageiro extranho ao bairro, os demais olham desconfiados, tornam-se ariscos, numa quast hostilidade muds. Isso aconteceu com o Orlando Carneiro, uma das figuras queridas da Importadora. Morador novo nã Dr. Assis, andou, nos primeiros dias, meio enfiado. Depois, a dheriu ao “cordão”... Ainda não fallei no meu velho amigo Bernardino Fiuza do Mello. que é morador chronico da rua dr. Assis, em cujo palace. to, ha alguns annos, eu me espalhei como “pé do valsa” do ou- tro planeta. Na antiga casa do Fínza, onde hoje quem reside é 5 dr. Fer- reira Bastos, tanto motorista como conductor são tratados á vela Ze Mbra, por occasião de festas e anniversarios. Os dois servidores da Pará Electric têm direito a um prato de doces e schopps, desde que haja reuniões festivas. Não póde ser mais pittoresco o bonde do Bagé... A Cidado Velha é um recanto que conserva ainda profundos traços tradicionaes da Belem colonial. Só quem vive nas suas mas o travessas póde experimentar rensações que se não tradtzem. AM residem notáveis famílias, como Camelier, Pinho, Araujo, Maués, Cavalléro, Bordallo, Godinho, Pinto Marques, etc.. etc. A Cidade Velha possue o seu largo do Carmo, o largo da Sé, as garages dos clubes do Eemo, Tuna, Paysandu” e Recreativa. E possue ainda a fabrica do Gueraná Soberano.. Tem o Alenquer, com seus salões elegantes. Tem moças bo- nítas. E tem o bonde do Bagé... (Benza-o Deus!). Não inveja, portanto, à sorto dos outros bairros da cidade. isso, por s. revdma, d. Antonio Lus: | Carmen Nobre. M a Vidigal, Seylla TES CNAE id missa campal resada doante da estatua | tosa. » Rocha, Stella Lopes, Manoela Fimen- | qu. da Republica na praça do mesmo nome, O servico de conduccão das crean-| tel, Maria José Rebello, Lilia Alencar, á ) ual compareceram s, exe, dr, Jos cas antes é depois da missa respectiva. | Laura Solano. Doralico Amaral Brasil Maleher governador do Estado e auto mente, foi digno de elogio, desde da Colina Burianhqui Freire e Francisca ridades featraos. cstaduses munici- | parte das bandeirantes, escoveiros e q Barreto, e ca paes alem ae inmiuúmeros collegi e, a pé é ; z i Ê Guardo Civil, —A Bonda dos Bombeiros Muni STR) head ET RESNEDES * grande massa popular, el) governo do-Estado Jacultos! “ ips gentimente cedida pelo sr. pre Pelo radio gontilmente installado Ad e Et po RE E joías Sociaes Embaixada TUNAxREMO EBESPECDIERDA A embaixada Tuna-R ] emo aos festejos commemoratíivos do anniversa- API Mede coação ia, tem COM O SEU USO Raym Ferna Wa» ECENE ED Er. 2a DE RSS NOTA O o 1.º—Q sangue limpo de impurezas e bem estar geral. ips vos, ao Waldir, sua primetra comma- Agostinho e Jay- do sr. Julio AL, o das officinas do | Fizeram hontem inos « n uhão os mer recebeu o me Sandoval, filhinhos meida, auxiliar technic O ESTADO, Ra tista nesta ca gas, o dr. 1 Gremio “ rage * | m a data natalicia do sr. ! Pede Si almoxarife da Educa- ção Geral do Ensino Publico. e , DR. RAYMUNDO GONDIM Cele- brou, aute-bontem, a passagem de sen amniversario uatalicio o dr, E x Na ceremonia cucharistica hontem rea, lizada, é praça da Republica, fizeram sua primeira comunhão og meninos Gui- Eohouns we Flausina, filhos do industrial .- José Maria Bacnt 1 € sua esposa, se- de ra Anna de Brito Baona, sou hont Gondim, delegado fiscal neste Estado illustro funecionario, que tem im ata à Delegacia uma administração proveitosa noe interesses da Fazenda, re ebeu numerosos cumprimentos, = FRACOS E ANEMICOS Tome VINHO C REOSOTADO migo Severino iFonseca da Silva, prefei- TA as O SE erre Ri honieri = ARS campal — Communhão; geral — Aspecto da missa ca mpal, hontem celebrada em commemora bontem. nesta capital, | cobispo e mais tres sacerdotes, A's outras ereanças distribuitame-n ” as mais 15 sacerdotes designados para rando 4 do Dia da Eu " Us commemorações A's 7 horas da manhã teve início a o ponto nas ré tições publicas es- pelo Radio Clube fizeram-se qguvir to- tadunes o municiy CY das as ercanças dos collegios presen MIRA ' tes que cantaram os hymnos sacros Nas escolas foi feriado o dia, tendo “0 embarque das ercanes “Queremos Deus”, “A Virgem de Nu | 0 comtnereio se conservado fechado até | c ros juntos esteve a cur Teo NE Especifico das Febres, Sezões e Maleitas zareth”, “Levantae-vos Soldados de | o termino da cerimonia, vor especial | cos Catholicos. Congregaidos de S. Tuiz | ANNIVERSARIOS — Emilia de Lemos Moreira, esposa Christo e “Com minha mãe estarei” deferencia da Associação Commercial, | go (yr Sto, a de Spleirppor MILAGROSAS CURAS do sr. Raymundo da Costa Moreira. Momentos antes da comunhão, fo da “or da Guarda Civil, os quace) qria gel pese) o oia ré liquido 1 “ge + Passa, hoje, 4 data natalícia do joven —uticta Magalhães, viuva do sr. ne e seno ps tantbem, orações a Je: Ponseguirs imprimir q maior ordem | 5 a l n RAO! Moacyr Mendonça, habil desenhista, fi- Joaquim Lopes Magalhães. repor E ; possivel, | PILULAS DO CAFE QUINADO BE! Os oro À ds: Mada Proto DAS SENHORITAS: ia em a A mo a di sm fiz ne ho us pro sx ri ras 0 eg QUE TEM AS MESMAS, PROPRIEDADES DO e a Ê à ' e id má E igoi refeição junto ao Th o da | vhori que tomaram parte no cbr dá a RE gravador do 'O ESTADO. 4 ,-| Goneuso Marques do Brito, filha do | Par, retirando-se depois com muita 'or- | durante a comunhão, entoando ly O antuncio é uma «despesa gor | CAFE QUINADO “BEIRÃO” * extineto sr. João Marq s de Brito. dera, pos alusivos ao acto: Joanna Panarto ral» como o empregado e o tele- EEGISTEADO SOBRE O N.º 147 : Um dia de alégria marea-so, hoje, pa | —Gimol ORDENAR do sr, Elisa A Santa Conmunhao foi distribui- | Moura, Maria Panario da Silva, Judith phone. Annunciae neste jornal, | Ela ta à familia É omea d primer prin Gabbay, commereianto praga. da nos néo-commungantes pelo sr, Ar | Monarcha Papes. Veradiana Vc lho, Pe Por o mais lido em toda a Amazonia. | Dos o joven Samuel Gabbay. quintan- a is — questa sem (58 DIA DA EUCHARIS TIA ção ao Dia da Eucharistia De pessoas que ignoram ce | ou não : syphilis, deveriam tomar . 2 ou 3 vidros no .verão para. re-. frescar o, Sangue; e evitar as ar E rio de 8. M. a rainha Guilhermina, da Iollanda. no momento de partir Ê bp" para (o: “filas rumo Paramaribo, desped 1 das exmas dades quo eva da | pinhas, furunculos,” placas, sei rerta, dos mei desportivos e do povo ya n + que aqui th A 1 de q lá fóra, tudo faremos por honrar 4 d tí | nfiad ando, ca da sm E mais q Dolo da terra com Se) EXISTE O ções,” 'o me or +. Pião vo os MARIO SJUIMARÃES, presidente ELIXIR "14 2º—Desapparecimento dde espinhas, Eczemas, Coceiras, Feridas e Eanbesas ER 3º—Desapparecimento completo do RHEUMATISMO, dores nos pos. ger de fundo syphilitico. + 4º— Desapparecimento das manifestações syphilíticas e de todos os inco Pd ado-1f Falam as celebridades medic USADO NOS HOSPITAES EM TODAS AS MANIFESTAÇÕES Attesto que na medicina indigena, dos preparadores aconselhaveis ao tratamento da Lues, umdos que sup- porta com vantagem, o confronto com as especialidades extrangeiras pelo exito seguro de effeitos inilludiveis, é o ELIXIR “914”, confirmado opti= mo nos casos de minha clinica civil e hospitalar, com succosso, Santos, 20 de abril de 1932. RE Odd deseo ais MR o Dr. Ulysses Barbudo Attesto que tenho empregado o ELIXIR “914” com enorme resultado em todas as manifestações de fundo syphilítico, muito especialmente nas ulceras, ete. «o reterido é verdade e o juro sob a fé do meu gráa. Bio de Janeiro, 23 de maio de 1923. como arma publico no ori o 4 dades que frequ no Ambulatorio da Es Maria, A (a) Dr, Silva Pereira, “Mme. AKIA transmissão de força. peso e Paris ! 8, 1? e Z4 novellos. Fios de toda» as qualidades para costu china e á mão. Fitas de varias Cores para atar. a, pressão. ita ads pn 0 1 ção de cordoaria, - Outras notas: INTENSA rig DE ESTOPA "e MARTINS JORGE. Telegrammas: — COBDAS — Cr. 22 —r ee io Boa 2 eat hp rd “ULTIMAS NOVIDADES RECEBI AMERICA DO NORTE | omaha de ei Para Av. ide Nazareth, 328 marães, Codomird Ramas, Amelia Pa. cia Gurjão, Anna Andrade, AHão Gui ç : narto, Adalgiza Panario, Odetto Nobre, | feito, acompanhou os canticos sacros entoados pelas cremiças duranto a Caié Quinado“Beirão o uistá do Gymnasio Parsenss é ncado- mãco de odortologia. Pelo evento. o anniversarianto torá ensejo de reecber as mais expressivas provas do apreço ccestima que desfrue- ta no ecio dos sro amigos e colegas. Decorre, nesta “ala, o anniversaric patalício do joven José ATherto Nejar ro, filho do dr. Carlos Navarro, proprie tario da “Casa Quintão”. Não Faltarão, so anniversariante. os parabens de sous muitos amigos. Fosteja hoj o seu mimiversario na %alício a senhorita Rozílda Pereira Ba - roso, filha do sr, David do Nascimento Barroso, . * REGISTAM-SE HOJE MAIS 08 SEGUINTES: TAF SENHORAS: Byivia Brito de Miranda, ósposa do sr. Antonio Bástos de Miravla. E EE AS ad DO LAR; Teresa Por Dante Quinterno, tt UM LAR MODELO FEITAS AS EM SCENAS ER DICEN Es, [APRESENTAÇÕES OS LEITORES com 4 HISTORIETA QUE LHES | OFFERECE CAFIASPIRINA, id CASA É QUEM GROSSO. TOD +: SENTEM O PESO DE SUA NÃo TEM UM só DEFEITO: AC AUTORIDADE. (120 EL. QUESS DE ços - 100 É edi ani; « 7 UM PRECIOSO” EXEMPLAR D “V RA LATA! NUMERO ZERO É O QUE AGUENTA O REPUXO. “NÃN/

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