O Estado do Pará 22 de Agosto de 1935
O ESTADO DO PARA. ANNO XXXV, — mag aa mm o o o pe jm RIO, 21 — NUM. 8.14% | O ana) Dizector—AFFONSO JUSTO CHERMONT Redacção, administração e anne Salles, 30 Redact | — franco a 18238, cios prfrir o orsecretario-SANTANNA MARQN/ES Caixa Postal, 38 No Equador o Exercito não quer a dictadura, Candidatura para ser queimada RIO, 2! — O “Jornal da Memhã de São Paulo, diz que está « » candidatura do s Antonio á presidencia da Republica no proxk Eram Emqan diz que a possivel ajustar com tanta am tecedencia um nome preferido pelo po- leito?” vo para aquelle p não conhece as manobras para resolver um (problema importancia, conelue “O ria acreditar que as 7 coni inmadas B.) serão ais itas hoje res annos Antonio Carlos (Serviço da U. J. B. para C ESTADO DO PARA" À berlinda que perdeu os reis Uma fuga mal succsdida—Um rei que foge apparato- samente—Providencia excessiva — Um glu- tão de verdade — Salvando o estoma- go, perdeu a cabeça sesese ss 05. Fcrsen, o enamoradc. o apaixonar. defensor da rainha Varia An ' tonictta, foi o que planejou a fuga dos reis na noite de 20 de junho de 1791. Pregarou fudo, tramonu e vrderou BRASIL — PARA' — BELE A sahida da familia Tulherias, convertido em prisão. não cfferecen maiores diff'caldndes. Até o atulico monarcha este mais lígeiro que ontras vezes e conssgnia despedir a tempo a La Fayette, que não deixava de visital-, diariam cute rem das Em carro commum fireram o trajccto até as portas da cidade. Ali os aguardava vma grande terlinda que, durante mezes, preparaia uma erorme c pesada Lerlindaem que cabia + ta- a Oito cavallos o refirido Fersen; mlia real inteira. s damas do scquito e as creançtas trajecto, Tuçhavam-na, é o monarcha glutão depois de outro poude constatar que nella nada faltava para saciar seu permanente appeti- te; variedade de garrafas, vitnalhas, etc. como para um festim.. Quando chegaram a Chaloris. o carro flamejante, luxuoso, A* medida que avançaram os al- a monnu- mental, chamou a sttenção de todos deães e os encarregados de muda dos cavallos, não deixaram de sus- ptitar alto. E. finalmente. quando deviam ganhar tempo, correr e au- gmentar distancia que cs separava dos revolucionarios, não puderam farelo; aqueile mastodonte, pesado. luxuoso. enorme como um navio, Dão lhes serviu mais do que para chegar a Varennes e ser alojado, pelos proprios republicanos, no hotcl “Au grand monarque” XeT DOLLS LOCO so code sces Os a ] Lembrae-vos que O ESTADO Decretos na pasta da DO PARA” é actualmente o jor- Justiça , «ER nal do norte do Brasil mais co- Pe i-Sho nhecido em todo o Paiz. Annun- RIO. 21 — Foram assignados na pas- ciar nelle é fazer o vosso pro, ducto conhecido do Acre ao Rio Grande do Sul, ta da Jústiça os seguintes decretos: concedendo a medalha de distineção ao Boto neiro da Light And Power José Joaquim Fernandes, por ter salvo q tida de uma senhora que se atirou á frente do bond que o memo dirigia, “ 25 de abril de 1934; ram os direit to Gabriel Salgado Bra- ghotta e Jary Poreira Santos, da Or dem dos Frades Pregadores Dominicia- os por terem obtido isenção se vio militar, por quavieção religiosa, | 7 de Setembro, denominado o “Dia da A. B.) Patria”, este anno. em nosso Estado, Constituição ieifa com absoluto sen- tido de servir ao; Brasil e à Bahia “O Imparcial”, orgão da op- posição, diz que a Constituição foi feita com sentido de servir ao Brasil e à Bahia por verd: juris EA da) absoluto jeiros IS, > a — Quinta-feira, 22 de Agosto de aid bra a pre e EM ur picos fil RIO, 21 — Teleireiar dd de Roma” e cívulgados dizem que a Italia vaé contrai vios de guerra para o Brasil, os quaes E pagos com café e carnes congeladas. (A. briu hoje frouxo. Os bancos estrangeiros taram a pre a 975200, o dollar a 185620, O mercado do cambio livre o escudo a $845. Nos - Banco do Brasil saccava a li- o dolar a pi nba fa B.). eescnoeepur a E' ESTIMADA EM 2.500.000 KILOS A SAFRA DESTE ANNO. bordar-nos uma notícia. IN SPECTOR DE PLANTAS * QUITO, 21 — O ministro da * QUITO, 21 — “O exercito fi- MENTE DA VARIEDADE “TEX AS”.—UMA ENTREVISTA COM O Guerra declarou a ditadura, fe-| cou ao lado do Congresso. — ã NO PARA” chando o Congresso e convo-| (À. B.) bes gu desto jornal, H n s Tia presença lá od RIO, 21 Telegr* ara ms muniexpios do d gen) Amaro cando a Assembléa para 12 de MO, 2l — Lelegr-ammas de | do, tnlou n enthusigsmo Siva ctis, nes- outubro. si» | Quito referem graves aconteci- som panhe » plantaci ção Foi ordenada a prisão dos se- | mentos alhy têndo 'navido uma | dão que viu, Recordando as a que nadores da opposição. tentativa de rebellião chefiada | is, j repe rtamos no bico og + o q a: togem, solicitamos ao 4 do cava. Noticias de ultima hora dizem | pelo proprib ministro da Guer- + cont extensas Mheims que nús: disso algo ditas MEN que o presidente Velasco Ibar-|ra. . * no nordeste À bundão, adeadão no" Parks E ra, que teria sido proclamado Dizem os despachos que o mi- rá O ih po = Sa di, "| Sem se furtar, ao nosso pedido, antes. | * j pelo ministro, fôra preso e re- |nistro tenclêna apoderar-se da |; tembio de “colher “ipontamentos | Sitisfeito por poder vebientar pelo O , Ê ESTADO assumpto que bastante com B.) colhido á cadeia. t Assentado o! 'pa igamento de 50: 1. “do“cambio offigial para o papel de imprensa Em maus lenções o presi- dente do Chile NTIAGO, 21—Perdu- va a crise politica. O presidente Arturo Ales- sandri não pôde organizar o novo Ministerio. REM CMIQDR ner cs O DIA DA | [ Girnrgião-dentista pela Universidade do na ani pagina) RIO, 21 -—— O ch. Herber!: Moses entendeu-se com « ministro Arthur Costa sobr: bio offcialfípara o papel da imprensa despachado desde 15 de julho, (A.B.) RIO, 21 O dr. Herbert Moses, presidente da A. B. I., enviou um memorial ao dr. Getuli papel. Pp (A.B.) ) Vargas, sobre o “a imprensa. —- 2 caso do papel para a im- prensa, ficando assentado o pagamento de 50 0,0 do cam- tribuia para momia paraense, O Amara a, que csedor da materia é revelou-se um tivsiasta da Isvovra algodocira, ijentando (patriotica é criteris isse-nos: uL 6% Si so mostrou vem or mente, está estimada am mil kilos de contra um milhão e safra passada. Do, quishentos algodão pluma, mil da Deve adeantar. devido á intrdincção da semente iedade “Texas”, dquirir em S, adaptou admiravelment> que esso | Por que interrogamos. semente dm questão. ica, da região que lhe deu come, atada em nosso, paiz. em qualquer terra, ral. Mas voltemos ao nosso assumpto: Rr — DRT rg Cry emo, Sr. Herbert Moses Longe de ficarem. adstrictos propria- | mente à sciencia Medica, sua unica be- neficiaria até ha bem joucos anros, os Raios X, com os progressos accentua- dos que os seus estudos: vim alcançan- do dia a dia. mermente no que se Te- ferem ao desaprarecimento, hoje quasi absoluto, dos rerigos da sua applica- ção, vêem ampliar-se largamente o raio de acção do seu emprego, abrindo-se- lhes horizontec cada vez mais vastos. Porque, em verdade o conhecimerito gens e beneficios, não mais é privilegio dos diplomados. por isso que todas as intelligencias medianamente cultas, o publico em geral, sabem em consciencia do contigente enorme de facilidades e estahelecimentos que os Raios de Ro- ntgen trazem em auxilio da vio de cu- tai, has A Odontologia, cujas relações com a Medicina tendem a estreitar-se mais € mais, em collaboração mutua, para a sglução dos problemas não pouco nume- (Continua na da pagina) JOSE' ABRAHÃO da Radiologia tocante ás suas vanta-cão de real valor politico”. uniões em Berna, sobre a questão de ambgps as Conflicto italo-ethiope ROMA, 21 — Pyocedeute de Paris, (ehegon aqui y barão Aloisi, chefe da de, egação italiana lá fracassada conferen- Ed cia triplice. (A.B,) PARIS, 21 -— O pensamento funda- mental da Inglaterra Mas negociações triplices realizadas aqui, parecia ser o seguinte: “Não é possivel negar a Ita- lia o direito. de atacar a (Abyssitia, des- de que lhe offereça alguma compensa, (4.B.) ROMA, 21 — Durante u' lhe as- sembléa realizada aqui, os diregtores do Partido Paseista, os membros do Dire- etofio Nacional e os secretarios federaes do Partido declararam à Secretaria Ge- ral que estão dispostos a participar ac- tivamente"da imimente guerra com a A, conbe- que —A noss, producção, no corrqnte an- dois milhões e duzentos nugmento que pessonlmente Paulo, semente que as terras do essa denominação de “Te- respondeu Amiaro Silva, é originaria da A- iás, é uma semente que se ndapta especialmente nas úqmas abuvosas. No Rio Grande do Nou- te, por exomplo, é cultivada mo litto —iz distribuição de sementes em No alto—vista de uma plantação de algodão “Texas”, i Montenegro, em Bragança; em baixo: vista de um trecho do“Cam mentes de Plantas Te xteis. em Santarem | sr. sa- em Pés de algodão “Texas Plantação do coronel da reira, em Bi poucos municipios, para” fiscalização permianonte, poder chegar a uma con ante mão já tenho asser,urada Para attingir o €: colhi os municirios onde mas facil fosse cia. Depois, mesmo ampliar o campo o, podia (fazer, Fiom trouxe era insufvic é a» todos os pretends -—Quaes são os may experimentada à (Continua na 34, 4 já sema na Colonia - ER felegramma do dr. Alvaro Mala, govere nador do Estado do Amazonas, informan. do que a embaixada paraense academica talo mabyssinio decidiu realizar suas reu- onde quvirá os relatorios partes cer- Rio de Janeiro t que alli se encontrava regresson hontem * esta capital no ar RA “Victoria”, as importantes testemunhas, (AB) PATRIA Como temos noticiado, o proximo dia será commemorado com' excepcionaes| mo e artístico arco á entrada da Praça festejos, que bem dirão do ardor civi- co que empolga a alma de todos que vivem na terra parzense. pois o dia da proclamação de nossa independencia com o grito do Ypiranga que echoou das cochilhas do Rio Grande ás planícies do Amazonas. ainda rebôa em nossa cons ciencia como um grito de todo um povo que lucta pela sna liberdade economica e financeira, soci, esto de alto patriotismo e civis- mo, digno de ser imitado, foi o que usou o commercio do bairro do Reducto, Os! rnindes” festejos — Gesto digno de ser imitado—O commercio do bair« ro do Hedacto presta sna solidariedade ás festas da Republica, na avenida Nazareta es- quina da Assis Vasconcellos. Hontem. uma commissão daquele bairro, tendo a frente o conhecido pin- tcr Pedro Valle, communicon ao sr. ma- jor Americano Freire, a resolução aci ma. ——Identico gesto. teve o industrial Amandio Gryareb, offerecendo a Com missão, a construcção por conta propria e dando todo o material do pavilhão destinado ao serviço de bar no baile popular. cotizando-se para armar um beliissi el) sr, commandante Gomes Car neiro, inspector do Arsenal, communi-) os directores e professores de ffrupos. byssinia. (A.B.) dr, Ferreira de Souza, director da A O Faculdade de Direito deste Estado, 0 recurso só tem ef X PARIS, 21 — O comité de conciliação participou.nos haver recebido um quando decretada a do mandato é RºO, 21 — O Tribunal Superior Justiça Eleitoral, em, sessão de. jukgou uma consulta do Tribuna) gional de Matto Grosso sobre se t effcito suspensivo o reenrso inte da decisão dy Tribunal referente da do mandato de deputados, sys gação de terem exercido fumeçõ blicas depois-de diplomadosg Acompanhado o voto do desemb dor Colinrestoreira, o Tribunal, m veu que o recurso! só tem (effeito À cor a grande Commissão encarregada de promover os festejos, que no dia 7 de Setembro mandará embandeirar e àl- Juminar.todos os navios da Flotilha do Amazonas. —— A Directoria Geral da Educação nos directores e Ensino Publico a de todos os estabelecimentos de ensino sa publico e particulares que a festa cs horas do dia ficou colar marcada para ás 7 7 de Setembro proximo vindonro, transferida pars 4 12 horas da tar no campo do Club ds» de do mesmo dia, Remo, á avenida Tito Franco, devendo professoras das escolas reunidas e isula- career do na £ ponsivo quando decretada a perda (4. B.) ' mandato fes P: Jó à caderneta e 0 certiicado d jo reservista fazem prova de capari- fade militar para o'fanecionario RIO, O director Correios Telegraphos consul- er dos te estar desempenhan. do o papel que no mun do desempenham os Es tados Unidos. Podia nosso paiz exercer pre sentemente essa influencia prepon derante que*exerce o Japão, temido pela Inglaterra pela America do Nor. te.E para que estivessemos exercendo esse poder formidavel que usufruem cs Estados Unidos ou o Japão, basta va que no 1º ou 2º Imperio invessemos tido estadistas que houvessem inten pificado extraordinariamente a edu O Brasil podia actualmen | o CIDADE DO SALVADOR, 21-A ceremonia da promulga- ção da Constiimuição foi solen- niseima, formando forças de ter- ra e mar. para as continencias ao governador e ás autoridades. Fm seguida houve recepção no palacio do governo. cação do povo, preparando gerações capa“es de fazer do Brasil uma na, ção de prímeira categoria Ora, está em nossas mãos fazer is FO que as gerações passadas não sou beram comprehender nem realizar Ha “m livro modesto & despreten cioso que não tem sído devidamente presado, Esse livro é 0 intitulado Campanha incomprehendida: M-Help> de Samuel Smiles quer dider «Ajuda-te O genio anglo Self, a ti mes axão está intei, nesse princípio de que cada um deve contar apenas comsigo mesmo E esse livro é a melhor escola para a formação do genio.-O homem de &enio é um homem como qualquer ou tro isto é, dotado de um cerebro co mo todo mundo. Mas é um homem que, dotado de intelligencia, se en trega tenazmente ao estudo de um as cumpto que interessa á humanidade ou á collectividade em que vive. Nesse livro se lê o seguinte: “Em resposta á interrogação da Du que de Argyle pergintandolhe como mo rc té que E bre jardineiro, tinha conseguido ler los «Principios” de Newton em latim, iregr sndeu Stone: «Basta conhecer, mos apenas as vinte e quatro letras do alphabeto para podermos estudar e saber tudo mais qranto desejar mos» A quasi totalidade de todos os lgrandes genios que tem havido na humanidade têm se feito por si mes mos, Basta apenas que saibam ler € escrever e muito pouco mais. John son, o grande escriptor ínglez, defi- niu o genio: «E' um espirito dotado de amplas facrldades geraes acciden, » Mario Pinto mund Stone, filho de um po rtalmente orientado em uma direcção ta ou quarenta mil escolas em que | Serva particular”. Eis porque a maior campanha que já se pelejou na historia nacional, e até agora incomprehendida, é que visa, obrigando todas as 1.500 municipalidades brasileiras a despen derem annualmente, no minimo, vin te por cento de suas receitas com a educação do povo, com isso transfor mar todas ellas em 1.500 poderes pu blicos maxima e activamente empe nhados na educação do povo. O art. 156 da Constituição Federal vigente já obriga todas as municipa lidades do paiz a gastarem. 10 por cento. Mas não basta. E' preciso que esa os vinte e um Estados do Brasil o briguem por disposição de lei, todos os municipios a gastarem vinte por ento no minimo Só com esse augmento de dez por cento para vinte por cento, funda remos no paiz inteiro mais umas trin se matricularão mais cerca de h 500.000 menores brasileiros. Não |se concebe maior transformação na cional Si, com esse angmento de dez pa ra vinte por cento, cada município fundar mais 10 escolas, serão assim um total de 15.000 novas escolas, Si cada municipio fundar mais 20, serão 130.000 novas escolas. A cincoenta à lumnos por escola serão 1.500.000 a- lumnos a mais matriculados. Ora, hoje rapidamente se aprende a kr e escrever. A ler apenas “º 1 prende em dois ou tres meios, E sa. (Continua na Sa pagina) min tou a
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