O Estado do Pará 12 de Agosto de 1935

O ESTADO DO PARA ANNO XXYV Director-- AFFONSO JUSTO CHERM A'é chavão as | ainda é o que serve para op- portunida des como a com que nos defron- tamos: o famigerado exor- dio de Cicero contra Catili- na. Até quando, senhores de- putados, abusareis da nos- rá sa pobre paciencia? Por acaso vos elegeu o povo e tendes immunidades e es taes a perceber mensalmeh- te 3:000$009, que é em quan- to para vós se dessangra ho- je o Thesouro, afim de per- mittirdes que só politiquics se faça á sombra dos vossos mandatos? Julgais por ven- tura que se não diz aberta- mente que a eleição da Me- sa da Assembléa Legislati- va do Estado, ha longos dias protelada, tem dado mar- gem a inqualificaveis ano- bras de bastidores de cer- tos elementos, cuja princi- pal virtude é a ambição ser- vida por uma enorme ver- satilidade? Desconheceis que até se propala que um deputado ha que está com- promettido simultaneamen- da DA on | Redacção, administração e officinas—Trav,G 3,130 |] rad cio ampos Salles, RIO, rudeme 11 — O “Diario Carioca” ata. nte o deputado Cincinato Praga a proposito do seu discurso rela- tivo á situação economica. À Diz que o Brasil arrasta neste mo- À mento uma desesperada campanha de difamação, visando o descredito, a sus pensão do pagamento da divida e a desmorslisação dos capitaes extcangei ros empregados no paiz. ca Acorescenta que alguns interessados | dadeiro o nessa empreza sinistra são conhecidos até mesmo da policia. Entretanto, não é apenas certo jornalismo subvencio- nado por corsarios das finanças iuter- E nacionses que estão empenhados em E nossa ruína. Na Camara, oradores como o sr. Cincinato Braga, levam a lenha à fogueira, pois tem elle bastante co- nhecimento do meio politico nacional para urdir inocentemente uma série d> chmsiderações escandalosas, por odio ou paixão política. (A. B.) As surprezas e 'os imprevistos da| Algodão em troca do carvão do Ruhr RIO, entre a Allemanha e o Sudão Anglo Epypcio, para O fornecimento de al godão. carvão do Rubr. Os jornaes lembram que se traton a qui do caso da venda de Aliemanha pelo Brasil annunciada era fatal A Alemanha premida pelas circumstancias, abando na o mercado brasileiro, para procurar o algodão em outros mercados, onde se lhe fazem todas as facilidades de pa- gamento, pois sendo um paíiz de moeda bloqueada, não tem cambiaes para a exportação. O caso tem sido muito commentado nos meios economicos. (A. B.) ——— ame OJE, ao que sabemos, será la- vrada a nomeação do sr, Au, gusto Belchior de Araujo pa” ra superintender a Inspecto- toria de Minas e Castanhaes. E' muito para louvar,se a attitude do sr. Governador provendo esse cargo por um moço capaz-de defender acima de tudo os interesses do Estado, con- tra o qual a toda hora se arregimen, tam os interesses particulares nem sempre louvaveis ou idoneos. politica paraense O senador Abel Charmont dirióe uma carta ao O ESTADO commentan- O um feleóramma da óencia Brasileira ao major Magalhães Barata e | dação de deputados, cujos vo- ao senador Abel Chermont e que | tos. se pretendem fazer calar ou Esereve-nos o seu ador A bel Chermont: passam os dias e as noites na ca- | desviar, o sequestro disfarçado do quero crer que seja ver-| sa daquelle deputado, exercendo pressão sobre elle com fins po-! | telegramma, ante hontem publicado na vossa pri- meira pagina, e que a Agencia Brasileira attribue ao sr. sr. gover- nador do Estado. Não acredito nesse caso, eu teria de, em defe- líticos”; e não acredito que ojdas as boccas, governador tenha mandado | não podem ser*nem são attribui- dizer isso que ahi flca, por essas | dos nem ao major Barata nem palavras ou por outras, porque, |a mim, mas ao governo. dos mesmos, factos conhecidos, notorios, commentados em -to-| positivamente, Com relação ao deputado actorsecretario SANTANNA MA QUES BRASIL — PARA' — BELEM —. Segunda-feira, 12 de Agosto de do 11 — Telegramma de Berlim informa que foi assignado um accordo que a Allemanha pagará com algodão à Agora a venda exercer pressão sobre um depu- tado com fins politicos. U a palestra com € envia RIO, 11 — O mínistro da O Fazenda q encaminhamento á cc forma econonú ca e financeira de. dente do Cirmio dos Officises dó. nha, pleitcand, tambem o prefnde o» mentos das class inactivas. (A. Bo pride RIO, 11 —A grande comaissão mixta da do reajistarsento foi convocada quinta-feira, a fim de tomar medidas fito de realizar as promessas do governo ao f nalismo. Reina optimismo em torno dos resul! sa reunião, que scra presidida pelo par Costa. (A. B.) “NUM. 8.13 DOPCLCGLLLLLCHAO< Eué. Teleg. ESTAPARA aCIÇ: | INTENSO. CLAMO DA IMPRENSA CARIOCA . contra a alta de" generos le primeira ne MERO UR ORNE R OR EDER UR UR CE Eras trema RIO, 11 — O «Correio da Manhã», 1 nm editorial intitulado <«Advo, gado em cansa propria», focalisa a attitude do vereador Jorge Bebring de Mattos, autor do projecto do au” | gmento dos preços dos generos eu primeira necessidade, dizendo ser i-!| nutil lembrar as relações do sr. Mat, | - tos com o alto commercio fornscodor | dos generos alimentícios | á popula- | ção. sam O <Correio», depois de elbgiar a administração do dr. Pedro Emes- to, empenhado em amparar a Popu, |: lação, diz esperar que o mesmo com” |: bata a incrivel pretensão do conhe- cido commerciante millionario, que + quer augmentar sua fortuna á cus, ta da população modesta. (A.B.) curso com destacado | brilhantismo, o dr, ANAIS Denedeçio, Gota A proposito dos accordos... o Penta iai RIO, 11 — Entrevistado pelo «O Jornal» atravez do telegrapho, o ma” jor Magalhães Barata affirmou que nessa capital não existe a calma re- lativa annunciada pelo senador Abe, lardo Conduru".. O excinterventor contesta tenba tentado accordos com as cor entes adversas, dizendo que, se transigiu, foi em favor da paz, da ordem e do trabalho. (A.B.) A “eladas tendich epi nte caso do serviço do x opinião geral “é que se bao da mania de inno A pressão existe, mas parie E de outro lado.” sho doidos MORTE ge, verigo- (AB) xarqueadores gal , que o sr. 4 te a pa pypylistas $ vernador tenha vs sa do meu nome e das minhas] João Sá, de quem sou amigo e com os baratistas, áquelles senador Abelardo Condurú attitúdes, vir declarar que o sr. jcuja casa frequento, assi- denunciando o que estes lhe | «gesmentindo affitmativas do| governador faltára 4 verdade e | duamente, a seu convite, tenho a levam aos ougidos e aos ba- | senador Abef Chermont e do|de má fé, aleivosamenté, preten» | dizer “que não é a seu pedido” ratistas delatando o que os | major Magalhães Barata, com deu attribuir ao sr. major Ma-| que o governo lhe anda a vigiar relação ao deputado João Sá” galhães Barata e a mim actos casa, o que afirmo, autorizado $ populistas lhe confidenciam, a jurar a uns fidelidade e a outros submissão, para de ambos os lados, talvez, tirar |, partido com a propria elei.| ção para um logar de relevo, ) no desfecho da cartada? Não concordaes comnosco em, que tudo isso é muita degra-| dação para uma terra tão pequena? E que, a continu- armos assim, o que estamos a merecer é à volta ao regi-| men em que esses delictos sejam punidos por uma ras- pagem à preceito da cabeça, com uma navalha bem desa- molada? E vós não assumis | desde já a defesa dos brios da terra commum, com a e-| leição da Mesa, início de uma éra de trabalho que re- habilite a Assembléa e tire | à mascara aos mystificado- | res da cpinião geral, forçan-| do-os a se definirem clara- | mente? Vamos, 0 povo ainda con- | | fia em muitos dos seus re- presentantes e é preciso não | desilludir de vez essa besta | que um dia cança e dispara- ta sem que haja força para ccntel-a, “anhores deputados, que não podeis mais é estar | a png db am o vosso no e, tolerando a pratica des- | se Flama de simulação, de mentira, de burla e de má fé, quando o Pará precisa de ordem e de tranquillidade para se levantar da lama em que o jogou a politiquice cezenfreada nos seus apeti- co do cubiça e de mando, ( es nem que s. dizer da agglomeração de conhecidos perturbadores tenha mandado mandou vigiar a re- exc. c intenções imputaveis a s. exc. | por esse deputado, em carta que Os factos vergonhosos, degra- | me escreveu e que publicarei se dantes que se estão desenrolan-| fôr contestado, que tambem des- do no Pará, em torno da elei- | auctoriza a affirmativa de que ção da Mesa da Assembléa, as | pessoas ligadas a mim e ao sr. tentativas de suborno, a intimi-| Magalhães Barata pretendam “que sidencia do referido deputado a pedido do mesmo, em virtude da ordem, Higatica FALTA DE ETHICA parlamentar!o qu O'sre" Ribeiro Junior põe em duvida*a“ho-! nestidade do sr. Borges, de Medeiros RIO,11 — Nos meios par. jamentares tem sido muito commentada a attitude do O que esultou das excavac des ordenadas pelo “Ayun- tamiento” de Madrid — As duas cidades romanas su- O coronel Marcial:Terra - dá a” O ESTADO ESTADO as suas impr e diz das razões da sua viagem E a! Paclonal 2 sal exfrangeiro — À horqueda 1) Tapaná —- - RA foyaz, 05 Hstalos predestinados a selyar O Brasil Foi mosso hespede durante alguns vietoriosa de 1930, e no movimento rante um. inno; dida dius, uma figura de destacad, rele-| constitucionalista. ; nha, voltou ú sua actividade vo no Rio Grande do Sul, o coronel Sem ser politico, ligou o seu nome ria, pois é o sr, Marcial sr. Marcial Terra, cujo nome esteve] ao movimento de outubro tendo ás suas | maiores estancieiros do Brasil, lem destaque por occasião da revolugiio | ordens 5.000 homens, que marteve du- Em. 1932, colocou-se ao lado à es | Paulo, tendo Jovantad, em. (Serviço da U. 3, B. sata o O ESTADO DO PARA”) berrd pega oo tros com as tropas dio E de repisia Dr ] ig com os seus ros para 4 gentina e o Uruguay, € isso Po) tricção do movimento constit: ta no Rio Grande da Sul. Com a amnistia: volveu” ao que é o museu prehis- torico de Madrid do seu Estado, cujo mandato para viver para a 4 O coronel, Marcial Terra 6. perpostas — A ceramicada famosa “Terra Sigillata” deputado amazonense Ri- “ 84 ' beiro Junior que aparteia a Italia — Restos da invasão dos visigodos 4 torto e a direito, quando ge- sesesss0.00 esco so cora ralmente desconhece o as- : 4 / Att bi | Entre as collecções cirmentamente guardadas no tamoso Muscu Ê sumpto. Aimda no sabbado Prehistorico do Madrid, conscrzam-so ali ceramicas taes como a typica ) passado metteu-se elle a a- da primeira invasão dos celtas. nos seculos X a VIII antes de Christo, N partear o dr Borges de Me- 4 de grando belleza decorativa 0, depois, a dos tempos posteriores, com deiros, dizendo que este mo- 6, "Sornos Toits com estampas 6 A gintia, crerannaiManaa aa ' il Hounana ta 4 A epoca romana está representada em primeiro logar pelos fructos a) é + choupana, para . z k gba ef ti | agr pá 4 cclhidos nas excavações feitas pelo “Ayuntamiento” do Madrid, em ER fingir de pobre, Esse apar- O duas villas romanas superposias encontradas em Villaverdo. As peças fiel te causou penosa impressão, $ príncipaes são restos de “ustuques” coloridos admiravelmente conser- o sendo qualificada severa- 4 cVados; uma amphora; varios vasos restaurados e uma serie delles em hni à ; : , lid: verniz roxo comfiguras em relevo, ou seja a famosa “terra sigilata”, pro- Chnico antorizado. Conhecg mente a attitude impolida » abade Sar Ea Ê é pastoril de. quasi toda a Amerias d gd ri tg it dida $ cedente da Italia ou das Fallias; restos de um alampadario e de uma Gul. Esteve na - Argentina, no | ru do deputado amazon . + jarra typiíca de vinho e, por ultimo, da primeira estatua romana de Ma- A Euay, no Chile, no Paraguay, à Deputado Borges de Medeiros (A.B des va TT] À Deputado Ribeiro Junior drid, a cabeça em marmore de Sileno velho. copia de um optimo original do as condições da eeqsto e dos — é grego cados daquelles paizes, . + No patco ha um fuste d> uma columna de marmore e uns caixões Na Argentina, por exemplo, t E P ira libert ar à Aby 8 sinia [Actriz oper ada, de papeira | Almoço tumultuoso + que contêm mosaicos romanos. cuja destruição é cada vez maior se tsr é modelar, quer .sob' q” ponto | | + espaço para collocal-os depois uy restaurados e montados. to svstema de producção, quer RIO, 11 estuda | png RIO. 11 Nos meios políticos tem] 6 - x k as gs: empregadas nos rebam 1 ic rasínia. | . , + sido vivamente commentado o resulta A serio chronclogica se fecha com alguns Objectos procedentes 11< mas tudo é mais ditficil e do 191 CHICAGO, 1 do de um almoço em que tomaram das excavações feitas pelo senhor Fernandez Godin em uma necro- nosso paiz: meios de transport tas Pá posto em! G ( parto os opposicionistas fluminenss 25, pole visigoda de Deganzo csutrs os quaos se póde destacar a primeira são carissimos: custeio das fi ». Accrescenta que| candidatura do general Barcellos tl espada visigoda encontrada na Herpanha. E' de ferro e tem a embsca- Pe 3 impedindo a indu lo forças para go Quando terminon o segundo prato, +] dura, os hordos é à ponta da Luinha, que ers de couro, feitos da prata cão É desse paiz de competir. as do paia, especial. sr. Fablo Sodré disse tanto desaforo zm Brasil. Pt e s colonias a alguns convivas, que o almoço qua-| 9 a A população bovina do Rio : ) bp cura, (A. B | «1 termínou em pugilato. (A. B.) DIDO POLOHDA GOL DHOCLSLOCCOCOL, [jo Sul é calculada em 10 o meio. mentar va form “o vinte = À NECESSIDADE DE UM PODER Niões, « i e Dão —emsene - memo 2a me re rr re re re es, na sua quasi totalidade NIM ta de animaes do raça nobre, tambem mais do 8 milhões do 1 e 6 milhões de sulmos, E essas cos à ninguem nenhum outro poder logicamente se desmandam se excedem, vis é |sso da natureza humana, 1 MODERADOR to t '$ campos e? a MR Assim, pela natureza dos factos, sendo bempierlho ra às do op ti partos Estados, pela sua po É Á a essemblea unica senhora absoluta da »s nativos. Jl pui tamanho té M srio PintoServa situação, soberana, incontrol caia y * Ji pulação e tém a é a y olada, p den- O Rig Grande do Sul, segudo 0 E importancia de verdadeiras nações O viço « um Estados, em cada um áelles,, Toda Canrara unica é um poder sem, uma especie de fascismo com o dominio do ilimitadamente tudo quanto quizer! qo estancieiro, pódo attender a q territorio do Brasil é do tamanho da Eu- | q gojitica for aritada, violenta, acirrada, | controle, que não tem que dar satistac-| ou dictadura de Hitler, E fracassou essa | evidentemente delia ficará completamen- quer mercado mundial. ven mais o ropa Inteira e os vinte e um Est nãos | radical, extremista —loglcamente 1 poli | ções a ninguem e 4 nenhum outro, Gra, Republica AH em grande parte per| te pristoneiro o governador do Estado, gente que seja. como outras tantas nações européas, | tica nacional do Brasil terá os mesmos | na historia universal inteira nunca vin. que não tinha um senado à moderar os O que estabelecia o equilibrio exacto DOR ara die data do “Delta Tunel hesiisade gou nenhuma forma de governo unica-f impulsos q as exaltações da Camara dos| dos poderes, coordenando-os à todos, na) OS OBJECTIVOS DA nacional do Brastl resaltará por corte | Ora, nós vamos agora no Brasii expes| meral. Todos os regimens políticos un!) Deputados, nossa Republica, era o Senado, sem se- CORONEL TERRA AO Mi do ambiente da política de cada um dos | fimentar uma forma de governo nova, cameraes fracassaram sem excepção ne- Porque toda Camara unica é como! nado, com a Camara unica temos uma = Êo vinte e um Estad | om cada Estado, | ma historia nactondi;—o unicameralismo, | nhuma em todos os palzes do mundo. A] uma mulher hysterica, à assembléa de-| nova forma de governo, completamente | Minha viugeu-—dia-nos o coruel a politica for calma, prudente, sensata | fito é, o regimen de uma Camara unica,| Republica Allemá, institulda em 1919) mag a. Os membros da Camara unica | Cifferente, cujos resultados certaments, | Marcial Torra — à exqlueivamonte do | e equilibrada, O mesmo acontecerá na) vita que em todos os vinte e Um ksta-| pela Constituição de Welmar, fracassou) sent se senhores absolutos do podor| centro em breve, vão nos apavorar,' estudos. Dois mi prin ipa lei politica federal ow nacional, E st nosi dos se supprimin o senado, ruldosamente. ja estando substituída porve legislar, não tendo que dar satistuo- . (Continuu ny 5º pagina, “otimas mM à) sh da

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