O Estado do Pará 09 de Agosto de 1935
ANNO XXYV, us UI mr pr O ESTADO DO PARA ;NU RIO,8 — O ceiros prosegu mina, embora M.; 8. (AB) gra Director —AFFONSO 1 JUSTO CHERMONT |] Redacção, administração e officinas— Trav.Campos Salles; 30 | Redactor-secrets rio-SANTANNA MARQUES Caixa “Puta, u BRASIL — PARA' — BELEM — Sexta-feira, 9 de Agosto de cuia e 3 Teleg. ESTAPABA Ainda hontem, não foi . Assembléa Legislativa do Estado pt O respondeu á expectativa publi Mandado de arrombamento, busca e appr hensão contra o “O Imparcial” | Uma sessao sem, interesse, que não corr —— rp E E pr jondeu E cainciati- e” illustre sr. Ma- galhães Bara- ta, com a fran- queza que é apanagio do seu temperamento, diz ho- Je, por estas mesmas colum- nas, que o sr. Sousa Castro nunca foi deshonesto; des- konestos, frisa s.s., foram os seus auxiliares, com honro- sas excepções. Estamos de pleno accordo com à affirmativa, no tocan- te ao ex-chefe do Estado. Convivemos com o zr. Sou- sa Castro na solidariedade de uma trepidante campa- | === rha, poucos dias depois de 5.5. ter deixado o governo, e somos testemunhas da sua pobrêza que bem se poderia chamar exemplar, se não fosse, mais do que isso, edi- ficante, Mas — aqui é que está o busilis — terá razão o sr. Magalhães Barata, quando assevera que o ex-chefe do Estado assistiu de braços cruzados o saque das repar- tições publicas no seu gover- no? Falem os que foram au- xiliares da administração raquella época de tremen- das difficuldades para todo mundo. Que diz a isso, por exem- plo, o prestigioso procer li- Leral sr. Apollinario Morei- ra, nosso prezado confrade de imprensa, o qual, se não sos enganamos, tambem a- inda vive e foi director ge- ral da Fazenda no governo Bousa Castro? “Habeas-corpus” julgado prejudicado —— Na pontltima sessão da Córte di priiação, O de. Lameira Bit entrada Puma petição de tencour habeas.cor “ em favor de João Taboca, revi " 8 c motormetro n.o 608 da Pará Electric e para o estudante José ide Campos meida, scb à allegação de que foram pre votivo justificado do corrente a O pedido coneluin sotic cecsão extrnoriinaria para resolver o “ha beas-corpus” AG Appellação tc cimento do pedido e marcou fraordinar ra de ta para bontem, é de manhã A" hora aciina, presentes os srs ja tarde do tando uma va geral a reunião de hontem da Assembléa Lagislativa, apesar de installada ha 6 dias ainda não teve uma sessã trabalho proficuo, não ainda, devido á politica, el a sua Mesa definitiva. que o de tendo Esperavam todos, era natural, que a sessão de hontem fosse, pelo menos, tão agitada tumultuosa como a da ves- pera. Tal porém não succedeu em virtude de não terem com- parecido os deputados liberaes e o sr. João Sá, não havendo, as- sim, numero para decisões. o que e Os commentarios e os boatos, porém, fervilharam, sendo assumpto principal a posse do sr. Clotario Alencar, que em- quanto uns affirmam não ser legal suas convocação e posse, outros garantem que s. já é deputado de direito e de facto. o O nosso companheiro Bolivar Pam polha é o reporter do O ESTA- DO DO PARA' junto á Assembléa ER do Estado. JA assistencia vae chegandor A's 3.30 era grande a massa popular que concentrava às immediações da Assembléa guardando a hora em que lerias fossem franqueadas. A Turmas de bombeiros e guar- faziam: o policiamento das escadarias que dão para as galerias e recintos, sob a chefia do dr. Salvador Borborema, 30 delegado, que não transigiu nas ordens recebidas, só entrando para a Assembléa os srs. depu- tados, autoridades e jornalis- tas. se as ga- ansiedade era geral. das Logo que as galerias foram frangeadas, em poucos minutos ficaram completamente cheias. Pouco antes da hora do inicio dos trabalhos viam-se na saia 1 corredores apenas os deputados da bancada populista e o devu- tado Alberto Barreiros. Tacil, foi, então, se prever de que mais uma vez não haveria “quorum”. Cegmaimito na da pagina) Ô major, or Magalhães Barata, em carta ao secretario deste jornal, aífirma que não deixará o Estado; antes de escoada;a licença que requereu O sr. major Magalhães Barata dirigiu ao secretario do O ESTADO a seguinte carta para ser publicada: tor federal do Estado Major Magalhães Barata, ex-interven-administrativas “Belem, 8.8.35. | Santanna Mar- Amigo e sr. ques. E» Cumprimentos. ig A Policia Civil, com os pro- cessos sobejamente vonhecidos nestes Brazis, levou avante os seus propositos, cerrando arbi- trariamente as portas do “Im- parcial”, porta-voz do Partido Liberal e dos acontecimentos po- liticos que ora se desenrolam na nossa terra, Quem não deve não teme. Go- verno forte e prestigiado não se arreceia de jornaes. E só se pó- de ser forte e prestigiado quan- do se governa bem, isto é, tra- das informações officiaes, 0 g6 são do pagamento dos empre nos, attendendo ao imperativo € s meios. economicos « : em affirmando qui para ináis tatios da Baseado na bei de Segurarça, o sr. dg Samuel Mac-Dowell Filho, ch de Policia, no dia 6 do corrente, prohibiu a circula- ção d'“O Imparcial”, allegando sua linguagem violenta con- tra as auctoridades constituidas. Ante-hontem, ainda pelos mes- mos motivos, 'a Policia tornou a vespertino. Como ha dias, a chefia de Po- licia tivesse vecebido denuncia de que na redaeção d'“O Impar- cial” estavam sendo distribui- dos boletins subversivos á ordem publica e nos quaes eram ataca- dos os srs. presidente da Repu- biica, ministro da Justiça, go- vernador do Estado e outras auctoridades, o dr. Samuel Mac- Dowell Filho, chefe de Policia, solicitou do sr. capitão Pires Ca- balhando pela collectividade, com justiça a mais approxima- da possivel de nós humanos, com criterio e imparcialidade não permittindo roubalheiras tanto quanto á sua fiscalização, for possivel AINDA O CRIME DE OBIDOS q O ar e-21 do Estado, reccbeu hont guiínto telegrumma Eladio Lima Filho, procurador em, o so ] idarios, não ser em absoluto exa- margo, director do referido jor- e O ioaiiipia porque este mil aqui já é chro- nico. Que o diga o ex-governa- dor Sousa Castro, que não sen- do pessoalmente deshonesto, vió o Estado- sob o seu governo sa- queado pela quadrilha de la- drões, que com honrosas e co- nhecidas excepções dominou as repartições publicas. O governo Sousa Castro é de hontem e tanto victimas quanto algozes ainda vivem. Isto posto, o cerramento das portas do “Imparcial” nada re- commenda e aproveita ao gover- no. , rE Assim pois, venho valer-me do O ESTADO para por elle in- formar ao publico e meus parti- cto, como num consta noticiou hoje um matutino, de que exc. o sr. commandante da Re- gião tenha me trazido qualquer opinião do governo federal sobre prohibir a circulação do citado) das ai attitudes politicas aqui. nal, «s chaves do predio onde funcciona a redacção, afim de dar uma busca. Recusada essa solicitação, o dr. chefe de Policia expediu hon- tem,pela manhã, mandado de ar- rombamento, busca e apprehen- são contra “O Imparcial” Encarregou-se dessa diligen- ra o professor Severino Lyra, chefe da secção da delegacia da ordem politica e social. Declarou-nos essa auctoridade que, na busca que deu na redac- cão do citado vespertino, appre- hendeu cerca de 1.000 boletins subversivos e a edição do dia 7 do corrente. A seguir, o professor. Severino ema meme PARTIDO LIBERAL DO PARA' Escrevemi-nos: “O Directorio do Partido Liberal do | ma Pará, nestes ultimos dias. a polícia civil do Estado, tendo á attendendo que, frente sen proprio chefe, vem collo- cando, sem siguer allegar os motivos de tal attitude, linhas de guardas civis em todo o trajecto do quarteirão onde funcciona q Partido, alarmando dessar- te as familias moradoras nas circum- vizinhanças. além de probibir o esta- cionamento de autom em frente áquelle, como succedeu na tarde de hontem, com o de um proprio membro do directorio, ante, como se vê, todas essas acintosas provocações dá “polícia. que ainda impedem pela atemorização a ida ao posto eleitoral, séde dc Partido dos adeptos liberaes, — resolveu cerrar, provisoriamente. as central e á suas portas, inclusive do salão de alis- tamento, até qne as medidas legaes a serem pedidas a quem de díreito ve- nham restabelecer as garantias neces- sarias para que,tranquillos e confiantes, possam os alistandos do Partido Libe- ral comparecer ao seu posto central e os demais partidarios á sua séde sem que sejam illegalmente coagidos eos moradores vizinhos alarmados por todas essas demonstrações de força. O DIRECTORIO.” Estou na minha terra natal e, antes de concivida a minha li- cença, só viajarei de Belem pa- ra fóra do Estado quando bem entender. Com os agradecimentos do a- migo e admirador 3. DE MAGALHÃES BARATA. IREMOS ATE 40 FIM! É contra quem quer que seja que pretenda atravessar 'Em.nosso caminho MILÃO Kargadores Maroja Netto. Hollanda Cha con, Jorge” Hurley, Nogueira de Paria Busrque Ge Lua, Qursino Silva e Eladi Appellação. o gar pre) a 8 O “Popolo d'Ttalia” I El um “ B 4 r um ara h ganiza nente 1 1 Italia | ng I | no mui M li 1 I i al |) 1 À 1 O Ca ad q k o vô ) À la gove A T à. 8 h ' n incita é tellas t necessi é umpri , m qualquer mo Vi « magnifi decididos dia da moss | Vehemente, discurso de Mussolini « rauça n foi sempre o com am 14.000 ital 90.000 ethiopes o o massacre dest timos foi tão grande que, á ethiopes levantaram acampamento gra as montamba. O hero tiraram p soldados italis à magnífico « ec Ada não foi pe ismo dos (Continua na 3º, pagina) DO O O dd a SR dd ni a di a dd ad e fez concluso ao dr. chufe de Policia que manciou abrir inque- rito a respeito. Eis um dos boletins & que se refere aquella autoridade: “POVO PARAENSE! A hora da Redesmpção não tar- da! O major Barata está comti- go 'e o capitão Pires Camargo não obedece, na presidencia da Assembléa Legislativa, outra di- rectriz que não aquella que se impõe como defesa dos interes- ses do programúia do Pariido Liberol! A Aliança Nacional Liberta- dora, em tão boa hora surgida, aqui ganhou terreno, como no resto do Brasil, e o major Bara- Lyra lavrou o competente sutos mato A PERA 1. Jantinua na da pagina) nato Braga sobre 4, RIO, 8 — Na ordem do dia da Camara, hoje, figurou pela pri- meira vez, para discussão mo j plerario, o accordo elaborado en- tre o Brasile a Inglatérra rela, tivo a liquidação dos congelar & dos q O sr. Cincinato Braga, em no- à me da minoria, discutiu o as- sumpto. Disse que vinha á tri- buna afim de apreciar o conve- rio financeiro ajustado em Lon- dves pela Commissão Sousa Cos- A. O orador mostra que o actual governo do Brasil não tem pres- tigio para obter beneficios para o paiz com qualqueh composi- ção com os nossos credores. A prova está no convenio de Lon- dres, que não passa de uma co- brarça de dividas commerciaes devidas por pessoas à Inglater- ra, cobrança essa effectuada em condições deprimentes para O Brasil. (A. B.) hontem neste jornal, houvo equi- “|N voco no nome do notavel cirur- A “Nota Scientifica” publicada Palavras candentes EE sm: congelados in eoanengo a mm. gião nella focado, que é Mauricio, é não Eugenio como foi publicado. (Serviço da U.J. B. Ata o A propaganda communista na À LONDRES, 8 — Segnado O pondento do “Daily 9 Moscou à Terçeira Tnb veu centralizar todos os esfi vagunda commmista no Reich O ESTADO DO PARA”)! | Povo essencialmente civiliz ado e culto cujos mentos não sabemos in terpretar — Ao que se a pretendida idolatria egypciaca — Ritos au sabemos comprehender 000200040 ras que se lhe apresentavam como der dade, foram pura e simplesmente mo sem começo nem Hor. vinham tambem, Shoy e Em seguida, das as entidades sideral, Taes eram Osiris subterraneo das sombras e as conduzia sob sew nada na sua vida do Além, sados, de modo que o “duplo” mumia. um “duplo”; bitual, estando reunidas, nele, as em emanação do espirito divino, sendo q nica com Deus, Fis. nois so que se redes a nosteni mo exypelos, os OPC CPLOGHHOOPPOL e que manifesta os renascimentos contingos; fim, o Eterno em sua expressão as divindades da Terra, femeninas e os deuses psychopompos ou conduci almas que representavam o crepusculo se se os considerasse na sum homens mais civil zados E" fóra de duvida que os egypcios personificavam todas as forças « Natureza como manifestações positivas de Deus verdadeiro. Isso não, pediu que as massas incultas adorassem todas as formas, e todas as fi + vZes differentes. Essa é tambem zão por que os exypeios foram taxados de polytheistas quando, na re notbeistas, 4 primeira das forças que adoravam destaca-se a força sojar a emprestavam todos vs caracteres essene ines à Divimbade, e a quem a sob diversas formas, Tinham inicialmente, Ra, 0 sol em simesmo quer era permittido ser invocado por todos; Amon, o Aten; sol de cada dia, aquel o disco solar, q clrer mais perieita; da Noite e da 4 ou serapis; Isis e Nephtys, d da vida e da morte; Phtah e soklar e sobretudo Anubis que tinha a Jugo, para que sua sorte fosse de Estes deuses e deusas protegiam 05 mortos na sua existencia sub ranea. Velavam para que os cuidados dos funeraes não lhes fossem pudesse, em tempo util, reconhecerse Na personalidade humana regonheciam os egypelos 1.º, q corpo; 3º uma alma, e 4.º uma essencia vital ou sopro vital, 4 o “duplo” é composto de uma materia tão subtil que escapa à vista ergias physicas. A alma é a per lidade affectiva possuidora Po 4 energias psychicas, e à essencia vital éu parte pela qual o homens se dida idolatria e q debatido poly do unindo antigo. XT. = veres.
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