Alma e Coração 1915 ANNO VI-Jan-Dez-Fasc. 10 Outubro
Alma e Coração- 10 , ■ 11 ■ 11 ■JI ■ 11 ■ 11■11■ 11 ■ 11 ■ 11 ■ 11 ■ 11■11■11 ■ n ■li ■ 1 es teve na terra entre os homens , pro– curará nesse passado a causa da prisão de hoje. -Perfeitamente, meu filhinh o. Não i Ínaginas como me fazes fe li z, qua ndo te oaço di scorrer sobre as verdad es es – pirituaes l Vamos, ainda falta alguma co usa á cla resa da tua explanação. Con– tinúa. - Penso que é is to o que s e dá : C er– tamente que esse homem . em ex is lt n· ci as a nterio res comrnett eu as:- ass ina tos r,u e ficaram impun es. ou occul tos da vi-Sta t:.::rrena ... mas Deus que tudo ,·ê... castiga-o agora. -Não, Dulcidio. Deus nã-> cas ti ga. Hoje elle soffre a consequencia do que fez hontem. T ran~ grediu as leis divi nas, é attin gido pelo soffrimento. · - E não pod ia s er outra a sua fo ltã""? - Pod ia, pod ia ... No cargo de Jui z quem sabe quant os inn ocentes não conrlemn ou .. . - E' ve rdade, mães inha, os maus juízes que de dores não accumulam pa ra as ex istencias vi ndouras ? - Horri,·e;s, meu filh o, horrí veis ! -E os presos que são realment e cul pados ? -Ah! esses que se res ignem humil – dement e, que se a rrependam, que peçaTn perdã o a Deus e a sua v ic ti ma, que ~'ro– curem regenera r- se. v ig iando os pensa– mentos, a tfrahindo a protecção celes t~ pela prece, pa ra que. se tiv erem de ainda vo lta r ao convívio s ocial, ,·en ham trans íormados em homens de bem– ca lmn,:, trabalh ado res , hon rad os , d ignos, e se a morte os co 1 her cm meio a· pena , vão para o espaço com a alma p:1 cifi– cada pelo arrependi me nt o. - Ir emos , ent ão , outra ,·ez, dnmin gn , nã1J é, Mães inhn ? = - Iremos . E de pois con ti nu a remos a n os~a cpnvers a; o a ssump to é vasto ; ha muito que d izer ... f .UClA . 1\ l{ordec 1111111111111111 l 'I111 1111 !1111111111 l li l 1111! I' e. -:-- :s ~e nhor rl os m nnrlos e d os d esgra çados. P ae m iseri co1·dios11 d11s aff lictos, d a. un i,ersal hnman idade, m ais uma vez, D eus. n ós, m; t eus fi lh o,:, lnn g-inriuamente afastados rla suavissima v isiio el os e)ejtos . espe ran ç:.Ldos. porém, de algo conseguirmos n o carrei ro aben çoado qu e s : alarg a a olhos p asmos ~ nú s, bemdizemm:; a ventura pr nporci11n an a aos encarcerados dest e mu ndo com a d n,ni va celesti al da dou t r in a que red ime e el eva . . . Ha tant os m ill en ios n os tresmalh amos él n r ebanho do a.marl o C:l1ristn e , an-n rn., n o au ge das imperfeições. das desn;den adas loucuras, t u , Senhor , f' ae am ant issimo d e n ós t e ap ied as porque n os mostras n. ~l v a r edemptora, abend içoan d o gest os d e c1esgra– ç-ados e embradecendo cora çõe,; de affli ctos. Quanta m isP ri cordi a con cedida, ta n ta o-raça aut? rgada! E a inda assim n os reb ell an~11s á ~~nnh osa sup pli ~a do, s antos con ·elhos, ioca'llos a con v1ven c ia h emd·1ct~ d - . · ~ os aos ensrn amentos p el a rnidosn. v iel a mu n dan a . . . N em t a u t;o diwera ser µo ·s ' 1 , con sonante cn1n as suaves sen saçõe~ d a d ' ,. ' paz P.xperimen tn,éla, quan o n os Pntreo·amo~ 1 . Ob . , A 0 ' "' ao e u t 1vo das h ell as i as, o as boas acç ~ ~ . ject· . o "' ex ist e um a lt o ob - . ivo - b altsa d o cn.minh n S" l d · , ..., va or - o p e1·– cur so para os e. eos , a volt a par n. Deus D e l ·1 - · uc1 açoes o fi rmamento se , céo á t erra d t 1 cobre, e do • < ' es e P a uet a n. 0 - . hoie-- ·, 0 r,., 11 ~ 1_ t _ ceo, no d, a rl e · ·, '" ,an ')S sa') 0 b . . ('S piri t.i,;m., - 1 s en ef 1<'.1arl o3 pele, .• . Hl n m n, p o n te d e l 11z 1 a1 l t rrr ns 11nr· ir o os pen s:1mentos em , al ma hmnn ua no-i-aele .d p i·ece : p 1·p1'e rla Em '"' , c , a. t odos os annos t icnl armeute a . '' n o orbe in tPirn. p~r- . . ')u 1 e n.col -'t.- . s1,ss1ma eciosiio ,l f . ' n lll PSrnn m (·(' n - t e a fe c tos d , os. a esse es pirita , e ng rao ecimen- Id ea.l. a All an y .,de n.rden t e 8 nn11ador do 3- 10-915. \. a1eiec. Y oL,1:sn,1.
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